Funcionários do Google confessam as piores partes de trabalhar na empresa

Muitos profissionais sonham em trabalhar no Google, mas quem já passou por lá afirma que nem tudo são flores.

Trabalhar na Google

Muitos profissionais sonham em trabalhar no Google. A companhia, multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos, foi fundada por Larry Page e Sergey Brin enquanto os dois estavam frequentando a Universidade Stanford.

Entre muitas qualidades, oportunidades de carreira e uma cultura interna saudável, a empresa também possui seus lados não tão positivos. Ao Quora, um site de perguntas e respostas, funcionários atuais e antigos do Google revelaram a pior parte de trabalhar na gigante da tecnologia.

Em sua maior parte anônimos, eles contaram que trabalhar na empresa pode não ser o que muito acham. As repostas são de usuários do mundo todo, e nenhum especificou sua localidade.


O InfoMoney selecionou alguns relatos, confira:

É difícil ter uma conversa franca com colegas de trabalho

Vlad Patryshev, ex-engenheiro de software afirma: “É difícil discutir qualquer problema. As discussões objetivas são raras, uma vez que todos os funcionários são individualistas devido à cultura da empresa e não estão interessados em opiniões de outras pessoas, a menos que sejam os diretores e pessoas importantes lá dentro”.

Ninguém acredita quando você diz que o emprego não é perfeito

Katy Levinson, ex-engenheira de software: “As pessoas ficam perguntando porque você saiu ou fazem questão de confirmar se você ainda trabalha lá e insistem que trabalhar lá “deve ser perfeito”. Eles só querem ouvir quanto você está entusiasmado e quanto você quer ficar na empresa, mas todas as companhias têm problemas”.

O Google é tão grande que você pode ser contratado por engano

“Eu fui chamado pelo Google para uma posição de gerenciamento. Mas ao mesmo tempo que fui contratado, outra pessoa com o mesmo nome também foi selecionada. De alguma forma o RH trocou informações e confundiu tudo. Quando comecei no primeiro dia, decobri que eu fui contratado para uma posição júnior e a vaga de gerência foi para o outro homem com o mesmo nome que eu”.

A empresa só se preocupa com metas

A empresa apenas se preocupa com melhorias mensuráveis. “Qualquer melhoria não baseada em metas rígidas não é considerada positiva”, disse um antigo engenheiro de software do Google. “Qualidade e usabilidade dos produtos? Ninguém se importa, se você não mostrar em números ou não se tiver como medir”.

Muita gente inteligente, mas líderes ruins

“Tem muito profissional inteligente, mas que são gerentes e líderes horríveis”. “As pessoas são promovidas para cargos gerenciais, não porque realmente saibam liderar, mas porque são inteligentes e batem metas”, disse um ex-gerente de programa técnico.

O Google é tão grande que você pode não fazer diferença

“Trabalhei no Google por 3 anos e foi muito difícil sair, mas um fator importante me ajudou a tomar a decisão – o impacto que eu teria no negócio como indivíduo era mínimo. O Google é uma empresa incrível, mas a menos que você seja um engenheiro incrivelmente talentoso que comece a criar algo novo, é provável que você seja simplesmente um profissional que faça parte de uma pequena engrenagem que faz a máquina funcionar, sem muito reconhecimento”.

Fonte: InfoMoney

O que é o currículo cego e por que ele importa para sua carreira

Adotado na Europa, “CV cego” exclui dados pessoais como gênero e idade para driblar o preconceito dos recrutadores. Será que a ideia pega no Brasil?

O que é o currículo cego e por que ele importa para sua carreira

Imagem: Deklofenak/Thinkstock

Já imaginou se candidatar a uma vaga de emprego sob a condição de omitir informações básicas sobre si mesmo, como nome e gênero? Essa é a premissa do “currículo cego”, modelo que começa a ganhar força no mundo do recrutamento na Europa.

Nesse tipo de CV, dados como idade, gênero, nacionalidade e endereço do(a) candidato(a) não aparecem. Nome e sobrenome são substituídos por iniciais e, se necessário, o endereço de e-mail sofre adaptações para que não seja possível saber como a pessoa se chama.

O objetivo é evitar que o recrutador seja influenciado por seus preconceitos — sejam eles conscientes ou não. Protegida pelo anonimato, a pessoa que se candidata à vaga não é descartada automaticamente por olhares sexistas ou racistas, por exemplo, e pode ser analisada somente por seu perfil profissional.

