Mindfulness: Explore seu potencial de forma consciente e significativa

Mindfulness é um conceito originado na tradição budista que evidencia a clareza de consciência do mundo interior e exterior, incluindo emoções, pensamentos e ações

Mindfulness

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Uma das práticas mais bem avaliadas nos programas da Polifonia é o ‘check in’, um exercício de presença realizado antes de iniciar cada encontro no qual os participantes, sentados em círculo, relatam como foi o dia de cada um, com qual estado estão chegando à sessão e porque estão lá naquele momento. Os depoimentos são muito breves, mas são cinco minutos nos quais a pessoa tem a chance de se desconectar de tudo o que aconteceu no seu dia para estar plenamente concentrado na sessão que vai se iniciar, sem que pensamentos, emoções ou ações interfiram no seu aprendizado.

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Este exercício de desconexão com o antes e o externo e conexão com o agora e o aqui é uma das várias práticas que estimulam o mindfulness. Mindfulness é um conceito originado na tradição budista que evidencia a clareza de consciência do mundo interior e exterior, incluindo emoções, pensamentos e ações. Pessoas com mindfulness compreendem que influências externas podem afetar o seu julgamento e gerar vieses de interpretação e julgamento da realidade à sua volta. Nossa percepção da realidade filtra nossa capacidade cognitiva de interpretar a realidade à nossa volta.

Quando você está em um estado de mindfulness, seu foco está no aqui e no agora. Sua consciência é expandida a ponto de compreender claramente todas as conexões que existem entre você e o ambiente à sua volta, incluindo a relevância e a pertinência das pessoas, objetos e cenários daquele momento e como você se insere neste contexto, compreendendo a unicidade deste conjunto. Pessoas mindful conseguem desconectar seus pensamentos dos fatos, julgando eventos e situações sem interferência de seu ego, isolando os efeitos de sua carga emocional e experiências passadas.

Uma das formas de avaliar se você é mindful é a natureza do seu trabalho. Você sente que uma boa parte do seu dia você está no automático, realizando as atividades de forma mecânica? De vez em quando sente que está com a cabeça em outro lugar quando faz alguma coisa e se dispersa com facilidade, sentindo-se distante, desconectado? Você com frequência tem dificuldade para se concentrar em uma tarefa ou atividade? No seu trabalho, você apenas cumpre o que foi dito para fazer, sem saber o significado do que faz? Sofre de ansiedade sobre algo que pode acontecer? Fica se remoendo por ocorrências passadas? Se você respondeu ‘sim’ a qualquer uma destas perguntas, a prática de mindfulness vai ajuda-lo bastante em sua vida e seu trabalho.

O treinamento de mindfulness envolve o exercício da prática da desconexão do seu dia-a-dia, passando pela limpeza do pensamento de fatos que podem afetar o julgamento da situação. Existem várias formas de praticar o mindfulness. Da meditação, o caminho mais clássico, a uma pequena oração no início da manhã, uma pausa para um café no meio do dia, exercícios simples de respiração e concentração. Você também pode treinar sua concentração lendo um livro em um ambiente barulhento e cheio de distrações. Ajuda muito a prática da observação sistemática também, sentar-se em um local público e prestar atenção em todos os detalhes à sua volta, móveis, cores, cheiros, pessoas, movimentos, texturas, etc.

Com 14 estudos sobre mindfulness, a Conferência anual da Academy of Management ocorrida em Atlanta, Georgia, EUA este mês bateu o recorde de artigos e demonstra que o interesse pelo tema só cresce na comunidade acadêmica. A Academy of Management é a principal conferência sobre gestão de negócios e administração de empresas no mundo. Os estudos sobre mindfulness este ano abordaram o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, estresse, satisfação com o trabalho, desempenho individual, equilíbrio emocional, liderança, trabalho em equipe e ambiente corporativo.

Um dos estudos, por exemplo, demonstrou que equipes que praticam mindfulness se concentram melhor em situações de estresse e produzem resultados melhores do que outras equipes. Outro estudo constatou que pessoas com mindfulness são mais propensas a regular suas emoções, pensamentos e comportamentos e, consequentemente, menos afeitos a reagir negativamente a eventos de adversidade, como quebra de contrato, mal atendimento ou injustiça.

