6 regras básicas para quem não quer ser um idiota

Na internet, as meias-verdades e as mentiras se espalham com facilidade, em grande parte, por preguiça nossa. É por isso que eu carrego comigo um manual básico de como não ser um idiota.

Ramón Hernandez Santillana, 21 de setembro de 2017 (Fonte: administradores.com)

6 regras básicas para quem não quer ser um idiota

Reprodução/ Dumb and Dumber/ Motion Picture Corporation of America

A semi-informação é um problema sério que precisa ser combatido. A tal da “pós-verdade” (nem gosto de usar esse termo) se espalha igualzinho a um câncer: começa com uma feridinha e daqui a pouco as células estão se multiplicando descontroladamente, cada uma contando uma versão do conto e acrescentando seu ponto.

Na internet, as meias-verdades e as mentiras se espalham com facilidade, em grande parte, por preguiça nossa. É fácil compartilhar uma história da qual ouvimos falar (ou lemos por aí). Mas procurar as fontes, dirimir as dúvida, esclarecer o que estiver obscuro também não é difícil.

É por isso que eu carrego comigo um manual básico de como não ser um idiota. É meu único instrumento de proteção nesse mundo louco que as pessoas têm construído com a ajuda da internet.

Compartilho aqui com quem se interessar:

1. Ouça as pessoas de quem você discorda

Eu sei que essa é uma tarefa difícil. Tendemos – talvez por instinto de defesa – nos agruparmos com as pessoas que pensam como nós. Tudo bem. Nos sentimos mais confortáveis e felizes assim. Mas isso vira um problema quando seus parças estão pensando e agindo mal. Você segue a boiada, mas nem sempre deveria. Por isso é importante ouvir o contraditório, ter sempre à mão a possibilidade de ouvir e ler quem pensa diferente de você. E, claro, refletir, senão não adianta. Colocar sempre em choque os dois lados da história é essencial. E discutir. Porque nada é melhor para praticar a crítica e a autocrítica que um bom debate. Você não precisa concordar com quem pensa diferente de você. Mas somente elas podem colocar em xeque aquilo em que você acredita. E por que isso é importante? Veja o ponto a seguir.

2. Aceite que, às vezes, você pode estar errado

Assumir que aquilo em que acreditamos não é verdade é outra tarefa difícil. Mas livrar-se de algumas crenças é essencial para evoluirmos na vida. E não estou falando aqui de religiosidade, porque nem tudo em que cremos é religioso. As tais das crenças limitantes, por exemplo, afundam carreiras. Aliás, afundam vidas. Em debates sobre assuntos polêmicos, vale a mesma regra. Você aprendeu algo. Absorveu aquilo como verdade absoluta. Nunca encontrou nada que confrontasse aquela crença. Então por que agora colocar em xeque? Por que algumas verdades não são absolutas para sempre. Durante muito tempo se acreditou que a Terra era o centro do universo e que o sol girava em torno de nós. E vocês não imaginam quão absurdo soou quando disseram que a história não era bem assim. Você vai achar absurdo deixar de acreditar em algumas coisas. Mas depois vai ver que estranho era continuar acreditando naquilo.

3. Não deixe nenhuma ideologia dominar você

Vejam só: eu não sou marxista. Mas se eu não tivesse lido Karl Marx não saberia o que ele pensava sobre ideologias: que são maneiras de falsear a verdade. Sim, é o que ele escreveu. Se transformaram seu pensamento em uma, aí já são outros quinhentos. Mais um exemplo: Lênin, um dos patriarcas da Revolução Russa, escreveu um livro que carrega um título sugestivo e que se dedica a apresentar respostas a uma pergunta intrigante: Qual a maior doença do comunismo? O esquerdismo, diz a obra. Se duvida, veja aqui. E, só para não ficar nos exemplos da esquerda, é importante que você saiba que o pensamento disseminado por páginas do Facebook e alguns youtubers conservadores também se encaixa na descrição de ideologia (se, ao ler isso, você já ficou um pouco irado, exercite mais um pouco o ponto 2).

4. Ouça os pensadores, mas não os transforme em mestres

Tanto na esquerda quanto na direita, tem muita gente que você deve ler e ouvir. São pessoas que estudam, pesquisam, debatem, refletem. E não me restrinjo aqui aos intelectuais, mas falo também daquelas pessoas que têm larga experiência prática em suas áreas e de vida, e que sempre têm algo a agregar. Escute-as, reflita sobre o que dizem, mantenha-nas em seu feed. Mas não se torne discípulo de ninguém. Ao fazer isso, você infringirá muito facilmente os pontos 1, 2 e 3 deste manual.

