Somos a média das pessoas que nos cercam

A Bíblia, os provérbios chineses e tantas outras menções populares, confirmam o que nossos pais e avós nos diziam -de uma forma mais didática – quando éramos adolescentes: menino (a), diga-me com quem andas e direi quem tu és.

Somos a média das pessoas que nos cercam

No empreendedorismo, na psicologia e na administração, existe a máxima – cunhada pelo brilhante escritor e palestrante americano Jim Rohn – que afirma o seguinte: nós somos a média das cinco pessoas que mais passamos o tempo.

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Todas essas afirmações refletem uma única coisa: somos seres influenciáveis, não importa o quanto cacarejemos que tomamos nossas próprias decisões, seguimos nossos próprios caminhos, traçamos nossos próprios destinos. De uma forma ou de outra, as influencias estão presentes em nossas vidas, mesmo sem percebermos.

E não há nada de errado nisso. É absolutamente natural. O ponto aqui é levantar as seguintes questões: o que você quer para sua vida e com que tipo de pessoas você se acompanha?

Nota: Importante mencionar que o termo tipo de pessoas não é, de forma alguma, discriminatório. Trata-se apenas de uma referência para entender o contexto.

Dito isso, vamos colocar as coisas de um modo prático.

Um exemplo clássico é do sujeito que começa em um novo emprego e entra (como se diz) “cheio de gás”. Quer mostrar serviço, mostrar seu valor. Mais à frente, começa a se associar com alguns funcionários mais antigos. Passam a almoçar juntos, fazer as pausas para o cafezinho e até sair para um happy hour depois do expediente. Nada demais nisso.

O problema é quando esses veteranos são do tipo “tô nem aí”. Vivem reclamando da empresa, do salário, do chefe, fazem mais pausas do que trabalham, atrasam ou faltam constantemente e usam desculpas esfarrapadas para justificar.

Enquanto estão na empresa, esses vampiros de entusiasmo têm uma missão: recrutar bons funcionários para fortalecerem a sua “causa”, sempre com um discurso na base “cola em mim que você vai brilhar”. A amizade é um laço forte, que liga as pessoas de uma maneira poderosa.

Aquele novato, que começou com uma tremenda garra de vencer, vai se adequar aos padrões dos novos companheiros, se não carregar consigo valores bem firmes de profissionalismo e caráter. Isso é absurdamente comum, especialmente entre os menos experientes.

Trata-se de uma modelação que acontece de maneira gradual e sutil. Sem perceber, o sujeito é engolido pelo turbilhão de sanguessugas corporativos.

Lembro que quando era gestor de uma grande empresa e recebia novos funcionários, meu primeiro discurso era de alerta: procurem não se associar às pessoas que não têm interesse em somar. Infelizmente, nem sempre me davam ouvidos.

Mas não é somente nas empresas que vemos exemplos desta natureza. Nossos amigos, familiares e colegas são mais influentes do que possamos imaginar. Pode bater o pé o quanto quiser. Pouco a pouco, com um comentário aqui, outro acolá, ou mesmo com mensagens diretas, vamos nos deixando dominar pela filosofia, conceitos e valores do meio que convivemos.

Quer ver um exemplo clássico? O nativo dos pampas gaúchos se muda para uma cidade do Nordeste. Um ano depois, ele já está falando com o sotaque local. Ôxente bichin! E vice-versa.

O fato é que o ser humano pertence a uma espécie sujeita a estímulos. Por que você acha que raramente alguém consegue bons resultados quando resolve fazer exercícios físicos em casa, especialmente se está cercada de gente sedentária? E que acontece com esse mesmo individuo quando passa a frequentar uma academia, repleta de pessoas que têm o mesmo objetivo?

Outro exemplo? Muitos calouros de Universidades Federais (principalmente), iniciam o primeiro período cheios de expectativa e motivação para aprender as disciplinas dos cursos que optaram. Alguns meses depois, estão fumando um baseado nos jardins do campus, vestindo uma camiseta do Che Guevara e cantando Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré). Vem, vamos embora, que esperar não é saber.

