Como voltar ao mercado de trabalho do jeito certo

Perder o emprego é um momento difícil. O período de transição pode trazer dúvidas, medos e incertezas.

voltar ao mercado de trabalh

A mudança na rotina e a falta do salário todos os meses na conta é o pesadelo de muitos – e voltar ao mercado de trabalho nem sempre é tarefa fácil. De acordo com um estudo realizado, em 2016, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) com dados fornecidos pelo IBGE, após perder o emprego, o brasileiro demora, em média, oito meses para se recolocar no mercado de trabalho.

“A primeira coisa é não entrar em desespero. É importante entender que o momento de mudança pode trazer boas coisas. O profissional deve usar esse tempo para se conhecer melhor, investir na carreira e planejar a sua recolocação no mercado”, aconselha Bruno Cunha, headhunter e coach de carreira da Pontus Consultoria em RH. O ponto principal para retornar ao mercado de trabalho após um tempo parado é saber onde você quer estar. “O profissional deve buscar uma recolocação, posicionar-se no mercado de trabalho, para assim, voltar de maneira consciente e consistente”, diz Cunha. E tem mais:

1. Autoconhecimento

“Este período sem emprego deve ser compreendido como um momento para se conhecer melhor. Saiba o que gosta e tenha objetivos”, explica o coach. O profissional deve se fazer algumas perguntas: onde quero ir? Como quero chegar? Qual o meu objetivo? No que sou bom? Em que preciso melhorar? Quais os riscos? Quais as ameaças? Quando se sabe aonde quer chegar, a jornada por um novo emprego fica mais específica. O profissional consegue analisar o que falta nele para alcançar o cargo que almeja.

2. Conhecer o mercado de trabalho

Outro ponto importante para analisar qual é a melhor maneira de voltar ao mercado de trabalho é conhecê-lo. “A internet é sua aliada neste momento. Pesquise por empresa, leia sobre a sua área e tente conversar com profissionais que estão na ativa”, orienta Cunha.

3. Planejar a carreira

O planejamento deve ser visto e pensado como uma sequência de ações que vão conduzir o profissional até seu objetivo. É importante contar com a ajuda de um coach de carreira nessa etapa. Durante o processo, será possível detalhar o que deve ser feito para alcançar o emprego que almeja, montar suas estratégias e planejar o fluxo de ações. Aqui, podem estar cursos, aprimoramento de algumas habilidades, leituras importantes e até mesmo características pessoais que devem ser lapidadas.

4. Rede de contatos

A boa comunicação é fundamental para quem deseja uma recolocação no mercado de trabalho. Bons contatos pessoais e profissionais podem ser o que falta para que apareça a oportunidade perfeita. “Essa troca de experiências e informações com quem atua na área é fundamental para potencializar conhecimentos e crescimento profissional”, explica o coach.

5. Currículo e mídias digitais

O currículo é peça-chave para conseguir a tão sonhada vaga. “Mantenha-o sempre atualizado e compacto. Analise o que realmente precisa estar ali. Seja criativo também, você precisa se diferenciar e chamar atenção do recrutador neste momento. Deixe claro o objetivo, mencione a formação e os cursos realizados e resuma a experiência”, sugere Cunha.

Outra maneira de ser visto é estar presente no LinkedIn, a rede social de relacionamentos profissionais que já conta com mais de 500 milhões de usuários. Todo profissional em busca de oportunidades deve criar um perfil e mantê-lo atualizado. É também uma boa oportunidade para fazer networking, ou seja, conhecer melhor profissionais que atuam na área e trocar ideias.

6. Procurar ajuda profissional

Quem não sabe como dar o primeiro passo pode buscar um profissional com conhecimento e experiência para melhor orientação, como um coach de carreira. O profissional ajudará o cliente a traçar objetivos, definir metas e realizá-las de fato.

Fonte: Terra

Profissões que serão insubstituíveis no futuro

Nas próximas décadas, muitas das atividades que hoje são realizadas por pessoas serão automatizadas, gerando impactos significativos no mercado de trabalho do futuro.