5. Use o Google, mas não ache que ele é um oráculo

Quando você se deparar com algo – principalmente se for polêmico – e lhe bater aquela vontadezinha de compartilhar, cheque antes de clicar. Esse processo não é complicado. Às vezes, uma simples pesquisa no Google já resolve. Mas tenha cuidado: as fontes de fake news estão cada vez mais elaboradas e algumas conseguem enganar até os robôs super-inteligentes do buscador. Depois de multiplicar suas fontes de informação, confronte-as, busque outras que as contradizem e, se possível, discuta com quem entende do assunto mais que você. Fazendo tudo isso, você ainda pode cometer um engano. Mas o risco fica bem menor.

6. Esteja sempre disposto a reconhecer seus erros e pedir desculpas

Todos estamos suscetíveis ao erro. Mas insistir estar certo, mesmo sabendo que não está, simplesmente para não dar o braço a torcer, é uma bela idiotice. Se errou, reconheça e peça desculpas se tiver prejudicado alguém. Essa é uma das atitudes mais nobres que podemos ter.

5 mentiras sobre networking que você precisa esquecer agora

Se você quer realmente tirar um bom proveito da sua rede de contatos profissionais, precisa abandonar de vez estas ideias.

Networking

Networking (Foto/Thinkstock)

Networking é uma daquelas palavras da moda que, apesar de usadas por muita gente, têm um significado pouco claro para a maioria.

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Não é raro que o conceito criado nos Estados Unidos se confunda com falsidade na cabeça do brasileiro, pouco acostumado à ideia de que alguém pode construir uma relação com um objetivo — atrair oportunidades profissionais, no caso — sem ser interesseiro.

De acordo com Lygia Pontes, consultora e professora de networking na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing),  trata-se de uma relação como qualquer outra. “Assim como você faz com amigos e familiares, você precisa ser sincero, ouvir, estar disponível, é o extremo oposto da falsidade”, diz ela.

Outra confusão frequente é achar que networking é algo que só beneficia justamente um dos lados. Na verdade é uma troca, uma parceria com vantagens mútuas, afirma Fabrício Barbirato, diretor executivo do IDCE (Instituto de Desenvolvimento e Conteúdo para Executivos).

Uma rede de contatos só funciona quando se estabelece como via de mão dupla: você ajuda o outro e, eventualmente, será ajudado por ele no futuro.

Para extrair bons frutos do networking é preciso abandonar algumas crenças comuns sobre o tema. Veja 5 deles, lembrados pelos especialistas ouvidos por EXAME.com:

1. Networking não é necessário quando você é competente

Um engano comum é acreditar que bons profissionais acabam sendo reconhecidos mais cedo ou mais tarde pelo mercado — o que os dispensaria de investir em relacionamento para se dar bem. A professora Lygia Pontes, da ESPM, diz que nenhuma reputação se sustenta quando não há competência, mas que ser bom também não é suficiente: é preciso ativamente lembrar os outros desse fato.

Daí a importância do marketing pessoal dentro e fora da empresa em que você trabalha. “Você precisa se relacionar para estar sempre na cabeça das pessoas, assim como um anunciante que paga para aparecer na TV ”, compara a especialista.

2. Você não precisa fazer networking se está feliz no seu emprego

Construir uma rede de contatos profissionais é um investimento de longo prazo. Isso significa que é preciso cuidar dos seus relacionamentos não apenas quando você está insatisfeito ou desempregado, mas também quando a sua carreira está indo de vento em popa.

O networking não funciona como um interruptor de luz – algo que pode ser ligado ou desligado a qualquer momento, quando convém. “Invista na sua rede sempre, independentemente do momento que você está vivendo”, diz Fabrício Barbirato, do IDCE. “Procurar ajuda só quando a situação aperta dificilmente terá resultado”.

3. Introvertidos não conseguem fazer networking

Quando o assunto é relacionamento, ouvir é mais importante do que falar. Por isso, os “quietinhos” não devem nada aos “populares”. Eles só estariam em desvantagem se obter sucesso na tarefa dependesse meramente de falar, falar e falar sobre si mesmo — o que não é o caso.  “Fazer networking significa estar aberto ao outro, ter interesse nas suas realizações, estar disposto a ouvi-lo, e não só tagarelar sobre as suas habilidades”, afirma Pontes.

Segundo Maurício Cardoso, co-fundador do Clube do Networking, os introvertidos costumam se diferenciar pela profundidade, constância e sobretudo pela escuta — que são valores essenciais para conquistar o respeito do mercado. Sua única dificuldade está no primeiro contato, mas isso pode ser facilmente driblado com algumas técnicas simples.