Não estou questionando se é certo ou errado. É o que é.

O funcionamento deste mecanismo é muito simples de entender.

Se associe a gente preguiçosa que você vai se tornar um sujeito que prefere o apocalipse zumbi a levantar da cama ou sair para dar uma caminhada na esquina.

Se associe aos que cultivam pensamentos de pobreza e escassez e você vai se tornar um sujeito que acha que o mundo é só injustiça, que não existe esperança, oportunidades, etc.

Se associe às pessoas desleixadas, que é possível que em um futuro próximo, você passe a viver em um local semelhante ao lixão municipal.

Por outro lado, experimente se associar a pessoas otimistas, bem sucedidas, disciplinadas, organizadas e você vai notar uma diferença extraordinária nos rumos que sua vida vai tomar.

E antes que alguém questione: é claro que existem exceções. Elas existem para quase tudo na vida, certo O problema é: você se considera uma exceção? Jura?

Nossa mente é tão moldável – para o bom e para o mau – que nem percebemos que caminhos tomamos, até já estarmos naufragados em uma poça de frustração, tristeza e arrependimentos. Ou, no melhor (ou pior) dos casos, estamos cientes sobre as situações que nos metemos, e atribuímos nossas condições à vida (é assim mesmo), ao governo ou ao poder satânico das trevas infernais.

Como driblar essa armadilha? Pode parecer duro demais o que vou dizer aqui, mas a melhor forma de não cair nesta roubada é fugir. Ou melhor dizendo, se afastar de gente que te arrasta para a lama da mediocridade. Entendo que nem sempre é possível um distanciamento físico, quando você divide o mesmo teto, mas existe a alternativa de reforçar o outro lado.

Como assim?

Se existem pessoas próximas, que te estimulam (até sem querer) a pensamentos e comportamentos pouco eficientes, procure companhias que podem te levar a uma condição inversa. Pouco a pouco, é até possível que você passe a influenciar positivamente àqueles que remavam para o lado inverso. Eu, pessoalmente, conheço diversos exemplos.

E se não tiver ninguém próximo? O que eu faço? Bom, neste caso, você pode reduzir suas horas de televisão e mergulhar em livros com conteúdo relevantes e estimulantes. Mas, cá entre nós, duvido muito que não exista em seu meio, alguém que pode te ajudar a crescer. Basta prestar atenção, que você vai encontrar. Nós vemos o que estamos preparados para ver.

Lembre-se sempre de uma frase simples, que utilizei incontáveis vezes para alertar pessoas do meu círculo profissional e pessoal: é muito mais fácil puxar para baixo do que para cima.

As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro (Provérbio Chinês)

Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes (1Corintios 15,33)

Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos tolos sofre aflição (Provérbios 13,20)

Fonte: administradores.com.br

Transforme a crise em oportunidade

A CEO da Stefanini, empresa de tecnologia, explica por que a crise pode ser benéfica se bem usada

Transforme a crise em oportunidade

Em tempos de crise é preciso ir além, inovar, buscar novas experiências e olhar para aqueles que estão triunfando. Mais do que isso, é preciso identificar oportunidades em meio às fragilidades econômicas, pois superar não é uma escolha, é uma necessidade atual.

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Os períodos de crise são momentos propícios para as empresas evoluírem. Essas situações estimulam a inovação para vencer os desafios e fazer a diferença diante de cenários desfavoráveis. Em casos mais críticos, as empresas necessitam repensar a sobrevivência do próprio negócio. Estimular os funcionários e colaboradores, trazer a equipe para junto de si, motivar e apostar no crescimento orgânico.

O cenário econômico pode não ser um dos mais animadores, com uma carga tributária apontada como uma das mais altas do mundo, aumento da inflação, desemprego e desaceleração de investimentos. Apesar das adversidades, é preciso seguir em frente. Tentar fazer a diferença num momento de instabilidade, sem desistir das iniciativas previstas e do País.
Para isso, é preciso garra, determinação, empenho, energia, vontade de trabalhar e de mudar. Cada vez mais, precisamos de pessoas que queiram fazer a diferença.