Na Alemanha, candidatos com nomes tipicamente germânicos têm 14% mais chances de serem chamados para uma entrevista de emprego do que aqueles que têm nomes característicos da Turquia, pátria de grande parte dos imigrantes no país.

O exemplo não é isolado. Diversas empresas e governos do velho continente vivem um problema que se acentuou com a crise migratória: a discriminação de profissionais com nomes ou sobrenomes típicos do Oriente Médio ou da África — o que embasa a omissão desse dado na primeira etapa do recrutamento.

Desde 2014, na França, qualquer empresa com mais de 50 funcionários é obrigada por lei a usar o modelo do “CV cego”. Países como Holanda e Reino Unido também aprovaram essa política para o recrutamento de pessoal para o governo, e incentivam as empresas privadas a fazerem o mesmo.

Europa x Brasil

Para Ricardo Basaglia, diretor da consultoria de recrutamento Michael Page, é urgente reduzir a discriminação nos processos seletivos, mas a proposta do “currículo cego” se aplica ao contexto europeu, e não ao brasileiro.

“Como não temos tantos imigrantes como a Europa, o preconceito não aparece tanto por causa do nome da pessoa”, diz o diretor da Michael Page. “Por aqui, a questão surge mais na etapa presencial, nas entrevistas, e não tanto na fase de análise do currículo”.

Qual é a saída então? Na visão do executivo, é preciso investir em mudanças culturais mais amplas — uma oportunidade aberta em um momento histórico de profunda discussão sobre diversidade.

“Acredito que ferramentas que buscam reduzir automaticamente as chances de discriminação são bem-vindas, mas precisam ser trabalhadas em conjunto com uma transformação na mentalidade dos tomadores de decisão”, explica.

Ana Alice Limongi-Gasparini, diretora de RH da NeoBPO, até agora não viu nenhuma empresa brasileira colocar em prática o modelo do “currículo cego”.

Na visão da executiva, a melhor forma de atacar o problema, no nosso caso, é investir em treinamento e acompanhamento dos recrutadores. O primeiro passo é analisar se a diversidade está presente no conjunto de pessoas que chegam às fases finais dos processos seletivos, além de fazer pesquisas de clima sobre o assunto para embasar o diagnóstico.

“Se for realmente percebida a necessidade de interferir, é importante acompanhar processos seletivos para observar o que está impedindo a contratação de certos grupos, mas sem direcionamentos forçados”, diz Limongi-Gasparini.

O caso Nubank

Exceção no cenário nacional, o Nubank decidiu instituir uma etapa “cega” em um dos seus processos seletivos — sem relação com o currículo, porém.

O mecanismo aparece em uma das etapas do recrutamento de engenheiro de software da startup brasileira.

Funciona assim: um dos exercícios propostos para medir os conhecimentos do(a) candidato(a) sobre códigos de programação deve ser entregue à equipe examinadora sem qualquer referência ao seu nome ou quaisquer dados pessoais.

“A omissão da identidade permite que o foco da avaliação esteja apenas no trabalho desenvolvido pela pessoa”, explica Daniela Belisário, diretora de RH do Nubank. “Fizemos isso porque percebemos que a primeira avaliação não demandava mais do que a resolução do exercício em si”.

A seleção não acontece de forma totalmente anônima: há uma conversa prévia com os candidatos para analisar se eles se encaixam no perfil procurado. Após a avaliação “cega”, novamente eles são vistos pelos avaliadores para explicar por que resolveram o exercício daquela forma.

“Queremos times diversos e há vários processos para alcançar esse objetivo”, afirma Belisário. “De forma ‘cega’ ou não, buscamos a pessoa perfeita para cada vaga, independentemente de raça, gênero ou orientação sexual”.

Estes 10 cargos estão em alta e têm salários de até 30 mil reais

Confira quais são os gerentes, diretores e especialistas mais buscados pelas empresas no 1º semestre, segundo a Michael Page

Por Camila Pati – 10 ago 2017, 06h00 (exame.abril.com.br)

Cargos em alta

Dinheiro: salários até 30 mil reais (Uelder-ferreira/Thinkstock)

Gerentes, diretores, gestores e especialistas estão sendo mais procurados nas áreas de vendas, TI, marketing, farmacêutica/saúde e finanças, segundo levantamento da Michael Page, líder mundial em recrutamento executivo de média e alta gerência.