Mas as mudanças que a automação trará ao mercado de trabalho não se limitam à extinção de profissões, ou a criação de novas formas de trabalho. Algumas profissões continuarão a cargo dos humanos, mas passarão por transformações.

Funções demasiadamente mecânicas e repetitivas são as que estão sob maior risco de passarem por uma disrupção tecnológica. Os seres humanos, no entanto, sempre vão desempenhar um papel-chave no centro dos processos de trabalho: as ocupações mais difíceis de automatizar serão sempre as que complementam o trabalho das máquinas e as que envolvem a gestão e o desenvolvimento de pessoas, a tomada de decisões, o planejamento estratégico e o trabalho criativo. Com mais de 200 milhões de visitantes únicos em todo o mundo por mês, o Indeed está equipado para identificar tendências e compreender as mudanças no mercado de trabalho enquanto elas acontecem. Na lista abaixo, estão elencadas cinco profissões onde o trabalho humano será transformado pela tecnologia, mas não superado por ela. Estas são áreas em que os jovens profissionais de hoje poderão prosperar e crescer junto com elas.

Recursos humanos

O talento está se tornando um bem cada vez mais valioso e, hoje, as empresas competem no nível internacional pelos melhores candidatos. Uma estratégia de RH orientada a dados já é parte integrante do sucesso empresarial, mas isso de forma alguma diminui a necessidade do julgamento humano para uma tomada de decisão assertiva. O profissional de RH do futuro se tornará cada vez mais estratégico, e também precisará combinar habilidades interpessoais e inteligência emocional com experiência em software e capacidade de análise. Os avanços em inteligência artificial (AI), automação e mobilidade evoluem o local de trabalho, a aquisição e a retenção de talentos. A boa notícia é que muitas dessas tecnologias, especialmente a AI, estão transformando a maneira com a qual identificamos e contratamos talentos, tornando o processo mais produtivo, eficiente e diverso. Ainda que esteja em um de seus estados iniciais, a AI já é capaz de conectar os candidatos aos empregos e, em um futuro próximo, ela será fundamental para ajudar as empresas a reterem funcionários e ajudarem os indivíduos a crescerem e alcançarem suas aspirações de carreira.

De acordo com o Indeed, a profissão mais promissora do setor atualmente é a de Recrutador, que cresceu 193% em número de vagas publicadas na plataforma entre 2016 e 2017. Outras profissões com destaque são: analista de recrutamento e seleção (aumento de 69%), analista de benefícios (68%) e gerente de Recursos Humanos (66%). No geral, as vagas na área de Recursos Humanos cresceu 8,65% no último ano.

Culinária

Algumas coisas nunca irão mudar, incluindo a nossa paixão pela comida preparada com cuidado e atenção. A comida preparada de forma mecânica nunca irá se equiparar a uma refeição que une criatividade, sensibilidade e conhecimento dos meandros do paladar. Na cozinha, as máquinas definitivamente não vão mandar: apesar de serem capazes de produzir em grandes quantidades, certas habilidades criativas, como a apresentação e a infusão de essências e sabores inesperados, são incapazes de serem replicadas tecnologicamente.

No Brasil, o setor de comida apresenta uma tendência bastante incomum: um aumento de mais de 66% no número de vagas abertas em 2017 comparado com 2016, e ao mesmo tempo uma queda de mais de 70% na procura pelas profissões ligadas ao setor. A posição de líder de cozinha teve um crescimento anual de mais de 96%, o que indica uma falta de profissionais altamente especializados no país. E especialização será a chave para o sucesso do profissional do setor no futuro: entre as posições mais difíceis de serem preenchidas, além de chefe de cozinha, estão profissões como padeiro, pizzaiolo, sushiman e confeiteiro.

Educação e treinamento

Educação e treinamento é mais uma área em que continuamos a ver uma forte demanda, especialmente nos países em desenvolvimento e nas economias emergentes, onde existe demanda reprimida. Enquanto isso, a explosão da aprendizagem online e da educação continuada abrem novas possibilidades e criam novas profissões ligadas ao setor. A constante qualificação do indivíduo, nos aspectos acadêmico, profissional ou pessoal tem se tornado uma necessidade e o ensino à distância é um facilitador nesse processo.