4. Dá para fazer networking pelas redes sociais

Ferramentas como o LinkedIn e até o Facebook podem ser incrivelmente úteis para manter os seus contatos profissionais sempre aquecidos. Mas a facilidade trazida pela internet não pode se transformar em vício. Afinal, o contato presencial, olho no olho, proporciona vantagens que nenhum chat online jamais irá possibilitar.

Segundo Pontes, redes sociais podem ser usadas para preservar e em alguns casos iniciar relacionamentos, mas não devem substituir os encontros. As melhores parcerias que você vai estabelecer na vida serão feitas diante de uma xícara de café, e não atrás da tela de um computador.

5. Fazer networking é “puxar o saco”

Bajular uma pessoa com a intenção de extrair dela alguma vantagem profissional é uma das piores atitudes que você pode tomar na carreira. “É preciso ser interessante e se mostrar interessado, mas nunca ser interesseiro”, ensina a professora da ESPM.

Barbirato lembra que o networking é feito de atitudes práticas para ajudar o outro, e não de elogios vazios para acariciar seu ego. “O puxa-saco só engana a si mesmo, porque as suas intenções serão percebidas cedo ou tarde”, diz Barbirato. Em tempo: ainda que ele não seja desmascarado, a simples bajulação não irá conquistar a confiança de ninguém.

Fonte: exame.abril.com.br

Falar em público

Como falar em público mesmo sendo tímido? Especialista dá dicas.

Você pode não ser muito fã de falar para uma plateia, mas é bem provável que tenha de passar por isso na faculdade e no trabalho. Veja dicas.

Todos os olhares do ambiente têm um alvo: você. A sensação é pânico, terror, aflição. A garganta seca, a respiração acelera e uma incômoda gota de suor pinga da têmpora esquerda avisando que a temperatura corporal já subiu. Há pessoas introvertidas que se sentem assim quando precisam falar em público. Mas Gislene Isquierdo, psicóloga master coach e especialista em destrave emocional, garante que é possível reverter a agonia ao encarar uma plateia.

“Os tímidos podem arrasar falando em público! Lembre-se de que Steve Jobs, um tímido clássico, arrasava em suas apresentações”, diz Gislene. Ela tem dicas para mandar bem apesar do nervosismo. Confira:

“Eu odeio falar em público mas sinto que preciso ter essa competência para crescer na carreira. Como deixar essa tarefa menos penosa?”

“Se você pensar que falar em público é algo penoso, assim será! Se você pensar que é uma oportunidade, assim será”, diz Gislene. Não há como escapar: um pensamento gera um estado emocional e emoções interferem nos comportamentos.

“Assim, se você sentir medo, você provavelmente fugirá da situação de ter que se apresentar diante de um público”, diz. O problema dessa atitude, de acordo com ela, é que, no caso acima, essa competência é importante para garantir a visibilidade necessária ao crescimento na carreira.

O primeiro passo é então mudar a forma de encarar o ato de “ter que falar em público”, sugere a especialista. “O que é mais penoso: ter que falar em público ou ver alguém menos competente do que você crescer e você ficar para trás? ”, pergunta Gislene.

“Socorro! Estou em frente a uma plateia e sinto que vou travar na apresentação. O que é melhor eu fazer nesse momento?”

No instante que sentir que vai travar, mude a sua forma de respirar, indica a coach. “Muito provavelmente você está respirando muito rápido e de forma curta. O ar não está chegando onde ele precisa chegar. Respire corretamente e lentamente, inspire pelo nariz e solte o ar bem devagar pela boca”, diz.

Em seguida, altere a postura corporal. “Nada de ombros caídos, fique com uma postura ereta, como se você fosse a pessoa mais confiante do universo. Olhe para frente e sorria”, sugere.

Sabendo a relação direta entre pensamento, emoção e mentalizar afirmações como, por exemplo, “eu venço os desafios”, “eu sou forte” ou “eu posso” podem melhorar o estado emocional.

Antes da apresentação, a especialista sugere um truque para se soltar: música e movimentos de corpo.

“Fico vermelho e começo a tremer quando tenho que falar em público. É melhor tentar disfarçar? É que isso me deixa ainda mais nervoso quando acontece porque acho que todo mundo está me julgando? Já pensei até em tomar calmante.”

Vermelhidão, tremedeira, gagueira, falta de ar, transpiração e o temido “deu branco” são respostas emocionais e não dá para controlar, segundo Gislene. “São consequências de sentimentos como: ansiedade, nervosismo, insegurança, timidez e medo”, diz.