Apostar em um planejamento estratégico nos dias atuais, levando em conta que passamos por um processo de instabilidade financeira, se tornou ferramenta imprescindível para o sucesso de uma organização. Ele se traduz em medidas que a organização irá tomar para enfrentar ameaças e aproveitar as oportunidades. Portanto, o planejamento estratégico pode significar a sobrevivência no amanhã, pois as mudanças econômicas, sociais, tecnológicas e políticas ocorrem numa certa velocidade e precisamos acompanhá-las com firmeza.

Tudo isso nos faz repensar a célebre frase de Charles Darwin: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Não necessita de explicação científica, nem teórica. É simplesmente o que vivemos desde a origem da humanidade. Temos a inexorável capacidade de nos adaptar ao meio em que estamos inseridos, e isso engloba as crises pelas quais passamos ao longo da história. Quem não se adapta, corre o risco de ficar fora do jogo.

Para acompanhar todas as transformações da sociedade, é necessário acreditar piamente na inovação e investir no aumento da produtividade. Criar novas formas de renda, desenvolver novos produtos ou serviços, cortar gastos desnecessários e reinvestir de forma consciente e com um objetivo definido. Criar diferenciais é primordial para quem se arrisca em qualquer mercado e, em momentos de crise, a inovação segue como um caminho natural para as empresas evoluírem.

*Monica Herrero é CEO Brasil da Stefanini

Fonte: vocesa.uol.com.br

11 hábitos das pessoas de muito sucesso para você adotar em 2018

Segundo o planejador financeiro Thomas Corley, pessoas abastadas têm hábitos diferentes das que têm poucos recursos. Saiba que comportamentos são esses e como adotá-los para engordar sua conta bancária

Sucesso

Se você está lendo esta reportagem, parabéns! Quem pratica o hábito da leitura já tem ao menos algo em comum com pessoas que ganham mais de 160 000 dólares por ano. E, quanto mais você cultiva hábitos parecidos com os desse grupo, mais perto pode ficar de construir a própria fortuna. Essa foi a conclusão de Thomas Corley, planejador financeiro americano que, depois de receber de madrugada um cliente à beira da falência, resolveu estudar os hábitos de ricos e pobres, o que resultou no livro Rich Habits – The Daily Success Habits of Wealthy Individuals (“Hábitos de rico: os hábitos diários de sucesso dos indivíduos afortunados”, em tradução livre).

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Durante mais de dois anos, Thomas Corley entrevistou e monitorou 233 pessoas com fortuna líquida de pelo menos 3,2 milhões de dólares. Entre os participantes da pesquisa, 85% eram ricos de primeira geração – ou seja, fizeram fortuna por esforço próprio. Depois, o mesmo trabalho foi feito com 128 pessoas que recebiam menos de 35 000 dólares anuais, renda considerada baixa para o estilo de vida americano. Após comparar o grupo de pessoas com conta no azul com aquelas no vermelho, Corley percebeu várias diferenças de comportamento. O que mais chamou sua atenção foi que os desvios ocorriam em atitudes rotineiras, que dependem de disposição pessoal para ser modificadas. “Há comportamentos que podem fa­zê-lo melhorar como pessoa e profissional”, disse Corley à VOCÊ S/A. Veja como adquirir costumes positivos para sua conta bancária.

1 – Estabeleça metas, não sonhos

O que significa – Ganhar 1 milhão de reais na loteria não é uma meta, é um sonho. Os ricos de primeira geração entrevistados por Thomas Corley chegaram lá com muito esforço. “Meta é algo que pode ser alcançado por meio de ações práticas e prazos para cumpri-las”, diz Corley.