Um dos estudos foi particularmente interessante. Os pesquisadores estudaram a relação entre mindfulness e a liderança servidora. Líderes mindful exercitam a empatia com seus funcionários e tendem a ser mais servis. O líder servidor é uma tendência crescente nas organizações, um conceito que parte do pressuposto que o líder de equipes experientes só está lá para garantir a harmonia da equipe, já que cada um, individualmente, já sabe realizar bem suas tarefas e não requer supervisão direta. O líder servidor tem plena consciência do todo em sua equipe e seu projeto e age para garantir que haja menos interferências ou desarmonia na equipe, ‘servindo’ sua equipe com sua autoridade e poder para o que eles precisam para executar bem suas tarefas.

Embora mindfulness seja mais relevante no desempenho em tarefas repetitivas e, coletivamente, em integração de times, o efeito se manifesta com mais frequência em situações inesperadas, sobretudo em eventos de crise. Um estudo analisou 102 chamadas recebidas pelo 911 nos EUA durante o ataque terrorista ao World Trade Center e verificou que os atendentes que mais conseguiram salvar vidas foram aqueles que, mais do que estarem calmas diante do trágico momento, conseguiram também se colocar no lugar das vítimas e dar orientações precisas dentro da circunstância de cada um e souberam tomar decisões rápidas de forma precisa e direcionada.

Um dos aspectos mais valorizados nos estudos sobre os traços e características empreendedores é o chamado ‘locus de controle’, a capacidade dos empreendedores de controlar o seu futuro e serem atores ativos das suas realizações e conquistas. O locus de controle remete à crença de que não existe sorte nem acaso, tudo o que o empreendedor consegue é fruto de suas ações e decisões. O locus de controle é desenvolvido pela prática do mindfulness. Através da consciência do seu nível de controle e do seu poder de interferência sobre este ambiente, o empreendedor toma melhores decisões e age pró-ativamente em favor das transformações que promove.

Temos trabalhado muito em desenvolver o nosso ‘saber’ e ‘fazer’. O exercício do mindfulness o levará a um novo patamar de desenvolvimento pessoal, o ‘ser’, fundamental para qualquer profissional que deseja saber como melhor aplicar seu conhecimento, habilidades e competências de forma consciente, significativa e relevante ao seu atual momento e ambiente.

Fonte: administradores.com

Como funciona a matemática do sucesso

É com base numa razão exponencial que as empresas e as pessoas adquirem clientes, dinheiro, notoriedade e até mesmo inteligência. Vejamos algumas implicações desse fundamento.

Por Pedro Souza*, 2 de agosto de 2012

Matemática

Imagem: Pixabay

O físico alemão Albert Einstein dizia que a força mais poderosa do universo são os juros compostos. Eles multiplicam continuamente um determinado montante, fazendo com que quanto maior for o valor, maior será o seu potencial de crescimento – uma lógica que não se limita à matemática financeira. De fato, essa tendência de progressão geométrica, como em 2, 4, 8, 16 e 32, se aplica aos ganhos de quase qualquer componente do sucesso profissional e empresarial. É com base nessa razão que as empresas e as pessoas adquirem clientes, dinheiro, notoriedade e até mesmo inteligência. Vejamos algumas implicações desse fundamento.

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O “Efeito Mateus”

A matemática do sucesso não é tão generosa com aqueles que começam o seu caminho com muito pouco de determinados fatores. Perceba que 0² resulta em 0, assim como 1² continua sendo 1, mas por outro lado, 2² já se torna 4, e assim por diante.

A conclusão é que não há como multiplicar aquilo que ainda não existe, ou como diria São Mateus, em 23:29, “Porque a todo aquele que tem será dado, e terá em abundância; mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado”, daí o nome, “Efeito Mateus”. O que não deve ser visto como uma proibição ao sucesso dos menos afortunados, mas sim como um aviso que diz: se preocupe em conquistar os recursos iniciais, e o restante virá com mais facilidade.

O princípio de Pareto

Já percebeu como em muitas situações cerca de 80% das consequências são originadas em apenas 20% das causas? Por exemplo, 80% das vendas tendem a ser feitas por 20% dos vendedores; 80% dos alimentos são cultivados em 20% das terras, ou ainda 80% das descobertas científicas são feitas por 20% dos pesquisadores.

Essa desproporção foi percebida inicialmente pelo economista italiano Vilfredo Pareto, e se justifica pela tendência de ganhos em progressão geométrica. Ou seja, mais vendas levam a mais contatos, mais indicações e mais habilidades, gerando um retorno exponencialmente maior – uma regra que se aplica a tudo aquilo o que exige investimentos ou interesse de outros indivíduos.