Para ela qualquer tentativa de mascarar esses sintomas é inútil. Verificar a causa é mais produtivo em longo prazo do que atacar o sintoma com calmante.“Não disfarce, encare suas emoções e desenvolva a sua inteligência emocional”, indica.

“Estou tão nervoso durante a apresentação que internamente acho que estou colocando tudo a perder. Existe um jeito de tentar salvar quando tudo vai mal?”

“Quando uma apresentação vai mal é porque o apresentador está focando ele mesmo e não o público e o resultado que quer alcançar”, diz a coach.

Mude o foco e tente atentar para o que pode criar conexão com as pessoas. Bons apresentadores transmitem emoção e dão exemplos práticos e com os quais o público se identifica.

Por isso, um dos conselhos básicos para apresentações é reunir informações sobre a sua audiência. Investigar a plateia é tão essencial para o sucesso da empreitada quanto dominar o tema que será exposto.

Matéria originalmente publicada no site Exame.com

A criação de um hábito é a chave para a realização de suas metas

Buscar um emprego novo, mudar a sua atitude no trabalho, voltar a estudar… Tudo é uma questão de objetivos e planejamento. E da criação de hábitos

Metas e Objetivos

Imagem: Pixabay

Provavelmente você já deve ter escutado alguém falar que é possível criar um hábito dentro de um período de 21 dias. Mas não é tão simples assim.

A partir do momento que você inicia uma nova prática, seja tentar emagrecer ou começar a estudar, todo o seu organismo e sistema nervoso caminham na direção contrária para te tirar do caminho.

Quando você toma uma decisão de mudança e começa uma ação para que isso aconteça, é necessário prestar atenção em alguns pontos. O primeiro deles é considerado um dos mais importantes: começar com cuidado.

Se você decide tomar a iniciativa de sair da arquibancada e entrar em campo para jogo, é necessária muita energia para ganhar a partida, mas lembre-se de não se desgastar logo no primeiro lance.

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É importante que nesse primeiro dia você escolha uma ação que possa ser sustentável, pois assim como num jogo, se você colocar toda a sua energia logo no primeiro lance, não conseguirá sustentar a partida até o final.

A dica é ir aos poucos. Lembre-se: devagar e sempre. Mas não tão devagar, ok?

Assim como iniciar um treino, começar a estudar não é diferente. Por exemplo: quem vai à academia e logo no primeiro dia de treino já começa no nível hard, fazendo 2 horas de esteira e levantando mais peso do que deveria.

É provável que, no dia posterior, essa pessoa acorde com dores e não consiga dar continuidade aos exercícios. Consequentemente, irá se desmotivar e entrar em um ciclo de desistência.

É preciso entender que o hábito é um comportamento que a gente faz sem pensar, como, por exemplo, escovar os dentes. É algo que faz parte da nossa rotina e não é uma obrigação.

Dessa forma, nos primeiros 21 dias do processo de criação de um hábito e mudança de comportamento, todo o seu sistema nervoso, sua memória e seu senso de identidade irão tentar te impedir.

Mas é preciso focar no resultado final e manter a força de vontade, já que todos os seus pensamentos irão tentar te tirar do caminho, dizendo: “larga isso e volta para o Netflix que é mais gostoso”, “vai ficar com seu namorado ou jogar vídeo game que é mais divertido”.

Ou seja, todo o seu corpo irá tentar impedir a mudança, pois naturalmente ele acredita que é arriscado, e, por medo, prefere continuar fazendo aquilo que tem domínio e é cômodo em sua rotina.

Mas, depois, esse processo começará a se tornar simples e natural, te tornando uma pessoa mais concentrada, com disciplina e planejamento dos seus objetivos.

Durante os primeiros 21 dias, sua força de vontade deverá puxar seus sonhos, enquanto seu corpo e pensamento serão como uma correnteza tentando impedir que você nade.

Após esse período, essa correnteza começará a diminuir e só então começará o processo de criação de hábito, até que você se torne mais forte que a maré.

Se você sobreviver a esses 21 dias, dando seu melhor e com força de vontade, o caminho se tornará mais fácil.

É como se você saísse de um labirinto, onde é difícil de andar e encontrar a saída, e entrasse em uma pista de alta velocidade onde logo irá criar asas para voar ainda mais rápido e alcançar o seu sonho.

*Este artigo foi baseado na publicação original de Victor Ribeiro, criador do treinamento online “Estratégia da Aprovação”.

Fonte: