dicas para a faculdade

10 dicas para quem está começando a faculdade

Como lidar com o nervosismo e dar conta de todas as atividades exigidas

Por da redação – 8 fev 2018, 17h06 – Publicado em 8 fev 2018, 06h48

dicas para a faculdade

(Imagem: iStock)

Depois de tanta expectativa pelo resultado do vestibular e de finalmente ver o seu nome na lista de aprovados, a ansiedade já começa a bater de novo, não é? A espera pelo começo das aulas provavelmente é a única coisa em que você pensa agora – e, junto com a vontade de descobrir novas possibilidades, vem também um pouco de insegurança. Sim, as coisas vão ser diferentes daqui para a frente, mas calma: não é nada impossível dar conta de tudo! Veja a seguir algumas dicas para começar a faculdade com o pé direito.

1 – Participe dos eventos. No começo do ano letivo as universidades costumam preparar vários eventos de recepção aos calouros, seja para conhecer melhor as matérias do seu curso, o seu departamento ou até mesmo as dependências físicas da própria instituição. Essas atividades são interessantes para que você não se sinta mais tão perdido e já possa conhecer os seus colegas de classe.

2 – Conheça as entidades. Além dos grêmios e centros acadêmicos, muitas universidades costumam ter outras entidades formadas exclusivamente por alunos, como as atléticas e empresas juniores. Espaços como esses são ótimos para conhecer pessoas novas e colocar em prática tudo o que você vê em sala de aula. Aproveite!

3 – Atividades complementaresParticipar de uma pesquisa de iniciação científica ou começar um estágio são atividades que podem acrescentar muito para a sua formação. Enquanto a pesquisa tem um tom mais acadêmico, o estágio ajuda a colocar em prática o conhecimento teórico adquirido durante a graduação. Procure conhecer as oportunidades oferecidas pela sua universidade e analise, de acordo com os seus objetivos, qual pode ser a melhor para você.

Leia também: Faça cursos livres online como atividades complementares

4 – Fique de olho nas finanças. O início da faculdade é um ótimo momento para começar a prestar atenção na maneira como você gasta seu dinheiro, principalmente se você for estudar em outra cidade (mas isso não deixa de ser importante para quem continuar morando com os pais, também). Considere fazer um orçamento mensal para entender os seus gastos e equilibrá-los para que não falte dinheiro no final do mês. Alguns sites e aplicativos, como Mint, Pocket Expense e You Need a Budget podem te ajudar a manter esse controle.

5 – Seja organizado. Ser organizado pode não ser algo natural para todos, mas é fundamental se esforçar ao máximo para dar conta de todas as atividades da faculdade. Para não se esquecer de nenhuma delas, você pode, por exemplo, montar um calendário com as tarefas e as datas em que elas devem ser entregues.

6 – Mantenha a leitura em dia. Você provavelmente vai ter que lidar com uma certa carga de leitura durante o semestre – principalmente se seu curso for Direito ou Letras, por exemplo. Os professores costumam passar toda a bibliografia que vai ser trabalhada ao longo das aulas já no início do semestre, o que possibilita organizar um calendário de leitura semanal ou quinzenal. Faça um esforço para manter um bom ritmo de leitura. Deixar para ler tudo perto das provas provavelmente será muito cansativo e você não conseguirá tirar um bom proveito de todo o conteúdo.


7 – Use a internet para o seu bem. Sim, é extremamente tentador ficar checando as redes sociais ao longo do dia. O que você talvez não imagine é que elas podem ser utilizadas para o bem do seu aprendizado: procure páginas relacionadas ao seu curso, interaja com alunos do mesmo curso mas de outra faculdade ou até mesmo tire dúvidas em grupos criados para discutir uma das matérias que você está estudando.

8 – Aprenda a cozinhar, se você ainda não sabe. Mesmo se você ainda mora com os seus pais, aprender a cozinhar o básico é bastante interessante para aproveitar ainda mais a independência que a faculdade te proporciona. Com a mudança na sua rotina, não serão raros os momentos em que você vai precisar se virar sozinho para ter o que comer – e viver só de comida congelada ou delivery não é bom nem para o seu bolso e nem para a sua saúde.

9 – Não tenha medo de pedir ajuda. É completamente normal que você se atrapalhe um pouco no começo da faculdade devido à quantidade de responsabilidades novas que surgem. Não tenha medo e nem vergonha: peça ajuda antes que tudo vire uma bola de neve e você saia prejudicado. Se estiver com dificuldades em uma matéria, peça ajuda a um colega ou ao professor; se estiver passando por dificuldades pessoais que interfiram no seu rendimento, procure alguém que possa lhe aconselhar e conversar sobre isso.

10 – Encontre o método de estudo que funciona melhor para você. Lembre-se: o professor da faculdade não vai manter uma cobrança diária tão forte quanto a de um professor do colégio. É preciso saber lidar com essa liberdade para que isso não atrapalhe o seu rendimento. Considere qual ritmo de estudo se encaixa melhor com a sua rotina e o seu perfil: você pode tanto estudar todo o conteúdo da semana ou da quinzena em um só dia quanto dividir ao longo dos dias.

Este post é parte da programação especial de fevereiro no Guia, que vai trazer dicas de organização de vida e de estudos para começar o ano letivo da melhor forma. Acompanhe todas as publicações da série aqui.

Fonte: Guia do Estudante

Como escolher o curso que melhor se encaixa em seu perfil?

Veja um passo a passo para fazer sua escolha e conheça os perfis ideais de cada área

escolher o curso

Procure conhecer bem a si mesmo e aos cursos e carreira que pretende seguir. Com certeza você já ouviu muito isso, mas de fato esse encaminhamento é a melhor forma de escolher uma profissão. E buscar referências e informações com amigos, familiares, amigos dos seus pais e outras pessoas que já estão no mercado de trabalho ou na faculdade é a melhor maneira de conseguir esse conhecimento.

Além disso, Denise Retamal, diretora-executiva da RHIO’S Recursos Humanos e responsável pelo programa de orientação de carreiras “Jobs of the Future”, defende que o estudante, antes de escolher um curso, pense na carreira que deseja para a vida. “Hoje, mais importante do que a profissão é a carreira que você constrói. O mercado pede expertise, que á soma de conhecimentos multidisciplinares com experiências múltiplas – não necessariamente de trabalho, mas de vida”, diz ela.



Isso exige dois passos. Primeiro, é preciso olhar para dentro de si e analisar suas habilidades, gostos e personalidade. Depois, deve procurar as carreiras que possam combinar com você e buscar a maior quantidade possível de informações sobre elas. Veja palestras, congressos, pesquise sobre o mercado, converse com profissionais da área. Conhecer a universidade e tentar participar de atividades por lá, incluindo até algumas aulas, também pode ajudar você a se decidir.

O intuito, nessa etapa, não é decidir por uma profissão, como geólogo ou médico. É descobrir áreas e temas de interesse com os quais você gostaria de trabalhar a longo prazo – por exemplo, exploração mineral ou cirurgia infantil. “Há carreiras, como a nanotecnologia, que podem ser aplicadas em vários segmentos. Não adianta escolher um curso de graduação sem saber o que vai fazer com ele”, completa Denise.

COMO FAZER A ESCOLHA CERTA

  • Analise-se

Liste são suas habilidades, gostos e personalidade

  • Busque informações de fora

Procure as carreiras que permitirão aplicar e desenvolver suas habilidades e gostos e junte a maior quantidade possível de informações sobre elas

A ideia é que, se você já sabe aonde quer chegar na carreira, terá mais clareza para definir os passos e ferramentas necessários para isso – como os cursos de graduação e especialização que vai fazer, os idiomas que precisa aprender, estágios e a melhor instituição para estudar (dependendo do lugar, os cursos podem ter focos diferentes), por exemplo. “Com esse preparo, ao final do curso a sua inserção no mercado de trabalho já será mais natural”, afirma Denise.

Ao longo desse processo, é bom considerar certas questões. Manoela Costa, gerente da PageTalent, uma consultoria especializada no recrutamento e seleção de estagiários e trainees, listou algumas perguntas que você deve fazer a si mesmo:

PERGUNTE-SE:

  • Em que profissões poderei usar as habilidades que já tenho?
  • Eu conheço bem o curso que pretendo fazer? Já dei uma olhada na grade para ver que matérias vou estudar?
  • Em que locais, empresas e cargos poderei aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade?

Em relação à profissão escolhida, reflita e escreva em um papel as respostas às seguintes questões:

SOBRE A PROFISSÃO QUE VOCÊ PENSA EM FAZER:

  • Que atividades terei de fazer nessa profissão e vou gostar?
  • Que atividades terei de fazer e não vou gostar?
  • Que atividades não farei, mas gostaria de fazer?
  • Que atividades não farei e não gostaria de fazer?

Depois de fazer isso, é preciso considerar se as vantagens e desvantagens vão compensar. Você vai se sentir realizado se não puder usar algumas de suas habilidades? E se tiver de fazer coisas que não gostaria? Se não consegue ver sangue, por exemplo, e ainda assim quer fazer Medicina, vale se perguntar por que você quer tanto essa carreira e se o saldo será positivo no fim do processo. “O ideal seria a pessoa conseguir conciliar as duas coisas: habilidade e hobby”, diz Manoela.

A primeira etapa desse processo de escolha (o autoconhecimento) é com você. Na segunda, a gente pode ajudar. Conversamos com especialistas de cada uma das grandes áreas (saúde, administração e negócios, meio ambiente e ciências agrarias, ciências sociais e humanas, comunicação e informação, ciências exatas e informática) para descobrir qual o perfil dos alunos de cada curso e que habilidades eles precisam ter para se dar bem na carreira. Veja a tabela no início da matéria e clique em cada uma para descobrir.

Fonte: Guia do Estudante

Estas profissões podem acabar até 2030 (ao menos para os humanos)

Confira as apostas de dois especialistas para a automatização no mercado de trabalho e confira se a sua profissão está com os anos contados

Profissões do futuro

Robô e humano: colaboração ou substituição? (YakobchukOlena/Thinkstock)

Transporte autônomo, robôs que aplicam anestesia, criptomoedas e softwares de análise financeira. Tecnologias que já existem hoje prenunciam intensa transformação do mercado de trabalho no futuro e vão decretar o fim de carreiras e profissões tradicionais.

A automatização é certa e a substituição de humanos por softwares será rápida, sobretudo, em países mais desenvolvidos, como Japão, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Estudo da PwC indica que até um terço dos postos de trabalho nestes países podem ser ocupados por robôs até 2030. Não foi feita estimativa para o Brasil.

Segundo Arthur Igreja, especialista da AAA, plataforma especializada em tecnologia, inovação, disrupção e economia transformadora, o difícil não é prever se alguma profissão deixará de existir, mas sim prever quais vão ficar. Nos negócios: Descubra com a TOTVS o que é e como aplicar a transformação digital Patrocinado

O trabalho robotizado irá muito além de tarefas repetitivas, diz Igreja, que também é professor da FGV-RJ. “Hoje, com as redes neurais e a inteligência artificial, mesmo o conhecimento e o processo decisório podem sim serem incorporados por uma máquina”, diz.

Por isso, as profissões que estão com os anos contados são aquelas não só baseadas em repetição como também as carreiras que exigem extremo conhecimento específico. “ Pois uma máquina consegue aprender”, afirma.

A pedido do Site Exame, ele e Allan Costa, também especialista da AAA, elaboraram a lista abaixo com 10 profissões que vão acabar até, no máximo, 2030. Confira:

1) Piloto de avião

Quando a profissão será automatizada: entre 2025 e 2030
Justificativa dos especialistas: “o termo ‘piloto automático’ está longe de soar estranho. Atualmente, na maior parte do tempo sistemas computadorizados já pilotam as aeronaves. A interferência humana acontece especialmente nas etapas de decolagem e pouso, mas diversas empresas já fazem testes de aviões 100% autônomos. A BAE Systems testa um bimotor com 16 lugares e a empresa Universal Robots desenvolveu um braço robótico que foi capaz de pilotar um Boeing 737 com sucesso em um simulador. Estudos apontam que a economia anual pode ser de até 35 bilhões de dólares por ano (estimativas da UBS) caso grande parte dos voos comerciais fossem feitos sem a presença de pilotos humanos. ”

2) Anestesista

Quando a profissão será automatizada: 2025
Justificativa dos especialistas: “a gigante Johnson & Johnson desenvolveu o robô Sedasys que aplica com sucesso anestesias em pacientes que serão submetidos a tratamentos mais simples em clínicas e hospitais. O custo por procedimento cai de US$ 2.000 para US$ 150 e um médico é capaz de acompanhar múltiplos procedimentos em paralelo assim como acontece nas cirurgias com robôs. Apesar da venda do produto ter sido suspensa recentemente para maturação, os testes feitos em quatro hospitais americanos evidenciaram que em um futuro breve esta profissão deve ser automatizada”.

3) Analista de investimento

Quando a profissão será automatizada: 2023
Justificativa dos especialistas: “um terço das vagas de trabalho nos bancos de investimento em Wall Street desapareceram desde o ano 2000, segundo o autor futurista Martin Ford. Isso não aconteceu apenas pela digitalização das operações que eliminou andares de pessoas ao telefone comprando e vendendo ações. Os robôs que operam em alta frequência (HFT) já representam hoje mais de 50% das operações diárias no mercado americano de ações. A competição não é mais pelo melhor analista, mas pelo melhor algoritmo capaz de entender as condições do mercado e tomar decisões de investimento. ”


4) Engenheiro de software

Quando a profissão será automatizada: 2027
Justificativa dos especialistas: “engenheiros de software são escassos e têm altos salários especialmente no Vale do Silício. Ainda estamos na era da transformação digital dos negócios e isso requer exércitos de programadores. Estamos entrando na era onde a inteligência artificial e os frameworks de programação em alto nível permitem que software gere mais software. Desta forma, devemos ter uma gradual redução na demanda por engenheiros de software e um aumento na demanda de analistas de negócio capazes de modelar processos para que sejam então automatizados por ‘programadores robôs’.

5) Contadores e auditores

Quando a profissão será automatizada: 2030
Justificativa dos especialistas: “dois movimentos complementares devem impactar estas profissões: digitalização dos processos e aumento no uso de Blockchain. Contadores ainda estão envolvidos com tarefas que podem ser automatizadas em grande escala sendo a brasileira Contabilizei um exemplo de disrupção nesta área (a startup é considerada a empresa contábil mais inovadora do mundo segundo a Fast Company). Além disso, com as criptomoedas e registro de operações em Blockchain, o conceito de contabilidade desaparece, visto que todas as transações são públicas e tecnicamente impossíveis de serem fraudadas. O mesmo vale para auditores”.

6) Headhunter e recrutador (RH)

Quando a profissão será automatizada: 2023
Justificativa dos especialistas: “a convergência entre poderosos algoritmos de inteligência artificial, especialistas entre traçar o ‘match’ entre demanda e oferta, vai substituir a busca curricular tradicional. Muito além do que o uso de filtros, esses algoritmos são capazes de avaliar fotos, vídeos, posts e e-mails enviados por pessoas. Vivemos também a era da exposição virtual a todo momento, muito mais do que o currículo que uma pessoa envia para uma empresa, já é prática comum entrevistadores e psicólogos utilizarem essas fontes para entender o perfil do candidato. O fluxo será o mesmo, mas desta vez feito por robôs. Vale lembrar também que reviews de competências e a satisfação com trabalhos passados devem estar armazenados no Blockchain dentro de 10 anos, criando um sistema de review público no estilo Uber para todos os profissionais. ”

7) Assistente jurídico

Quando a profissão será automatizada: a partir de 2020
Justificativa dos especialistas: “soluções que utilizam inteligência artificial, apoiadas no Watson, da IBM, por exemplo, já conseguem realizar tarefas repetitivas de análise de processos e termos jurídicos com eficiência e precisão muito maiores do que quando as mesmas tarefas são realizadas por seres humanos. Advogados que executam atividades que dependem de interpretação e deduções subjetivas continuarão sendo cada vez mais valiosos, mas assistentes jurídicos, principalmente em início de carreira, que realizam as tarefas repetitivas inerentes à atividade jurídica, fatalmente, serão substituídos por soluções de inteligência artificial.”

8) Repórteres e jornalistas

Quando a profissão será automatizada: entre 2022 e 2025
Justificativa dos especialistas: “em termos objetivos, escrever não é exatamente um problema para a inteligência artificial. Desde 2014, a Associated Press usa softwares inteligentes para escrever relatórios quadrimestrais de faturamento. Segundo o The Verge, mais de 3.000 relatórios são produzidos por inteligência artificial a cada trimestre. Não é fora de propósito vislumbrar que sites de conteúdo poderão existir, no futuro próximo, sem nenhum humano envolvido na produção deste conteúdo.

9) Analistas financeiros

Quando a profissão será automatizada: 2027
Justificativa dos especialistas: “analistas capazes de avaliar as contas e as finanças de uma empresa já foram considerados indispensáveis pela sua capacidade de identificar tendências que poderiam causar impacto significativo no negócio em um piscar de olhos, permitindo ajustes temporais de estratégia ou portfólio que poderiam gerar bilhões em economia. Mas analistas humanos não conseguem mais competir com softwares de análise financeira que usam inteligência artificial e que podem ler e reconhecer tendências em dados históricos para prever movimentos futuros de mercados.”

10) Corretores de seguro e analistas de risco

Quando a profissão será automatizada: entre 2020 e 2025
Justificativa dos especialistas: “a quase totalidade do que corretores de seguro e analistas de risco fazem hoje já pode ser feito por computadores utilizando big data e machine learning. Realização de cotações, cálculos de prêmio e custos de apólice, avaliação de riscos individuais e coletivos, ganham em eficiência e robustez, em termos de base de dados de referência, quando softwares parametrizáveis colocam nas mãos do segurado as possibilidades de simulações e contratação dos seguros de forma automatizada. E, à medida em que novas ferramentas incorporem inteligência artificial, o processo decisório na realização de um seguro será completamente automatizado, tornando os profissionais em questão obsoletos.”

Por Camila Pati, 21 dez 2017, 15h00
Fonte: exame.abril.com.br

 

Funcionários do Google confessam as piores partes de trabalhar na empresa

Muitos profissionais sonham em trabalhar no Google, mas quem já passou por lá afirma que nem tudo são flores.

Trabalhar na Google

Muitos profissionais sonham em trabalhar no Google. A companhia, multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos, foi fundada por Larry Page e Sergey Brin enquanto os dois estavam frequentando a Universidade Stanford.

Entre muitas qualidades, oportunidades de carreira e uma cultura interna saudável, a empresa também possui seus lados não tão positivos. Ao Quora, um site de perguntas e respostas, funcionários atuais e antigos do Google revelaram a pior parte de trabalhar na gigante da tecnologia.

Em sua maior parte anônimos, eles contaram que trabalhar na empresa pode não ser o que muito acham. As repostas são de usuários do mundo todo, e nenhum especificou sua localidade.


O InfoMoney selecionou alguns relatos, confira:

É difícil ter uma conversa franca com colegas de trabalho

Vlad Patryshev, ex-engenheiro de software afirma: “É difícil discutir qualquer problema. As discussões objetivas são raras, uma vez que todos os funcionários são individualistas devido à cultura da empresa e não estão interessados em opiniões de outras pessoas, a menos que sejam os diretores e pessoas importantes lá dentro”.

Ninguém acredita quando você diz que o emprego não é perfeito

Katy Levinson, ex-engenheira de software: “As pessoas ficam perguntando porque você saiu ou fazem questão de confirmar se você ainda trabalha lá e insistem que trabalhar lá “deve ser perfeito”. Eles só querem ouvir quanto você está entusiasmado e quanto você quer ficar na empresa, mas todas as companhias têm problemas”.

O Google é tão grande que você pode ser contratado por engano

“Eu fui chamado pelo Google para uma posição de gerenciamento. Mas ao mesmo tempo que fui contratado, outra pessoa com o mesmo nome também foi selecionada. De alguma forma o RH trocou informações e confundiu tudo. Quando comecei no primeiro dia, decobri que eu fui contratado para uma posição júnior e a vaga de gerência foi para o outro homem com o mesmo nome que eu”.

A empresa só se preocupa com metas

A empresa apenas se preocupa com melhorias mensuráveis. “Qualquer melhoria não baseada em metas rígidas não é considerada positiva”, disse um antigo engenheiro de software do Google. “Qualidade e usabilidade dos produtos? Ninguém se importa, se você não mostrar em números ou não se tiver como medir”.

Muita gente inteligente, mas líderes ruins

“Tem muito profissional inteligente, mas que são gerentes e líderes horríveis”. “As pessoas são promovidas para cargos gerenciais, não porque realmente saibam liderar, mas porque são inteligentes e batem metas”, disse um ex-gerente de programa técnico.

O Google é tão grande que você pode não fazer diferença

“Trabalhei no Google por 3 anos e foi muito difícil sair, mas um fator importante me ajudou a tomar a decisão – o impacto que eu teria no negócio como indivíduo era mínimo. O Google é uma empresa incrível, mas a menos que você seja um engenheiro incrivelmente talentoso que comece a criar algo novo, é provável que você seja simplesmente um profissional que faça parte de uma pequena engrenagem que faz a máquina funcionar, sem muito reconhecimento”.

Fonte: InfoMoney

Erro que quase todo jovem comete no início da carreira

Desnorteado com tantas opções de carreira, o jovem está sujeito a cometer um erro que pode comprometer seu futuro profissional. Entenda.

Início de carreira

Executivo frustrado (grinvalds/Thinkstock)

Consultorias de recrutamento estão acostumadas a um certo padrão nos currículos dos jovens: passagem de 3 meses em uma empresa, 9 meses em outra, 6 em uma terceira e assim por diante.

Na hora entrevista, candidatos a estágio e trainee justificam as mudanças constantes de emprego com frases como “já tinha aprendido tudo que podia” ou “saí porque queria algo novo”.

Trajetórias entrecortadas são resultado de um erro que cada vez mais gente comete no início da carreira: buscar satisfação imediata logo na primeira experiência profissional — e, uma vez contrariada essa expectativa, abandonar tudo e partir para a próxima.

“O que não é rápido não serve para o jovem”, diz Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Estágios. “Como a tecnologia está sempre na palma da mão, ele se acostumou a ter informações imediatas, a ter respostas imediatas, o que acaba se estendendo para como enxerga a carreira”.

A facilidade de mudar de ideia e experimentar outras alternativas também estimula esse movimento frenético em busca de um ideal irrealizável de trabalho. Segundo Mavichian, é comum que o jovem não saiba justificar suas alternâncias de emprego com um argumento objetivo, como salário ou localização da empresa: em geral, a razão é bastante vaga.

Mas o que está por trás dessa inquietação quase inexplicável, além dos óbvios efeitos da parafernália tecnológica? Na visão de Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas, a ansiedade do jovem também pode ser entendida como resultado da proliferação das profissões.

“Trinta anos atrás, você podia ser médico, engenheiro, advogado, professor, contador, no máximo você tinha uma dezena de opções de carreira”, explica. “Hoje, existem centenas de cursos universitários, e mais outras centenas de possibilidades de atuação para cada formação”.

No passado, quando não havia tantas alternativas, mesmo o jovem mais ambicioso ou impaciente era obrigado a esperar — nem que fossem 5 anos — para começar a se envolver em projetos realmente estimulantes.

Agora, continua Ferraz, o mercado acena com um leque de opções tão vasto que o jovem sente que pode estar “perdendo seu tempo” com a escolha que fez, e acaba ficando inclinado a trocar de emprego de forma irrefletida.

Consequências

Quem espera prazer imediato no começo na carreira acaba por não concluir nenhum ciclo de aprendizado. “É um padrão que forma profissionais incompletos, com conhecimentos superficiais e nenhum tipo de especialização”, diz Mavichian.

Como a economia vai mal, há uma tendência maior de permanecer no emprego atual. No entanto, o jovem se transforma em insatisfeito crônico, perde motivação e acaba desperdiçando oportunidades de desenvolvimento da mesma maneira.

A crise pode ter algum efeito didático nesse sentido, diz Ferraz. “Alguns já começaram a cair na real e perceberam que não dá para fazer o que se gosta logo de cara”, explica.

Para ele, um profissional considerado feliz e bem-sucedido ocupa 2/3 do seu tempo no trabalho com atividades que lhe dão prazer. Tarefas desagradáveis, enfadonhas e irritantes ocuparão o 1/3 restante — não dá para zerar essa parte.

Até chegar a esse ponto, porém, é preciso “esquentar a cadeira” e aceitar que nem sempre a rotina será agradável. Quer dizer que é preciso se resignar, mesmo sendo infeliz no trabalho? De jeito nenhum, diz Ferraz. O segredo está em alterar a sua percepção das dificuldades e passar a ver a “tarefa chata” como etapa em um processo de longo prazo que culminará com a sua felicidade.



A própria ideia de felicidade, aliás, precisa ser revista na opinião do consultor. “O jovem está muito acostumado a ver falsas representações de felicidade nas redes sociais, e acaba fazendo comparações que o deixam muito insatisfeito”, explica. “Ele acredita erroneamente que não gosta do trabalho, mas os outros sim, e que portanto ainda não encontrou o que ama”.

Ocorre que o contentamento com a profissão não depende de “acertar um alvo”, mas sim de fazer descobertas sobre as suas próprias fontes de prazer no trabalho, de forma lenta e paciente.

Para Mavichian, não há nada de errado em experimentar, mudar de ideia ou perseguir áreas de atuação que tenham a ver com os seus interesses. O movimento é bem-vindo; só é preciso cuidar do ritmo.

“Permaneça no emprego no mínimo por 12 meses, antes de experimentar o próximo”, aconselha. “E lembre-se que, em algum momento, você vai precisar escolher uma área e se dedicar realmente a ela”.