O produto e as suas mitologias

Tantos números e progressões escondem um motivo simples, o sucesso é na verdade a construção de tendências de comportamentos favoráveis. Significa fazer com que um número crescente de pessoas compre o seu produto ou valorize o seu trabalho. Uma equação com duas constantes muito bem definidas, responsáveis por sustentar a razão exponencial de desenvolvimento.

A primeira delas é a qualidade daquilo que você oferece, mas ainda mais importante é a forma como as pessoas percebem essa oferta a partir da sua associação a características subjetivas – vamos chamá-las de mitologias, que apesar do nome não necessariamente representam mentiras, mas sim o que o seu produto significa para os demais indivíduos. Nesse sentido, o sucesso está na associação com as palavras “imprescindível” e “insubstituível”. E no fim das contas, é disso o que se trata ser bem sucedido.

*Pedro Henrique Souza é autor do livro “Stakeholding, a próxima ciência dos negócios” e CEO da consultoria Hëd River, especializada, também, em construir tendências de comportamento.
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Fonte: Administradores.com

4 mentiras sobre criatividade desmascaradas por especialista

O lado inventor do cérebro pode ser essencial para basicamente todos os cargos e áreas de trabalho existentes atualmente.

Criatividade

Para muitas funções profissionais, criatividade é peça chave. Seja na produção de conteúdo ou na busca por soluções de questões do dia a dia, o lado inventor do cérebro pode ser essencial para basicamente todos os cargos e áreas de trabalho existentes atualmente – sem ele, robôs poderiam ocupar todas as funções.

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Mas muito do que é dito com frequência a respeito da criatividade é falso, de acordo com o humorista, palestrante e professor de criatividade Murilo Gun. Ele prega que aplicar a criatividade nas atividades corriqueiras pode ser mais fácil do que parece.

“O primeiro passo é entender que todos já fomos crianças criativas e vamos tendo essa habilidade bloqueada conforme crescemos. A questão é que muita gente ainda acredita que a criatividade é algo inalcançável, e isso não é verdade”, explica o especialista. Confira, a seguir, quatro das mentiras mais difundidas a respeito, segundo ele:

1. Mito do artista

“Hoje, os problemas estão mudando de forma rápida e acelerada. Por isso, a criatividade é indispensável para todo mundo, porque, para demandas novas é preciso soluções novas”, afirma Murilo. Por isso, é falsa a ideia de que criatividade é para artistas e publicitários.

“Para funções como seguir processos e analisar dados, a máquina se sairá melhor do que nós, seres humanos. Entretanto, quando há a necessidade de pensarmos de forma criativa nós saímos na frente”, diz.

2. Mito do dom

Criatividade não é, para ele, natural, mas sim algo que deve ser desenvolvido por cada um. “Discutir se existe uma pré-disposição para a criatividade é inútil. O que faz diferença mesmo é acreditar que é possível ser mais criativo e trabalhar pesado para se aperfeiçoar, com estudo e treino”, garante.

3. Mito da criação

Toda novidade, relembra Murilo, é a combinação de elementos que já existem. Criar coisas do zero não é essencial para ser criativo. Estar inspirado é ter um bom repertório, que você acumula com o tempo para gerar a combinatividade – união das palavras combinação e criatividade, para Murilo.

4. Mito do acaso

Boas ideias não surgem espontaneamente, de acordo com o professor. Para ele, existe um processo criativo longo por trás de cada ideia, composto por etapas: input, processamento, output e feedback.

“No momento de input, ou preparação, acontece a investigação do problema, utilizando o repertório que já se tem ou informações novas. No processamento, é preciso acontecer um distanciamento, porque o relaxamento permite que o inconsciente aja. O output, ou iluminação, é o momento ‘Eureka!’. Só que esse insight só funciona se as etapas anteriores forem cumpridas com sucesso. Não é algo espontâneo. E o feedback é onde a ideia é testada para ver se realmente funciona. E o processo pode girar novamente até se encontrar a solução ideal”.

Fonte: InfoMoney

Pessoas neuróticas podem ser mais inteligentes e mais criativas

Estudos estão dando crédito à ideia de que pensar demais pode ter alguns benefícios, para o cérebro e até mesmo para sua saúde física

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