A tecnologia será companheira inseparável do aluno do futuro, mas a transmissão e criação de conhecimento continuarão a depender da ação humana direta. No Brasil, entre 2016 e 2017 o número de vagas ligadas à educação, em suas mais diversas formas – de pedagogos e professores de línguas a instrutores de educação física – cresceu quase 10%. Por outro lado, a busca por esse tipo de emprego caiu cerca de 15%.

Marketing e comunicação

As máquinas fazem muitas coisas bem, mas descobrir ideias novas de forma independente ainda não é uma delas. As profissões criativas, que se concentram na complexa interação de ideias, palavras e imagens com valores culturais e sociais compartilhados, também irão prosperar no futuro. A inteligência social e a alfabetização de novas mídias são habilidades fundamentais a serem cultivadas por quem quer trilhar o caminho da comunicação.

Recentemente, as áreas de marketing digital e relações públicas têm experimentado um crescimento substancial, e provavelmente continuarão a fazê-lo, especialmente em mercados emergentes onde estas profissões ainda não estão plenamente desenvolvidas. De acordo com o Indeed, o número de vagas abertas na área de marketing digital cresceu 75% entre 2016 e 2017, enquanto a procura pela área cresceu 69%. Na área de relações públicas, o aumento foi ainda maior: certas posições, como auxiliar de relações públicas, chegaram a dobrar a quantidade de vagas abertas nesse período. A busca por vagas destes segmentos nos níveis de estagiários, auxiliares e analistas cresceu significativamente. O profissional de comunicação e marketing do futuro precisará de profundo conhecimento tecnológico, à medida que mais e mais nos comunicamos por canais virtuais. Mas quanto mais cresce a importância da inteligência de máquina para a profissão, cresce em igual medida a necessidade de uma sensibilidade inerentemente humana.

Profissionais da saúde

Avanços médicos, dietas saudáveis, melhores condições de vida e cuidados com a saúde resultaram em uma expectativa de vida mais longa. O setor da saúde continuará a crescer e a se adaptar a uma população global que espera viver mais e melhor. O setor de saúde

está longe de se tornar automatizado; é composto por carreiras que tem como centro as pessoas. O sucesso nessas carreiras está atrelados à fortes habilidades interpessoais, bem como dedicação e paciência, que dificilmente serão substituídas por máquinas em um futuro próximo. De acordo com a classificação de dados do Indeed, uma vaga aberta há mais de 60 dias é considerada como difícil de ser preenchida. Por conta das características específicas necessárias para atuar como profissional de saúde, já nos dias de hoje mais de 10% das vagas em áreas como enfermagem são consideradas difíceis de serem preenchidas. O envelhecimento da população, atrelado à necessidade inerente de contato humano que a área requer, faz dessa uma das áreas de atuação humana com maior potencial de crescimento no futuro próximo.

Fonte: RevistaNews

Como falar de carreira com jovens que não querem “nada com nada”?

Sofia Esteves, da Cia. de Talentos, indica como conversar sobre carreira com um jovem totalmente desengajado

 
Aconselhando Jovens

Jovens (oneinchpunch/Thinkstock)

Um relatório divulgado pelo Banco Mundial, na última semana, trouxe um dado muito preocupante para a população jovem e o mercado de trabalho. O levantamento aponta que jovens brasileiros, com idade entre 19 e 25 anos, correm sério risco de ficar fora do circuito dos bons empregos no País e, portanto, estariam mais vulneráveis à pobreza.

O dado alarmante é resultado do grande número de jovens brasileiros que estão desengajados da produtividade, ou seja, aqueles que nem trabalham, nem estudam. Se você quiser saber mais sobre esses dados, pode ler a matéria completa aqui: 52% dos jovens no Brasil estão com empregos ameaçados, diz BM

Ao invés de me ater aos números e aos problemas que levam a essa situação dramática, afinal, esse problema tem muitas raízes que, enquanto indivíduos, não podemos resolver, quero fazer diferente e propor soluções. Acredito que se cada uma das pessoas que lerem esse artigo conseguirem identificar, na sua rede de relacionamento, um jovem que esteja desengajado da produtividade, não esteja estudando ou está com os estudos atrasados e puderem mostrar a importância de estudar e investir na qualificação, talvez, consigamos caminhar para a mudança dessa realidade.

Pensei em três passos simples, para que qualquer pessoa consiga ter uma conversa sobre carreira com esses jovens que estão desengajados da produtividade. Vamos lá:

Crie vínculo

Abordar esses jovens de forma acolhedora é a parte mais importante. Iniciar a conversa com um tom de superioridade não vai ajudar em nada e muito menos trará um resultado positivo. Então, a melhor maneira é criar um vínculo empático. Para conseguir isso é simples: fale de você. Conte a sua história, a sua trajetória, os obstáculos que precisou ultrapassar, mostre que você sabe que nem sempre é fácil, mas que pode ser possível. Conte como não abandonar os estudos foi importante para sua construção de vida e carreira e o que isso o possibilitou conquistar.

Ofereça ajuda

Às vezes, o que falta para esses jovens é alguém que estenda a mão, que ofereça informação e mostre possibilidades. Você pode fazer tudo isso ajudando a pessoa a transformar um ponto fraco em forte, pode orientá-la em como descobrir seus talentos e habilidades e mostrá-los ao mercado. Se o que falta é estudo, aponte caminhos. Ajude a encontrar universidades com programas de bolsa de estudo ou de financiamento estudantil. Esteja disponível para planejar metas e apontar caminhos.

Não abandone

Apoio é fundamental para que não se desista frente a um objetivo difícil. Depois de motivar esse jovem e ajuda-lo a encontrar caminhos, não o abandone. Esteja ao seu lado para que ele não desista – de novo – no meio do caminho. Se ele voltou para a escola, pergunte como estão indo os estudos. Se a busca por inserção no mercado de trabalho não está fácil, pense junto com ele como melhorar o currículo, como encontrar um emprego melhor ou ainda como desenvolver sua carreira de forma assertiva. Andar lado a lado do jovem pode fazer com que ele siga firme e, dessa vez, não desista.

Reparou como essas são dicas simples, que estão ao alcance de qualquer pessoa? Você pode se propor ajudar um jovem da sua rede de relacionamento, pode oferecer essa ajuda por meio das redes sociais ou até de um trabalho voluntário que realiza. Acredito que vale muito a pena a gente se envolver na construção de carreira dos jovens e não apenas na nossa. Pense nisso!

Fonte: EXAME.com

dicas para a faculdade

10 dicas para quem está começando a faculdade

Como lidar com o nervosismo e dar conta de todas as atividades exigidas

Por da redação – 8 fev 2018, 17h06 – Publicado em 8 fev 2018, 06h48

dicas para a faculdade

(Imagem: iStock)

Depois de tanta expectativa pelo resultado do vestibular e de finalmente ver o seu nome na lista de aprovados, a ansiedade já começa a bater de novo, não é? A espera pelo começo das aulas provavelmente é a única coisa em que você pensa agora – e, junto com a vontade de descobrir novas possibilidades, vem também um pouco de insegurança. Sim, as coisas vão ser diferentes daqui para a frente, mas calma: não é nada impossível dar conta de tudo! Veja a seguir algumas dicas para começar a faculdade com o pé direito.

1 – Participe dos eventos. No começo do ano letivo as universidades costumam preparar vários eventos de recepção aos calouros, seja para conhecer melhor as matérias do seu curso, o seu departamento ou até mesmo as dependências físicas da própria instituição. Essas atividades são interessantes para que você não se sinta mais tão perdido e já possa conhecer os seus colegas de classe.

2 – Conheça as entidades. Além dos grêmios e centros acadêmicos, muitas universidades costumam ter outras entidades formadas exclusivamente por alunos, como as atléticas e empresas juniores. Espaços como esses são ótimos para conhecer pessoas novas e colocar em prática tudo o que você vê em sala de aula. Aproveite!

3 – Atividades complementaresParticipar de uma pesquisa de iniciação científica ou começar um estágio são atividades que podem acrescentar muito para a sua formação. Enquanto a pesquisa tem um tom mais acadêmico, o estágio ajuda a colocar em prática o conhecimento teórico adquirido durante a graduação. Procure conhecer as oportunidades oferecidas pela sua universidade e analise, de acordo com os seus objetivos, qual pode ser a melhor para você.

Leia também: Faça cursos livres online como atividades complementares

4 – Fique de olho nas finanças. O início da faculdade é um ótimo momento para começar a prestar atenção na maneira como você gasta seu dinheiro, principalmente se você for estudar em outra cidade (mas isso não deixa de ser importante para quem continuar morando com os pais, também). Considere fazer um orçamento mensal para entender os seus gastos e equilibrá-los para que não falte dinheiro no final do mês. Alguns sites e aplicativos, como Mint, Pocket Expense e You Need a Budget podem te ajudar a manter esse controle.

5 – Seja organizado. Ser organizado pode não ser algo natural para todos, mas é fundamental se esforçar ao máximo para dar conta de todas as atividades da faculdade. Para não se esquecer de nenhuma delas, você pode, por exemplo, montar um calendário com as tarefas e as datas em que elas devem ser entregues.

6 – Mantenha a leitura em dia. Você provavelmente vai ter que lidar com uma certa carga de leitura durante o semestre – principalmente se seu curso for Direito ou Letras, por exemplo. Os professores costumam passar toda a bibliografia que vai ser trabalhada ao longo das aulas já no início do semestre, o que possibilita organizar um calendário de leitura semanal ou quinzenal. Faça um esforço para manter um bom ritmo de leitura. Deixar para ler tudo perto das provas provavelmente será muito cansativo e você não conseguirá tirar um bom proveito de todo o conteúdo.


7 – Use a internet para o seu bem. Sim, é extremamente tentador ficar checando as redes sociais ao longo do dia. O que você talvez não imagine é que elas podem ser utilizadas para o bem do seu aprendizado: procure páginas relacionadas ao seu curso, interaja com alunos do mesmo curso mas de outra faculdade ou até mesmo tire dúvidas em grupos criados para discutir uma das matérias que você está estudando.

8 – Aprenda a cozinhar, se você ainda não sabe. Mesmo se você ainda mora com os seus pais, aprender a cozinhar o básico é bastante interessante para aproveitar ainda mais a independência que a faculdade te proporciona. Com a mudança na sua rotina, não serão raros os momentos em que você vai precisar se virar sozinho para ter o que comer – e viver só de comida congelada ou delivery não é bom nem para o seu bolso e nem para a sua saúde.

9 – Não tenha medo de pedir ajuda. É completamente normal que você se atrapalhe um pouco no começo da faculdade devido à quantidade de responsabilidades novas que surgem. Não tenha medo e nem vergonha: peça ajuda antes que tudo vire uma bola de neve e você saia prejudicado. Se estiver com dificuldades em uma matéria, peça ajuda a um colega ou ao professor; se estiver passando por dificuldades pessoais que interfiram no seu rendimento, procure alguém que possa lhe aconselhar e conversar sobre isso.

10 – Encontre o método de estudo que funciona melhor para você. Lembre-se: o professor da faculdade não vai manter uma cobrança diária tão forte quanto a de um professor do colégio. É preciso saber lidar com essa liberdade para que isso não atrapalhe o seu rendimento. Considere qual ritmo de estudo se encaixa melhor com a sua rotina e o seu perfil: você pode tanto estudar todo o conteúdo da semana ou da quinzena em um só dia quanto dividir ao longo dos dias.

Este post é parte da programação especial de fevereiro no Guia, que vai trazer dicas de organização de vida e de estudos para começar o ano letivo da melhor forma. Acompanhe todas as publicações da série aqui.

Fonte: Guia do Estudante

Como escolher o curso que melhor se encaixa em seu perfil?

Veja um passo a passo para fazer sua escolha e conheça os perfis ideais de cada área

escolher o curso

Procure conhecer bem a si mesmo e aos cursos e carreira que pretende seguir. Com certeza você já ouviu muito isso, mas de fato esse encaminhamento é a melhor forma de escolher uma profissão. E buscar referências e informações com amigos, familiares, amigos dos seus pais e outras pessoas que já estão no mercado de trabalho ou na faculdade é a melhor maneira de conseguir esse conhecimento.