Como praticar – Para transformar um sonho em meta, defina objetivos menores, que devem ser alcançados em curtos intervalos de tempo. Escreva esse plano. Crie uma estratégia para concluir cada uma das etapas que, uma vez cumpridas, farão com que você atinja o objetivo principal.

2 – Encare os problemas

O que significa – Os ricos concluem pelo menos 70% da lista diária de tarefas. Adiar é um mau costume, mais frequente entre pessoas de baixa renda, segundo Corley. “Pessoas que enriqueceram sozinhas encaram os problemas”, diz Álvaro Modernell, especialista em educação financeira.

Como praticar – Para começar, acorde cedo: 44% dos endinheirados despertam 3 horas antes de ir para o trabalho. “É nesse período que leem, fazem exercícios e planejam as tarefas do dia”, diz Corley. Tenha pressa para encontrar soluções.

3 – Faça contatos

O que significa – Nove em cada dez ricos creem que relacionamentos estão na base do sucesso financeiro. Isso contraria a crença de que dinheiro atrai interesseiros. “Não existe nada de errado em cultivar amizades para fazer negócios, desde que o resultado seja bom para ambos”, diz o consultor financeiro Mauro Calil.

Como praticar – Ofereça ajuda e seja gentil. Demonstre interesse genuíno em contribuir. “É importante lembrar-se dos relacionamentos nos bons e nos maus momentos”, diz Álvaro. “Se você só procurar as pessoas quando tiver problemas, elas vão parar de atendê-lo.”

4 – Fale menos, ouça mais

O que significa – Ser um bom ouvinte é importante para mostrar que você é confiável. Evite fofocas, um hábito que afasta dinheiro. “Falar mal de alguém compromete sua credibilidade diante de uma pessoa com quem você pode fazer negócios”, diz Corley.

Como praticar – Quando uma pessoa chegar falando mal de outras, saiba que ela poderá fazer o mesmo em relação a você. “Afaste-se dessa pessoa”, diz Corley. “Evitar participar de fofocas é um comportamento que mantém as portas abertas.”

5 – Leia e estude

O que significa – Ricos passam, em média, menos de 1 hora diante da televisão e, quando o fazem, estão assistindo a telejornais, filmes ou documentários. Eles também têm o hábito de ler revistas, jornais e livros. Enquanto a leitura diária é comum para 88% dos endinheirados, apenas 2% dos pobres fazem o mesmo.

Como praticar – “Não existe problema nenhum em acompanhar uma novela ou um seriado, mas escolha alguns”, diz Mauro. Tente também colocar a leitura de um jornal, uma revista ou um livro em sua rotina. É importante ler conteúdo de qualidade. Portanto, busque livros e revistas que desenvolvam postura crítica, tenham bom repertório e coloquem o leitor em contato com diferentes visões e experiências.

6 – Cuide de sua saúde

O que significa – Os ricos costumam praticar exercícios diariamente e alimentam-se corretamente. Mais: 85% deles acreditam que saúde física e financeira estão relacionadas, enquanto apenas 13% dos pobres creem nisso. “Um de meus entrevistados disse que não poderá fazer dinheiro se estiver em um hospital”, diz Corley.

Como praticar – Faça pelo menos uma atividade física três vezes por semana. “Nos primeiros dias é difícil, mas, se você tiver disciplina, estará acostumado depois de dois meses. Quando não der tempo de se exercitar, sentirá falta”, diz Corley. Para ficar saudável é importante também cortar os hábitos alimentares ruins.

7 – Assuma riscos

O que significa – Para 63% dos ricos existe uma relação entre ganhar dinheiro e correr riscos – entre os mais pobres, apenas 6% concordam com a afirmação. Dos que fizeram fortuna, 27% admitem que já fracassaram pelo menos uma vez na vida, no trabalho ou nos negócios, ante 2% dos pobres. “Os erros trazem aprendizado”, diz Corley.

Como praticar – Oferecer-se para tocar projetos e assumir responsabilidades, expressar seu ponto de vista em reuniões, expondo-se à avaliação da chefia, e tomar a iniciativa de resolver problemas que aparecem no dia a dia sem esperar pelo gestor são formas de assumir riscos. “Para chegar ao topo, todo mundo passou por fracassos – a diferença é como lidaram com eles”, diz Corley.

8 – Seja otimista

O que significa – “As pessoas bem-sucedidas encaram problemas como oportunidades e acreditam na ideia de potencial ilimitado, de que poderão ser o que quiserem se trabalharem para isso”, diz Corley, destacando que ser otimista não é ser ingênuo.

Como praticar – Evite reclamar em excesso e lute contra o desânimo. “Quando um problema surgir, tente enxergá-lo de vários ângulos e foque a busca da solução em vez de reclamar que o mundo é injusto”, diz Álvaro.

9 – Adote o hábito de poupar

O que significa – “Os ricos são avessos a excessos, seja de bebida e comida, seja de trabalho e de gastos. Eles economizam de 10% a 20% dos ganhos mensais”, diz Corley. Guardar dinheiro é muito importante para 88% dos ricos, ante 52% dos pobres.

Como praticar – Não gaste mais do que 80% de sua receita, incluindo nesse total despesas com férias, lazer e compras. Além de gastar menos, procure aumentar sua renda. “Equilibre o presente com o futuro. É importante guardar para a aposentadoria, mas é fundamental viver o presente também”, diz Álvaro.

10 – Seja dono de seu destino

O que significa – Apenas 10% dos ricos acreditam em destino, enquanto 90% dos pobres creem que a vida é como é porque foi assim determinada. “É mais fácil colocar a culpa na genética ou no governo, mas a verdade é que você é responsável por sua situação financeira”, afirma Corley. “A maior parte dos ricos que entrevistei não nasceu rica, mas acreditava que podia conquistar o que quisesse pelo esforço”, diz o planejador financeiro.

Como praticar – Defina objetivos e trace metas para alcançá-los. “É melhor gastar sua energia lutando para superar um obstáculo do que reclamando”, diz Álvaro.

11 – Planeje para ser mais criativo

O que significa – Enquanto 75% dos ricos consideram a criatividade determinante para o sucesso financeiro, apenas 11% dos pobres têm a mesma convicção. “Os pobres tendem a acreditar que os bem-sucedidos já nasceram intelectualmente bem-dotados, mas minhas estatísticas mostram que muitos dos ricos foram alunos apenas medianos”, diz Corley. “No Brasil, também existe a crença no cara que tem o dom e resolve tudo sozinho”, diz Mauro.

Como praticar – O que poucos levam em conta é que a criatividade é resultado do esforço e da energia dedicada a analisar um problema por diversos ângulos antes de executar uma tarefa com o objetivo de encontrar uma solução nova. Exercite essa habilidade estudando sua atividade e ouvindo outras opiniões antes de começar a agir.

Fonte: vocesa.uol.com.br (Texto originalmente postado em 2016, adaptado para 2018)

A importância de se mover por um sonho

Se você tem um projeto e pretende tirá-lo do papel com o objetivo de ganhar dinheiro, talvez seja melhor rever seus conceitos.

A importância de se mover por um sonho

Obviamente, todo negócio precisa gerar lucros e prosperar, e um bom empreendedor precisa ter consciência disso. Mas o resultado financeiro não pode ser o motor que move a iniciativa. É o que defende a empreendedora Ana Fontes.

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Para Ana, o elemento chave para qualquer empreendedor precisa ser o sonho. É o propósito que ele tem, ou seja, o desejo de gerar impacto sobre a vida das pessoas que deve movê-lo. Como exemplo de quem iniciou com um sonho e hoje é uma empreendedora de sucesso, Ana Fontes cita Sofia Esteves, fundadora da Cia de Talentos. Ela lembra que a empresária, inicialmente, tinha como objetivo se capacitar para ajudar crianças abandonadas, fundando um orfanato. Essa primeira motivação já revelava o propósito central de Sofia, que era trabalhar para ajudar pessoas.

Nesse sentido, Ana ressalta algumas perguntas que você deve se fazer antes de pensar em criar um negócios:

Para que você quer empreender?

O que empreender significa para você?

Qual o impacto do seu negócio na sua comunidade?

O que esse negócio significa para sua família?

Como esse empreendimento vai impactar sua própria vida?

Ana ressalta que empreender é, antes de tudo, sonhar. E, sobre esse aspecto, ela faz uma observação interessante. “Sonho não tem tamanho. Você pode sonhar pequeno, sonhar médio, sonhar alto. Mas o trabalho será o mesmo. Então, sonhe grande”, destaca a empreendedora.

Nesse processo de sonhar e colocar a mão na massa, Ana Fontes ressalta a importância de agregar outras capacidades à de sonhar e ter um objetivo claro, que precisam ser valorizadas pelo empreendedor. São elas:

Resiliência – “Trata-se da capacidade de errar e continuar no caminho. Quando algo abater, você continuar motivado a fazer de novo e não desistir”, explica.

Força – Diz respeito a “ter firmeza no propósito, estar bem consigo e organizar bem as pessoas à volta. Você não vai conseguir resistir aos problemas do dia a dia se não for forte”, afirma.

Fonte: Administradores.com

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8 lições para quem quer empreender

Advertência: empreender não é algo fácil, não existe receita de bolo e o que dá certo para um empreendedor pode não dar certo para outro. Você pode, inclusive, ignorar algum desses princípios e ter sucesso. De qualquer forma, não poderia deixar de compartilhar com você algumas lições que extraí ao longo de 15 anos à frente do Administradores.com. Vamos lá?

1. Mente de Principiante – Este é o princípio mais importante de toda essa lista. Só conseguimos evoluir quando reconhecemos que temos muito ainda a aprender. O célebre mestre zen Shunryu Suzuki resumiu tudo nessa frase: “há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito”. Quando alguém tem a ilusão de que sabe muito, automaticamente se fecha para o novo. A mente do principiante, pelo contrário, é genuinamente humilde e ávida por aprender. Somente essa postura abre espaço para o verdadeiro crescimento pessoal e profissional.

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2. Faça perguntas – Sim. Faça perguntas para os outros e, sobretudo, para si mesmo. Quando alguém nos pergunta algo, automaticamente nosso cérebro se ativa no sentido de encontrar uma resposta. Quando fazemos uma pergunta a nós mesmos, o mecanismo é o mesmo. Empreendedores estão a todo momento se perguntando coisas do tipo: “o que eu devo fazer para conquistar mais clientes?”, “como devo melhorar meu negócio?”, “o que meus clientes precisam?”, “se eu fosse meu cliente, que imagem eu teria da minha empresa?”… Perguntas evocam respostas – e esse mecanismo é extremamente poderoso.

3. Não trabalhe pelo dinheiro – Muita gente tem a vontade de começar a empreender para ganhar mais dinheiro. São justamente essas pessoas que jogam a toalha alguns meses depois de abrirem o seu negócio. Quando o dinheiro não aparece, quando o caixa fica negativo, quem se motiva unicamente por resultados financeiros fica logo desmotivado. Quando comecei o meu próprio negócio, nem me lembro de quando fui receber alguma coisa. Mas me recordo totalmente da felicidade que ficava a cada e-mail recebido com algum comentário do tipo “ei, o seu site tem feito a diferença em minha vida”.Quando o negócio tem um propósito relevante, o empreendedor se entusiasma simplesmente em perseguir a sua missão.

4. Quedas fortalecem – Você pode até tomar lições de como andar de bicicleta em algum livro ou site, mas só na prática você aprenderá a pedalar – e isso implica muitas quedas e barbeiragens até você pegar o jeito. Empreender não é muito diferente. Você irá errar – e isso é inevitável. Não se condene ao cometer algum erro. Reconheça, corrija e aprenda.

Fonte: administradores.com.br