Além disso, Denise Retamal, diretora-executiva da RHIO’S Recursos Humanos e responsável pelo programa de orientação de carreiras “Jobs of the Future”, defende que o estudante, antes de escolher um curso, pense na carreira que deseja para a vida. “Hoje, mais importante do que a profissão é a carreira que você constrói. O mercado pede expertise, que á soma de conhecimentos multidisciplinares com experiências múltiplas – não necessariamente de trabalho, mas de vida”, diz ela.



Isso exige dois passos. Primeiro, é preciso olhar para dentro de si e analisar suas habilidades, gostos e personalidade. Depois, deve procurar as carreiras que possam combinar com você e buscar a maior quantidade possível de informações sobre elas. Veja palestras, congressos, pesquise sobre o mercado, converse com profissionais da área. Conhecer a universidade e tentar participar de atividades por lá, incluindo até algumas aulas, também pode ajudar você a se decidir.

O intuito, nessa etapa, não é decidir por uma profissão, como geólogo ou médico. É descobrir áreas e temas de interesse com os quais você gostaria de trabalhar a longo prazo – por exemplo, exploração mineral ou cirurgia infantil. “Há carreiras, como a nanotecnologia, que podem ser aplicadas em vários segmentos. Não adianta escolher um curso de graduação sem saber o que vai fazer com ele”, completa Denise.

COMO FAZER A ESCOLHA CERTA

  • Analise-se

Liste são suas habilidades, gostos e personalidade

  • Busque informações de fora

Procure as carreiras que permitirão aplicar e desenvolver suas habilidades e gostos e junte a maior quantidade possível de informações sobre elas

A ideia é que, se você já sabe aonde quer chegar na carreira, terá mais clareza para definir os passos e ferramentas necessários para isso – como os cursos de graduação e especialização que vai fazer, os idiomas que precisa aprender, estágios e a melhor instituição para estudar (dependendo do lugar, os cursos podem ter focos diferentes), por exemplo. “Com esse preparo, ao final do curso a sua inserção no mercado de trabalho já será mais natural”, afirma Denise.

Ao longo desse processo, é bom considerar certas questões. Manoela Costa, gerente da PageTalent, uma consultoria especializada no recrutamento e seleção de estagiários e trainees, listou algumas perguntas que você deve fazer a si mesmo:

PERGUNTE-SE:

  • Em que profissões poderei usar as habilidades que já tenho?
  • Eu conheço bem o curso que pretendo fazer? Já dei uma olhada na grade para ver que matérias vou estudar?
  • Em que locais, empresas e cargos poderei aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade?

Em relação à profissão escolhida, reflita e escreva em um papel as respostas às seguintes questões:

SOBRE A PROFISSÃO QUE VOCÊ PENSA EM FAZER:

  • Que atividades terei de fazer nessa profissão e vou gostar?
  • Que atividades terei de fazer e não vou gostar?
  • Que atividades não farei, mas gostaria de fazer?
  • Que atividades não farei e não gostaria de fazer?

Depois de fazer isso, é preciso considerar se as vantagens e desvantagens vão compensar. Você vai se sentir realizado se não puder usar algumas de suas habilidades? E se tiver de fazer coisas que não gostaria? Se não consegue ver sangue, por exemplo, e ainda assim quer fazer Medicina, vale se perguntar por que você quer tanto essa carreira e se o saldo será positivo no fim do processo. “O ideal seria a pessoa conseguir conciliar as duas coisas: habilidade e hobby”, diz Manoela.

A primeira etapa desse processo de escolha (o autoconhecimento) é com você. Na segunda, a gente pode ajudar. Conversamos com especialistas de cada uma das grandes áreas (saúde, administração e negócios, meio ambiente e ciências agrarias, ciências sociais e humanas, comunicação e informação, ciências exatas e informática) para descobrir qual o perfil dos alunos de cada curso e que habilidades eles precisam ter para se dar bem na carreira. Veja a tabela no início da matéria e clique em cada uma para descobrir.

Fonte: Guia do Estudante