Nesses setores, diz Ricardo Basaglia diretor executivo da Michael Page, a retomada já começou e ele aponta para um novo cenário de cargos e carreiras em alta.

“Quando há crise, é natural que haja cortes e diminuição no número de oportunidades, mas quando o mercado volta a contratar nunca retorna do mesmo jeito, seja porque a empresa que cortou aprendeu a ser mais eficiente seja pela evolução das suas necessidades”, diz Basaglia.

Assim, carreiras relativamente novas como marketing digital, ciência de dados e inteligência de negócios ganham força. “Por outro lado, posições antigas estão sendo extintas. Gerentes de marketing off-line têm cada vez menos espaço, por exemplo”, diz o executivo.

Se antigamente a presença no mundo digital era um diferencial, há algum tempo se tornou necessidade. “Quem não está presente no mundo digital perde competitividade”, afirma.

Em relação à diversidade de oportunidades, o setor que mais se destaca é farmacêutico e de saúde.  Fusões e aquisições recentes explicam a maior movimentação.

Mas de maneira geral, o tom das contratações é o de se preparar para encarar a demanda de mercado esperada para 2018 e 2019. Confira quais são as apostas das empresas:

Vendas 

Cargo: Head of Sales – Gerente Comercial 

Área de atuação:  empresas de tecnologia – cybersecurity

O que faz: faz o contato e cuida da relação com os principais canais de distribuição e integradores de soluções.

Perfil da vaga: é preciso ter experiência no segmento de tecnologia, vendas indiretas (por meio de canais) e com sólido relacionamento com alto escalão.

Salário: de 16 mil reais a 22 mil reais.

Percentual de aumento na demanda por esse profissional no 1º semestre: 21%

Motivo para alta em 2017: mercado em franca expansão devido à carência no Brasil desse tipo de segurança.

Cargo: Gerente comercial /gerente de novos negócios / business development manager.

Área de atuação: indústria química

O que faz: Buscar novas frentes de negócio e novas aplicações, principalmente nos mercados que começam a reagir positivamente à crise ou que não sofreram impacto como farmacêutico/cosméticos, agronegócio, embalagens e etc.

Perfil da vaga: Atuação consultiva, background técnico essencial e foco em desenvolvimento de mercado.

Salário: de 12 mil reais a 18 mil reais

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: 20% 

Motivo para alta em 2017: retomada da indústria e investimento das empresas nas áreas de negócios/frente comercial. 

Marketing

Cargo: Gerente de marketing de performance

Área de atuação:  empresas de tecnologia e de serviços em geral

O que faz: análise de viabilidade dos canais de comunicação da empresa, atuando com ferramentas de marketing digital.

Perfil da vaga: Experiência em SEM (Seach Engine Marketing) e todas as variáveis digitais.

Salário: de 14 mil reais a 18 mil reais

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: 19%

Motivo para alta em 2017: Mercado de digital cresce com abandono do modelo tradicional de marketing. 

TI 

Cargo:  Head (líder) de inteligência de negócios (BI- business intelligence) e Big Data.

O que faz: gestão e análise de dados para trazer eficiência e rentabilidade, e também obter insights que contribuam com a expansão dos negócios.

Perfil:  para essa posição que é relativamente nova no mercado, as empresas priorizam candidatos com experiência em liderança de projetos de BI e Big Data.

Salário: de 20 mil reais a 30 mil reais.

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: a posição é nova na Michael Page

Motivo para alta em 2017: são profissionais imprescindíveis para a competitividade das empresas, e já são requisitados antes de tomadas de decisão, sobretudo para trazer informações qualitativas, métricas, indicadores e as variáveis de risco ao negócio. 

Cargo: Cientista de dados

O que faz: “garimpa”, analisa e percebe tendências em dados para trazer soluções para problemas da empresa e insights para o negócio.

Perfil: formação em grande parte ligada à área de exatas: matemática, ciências da computação, análise de sistemas, estatística, física.

Salário: de 12 mil reais a 15 mil reais

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: a posição é nova na Michael Page

Motivo em alta 2017: empresas estão desenvolvendo suas áreas de inteligência de mercado, CRM (customer relationship marketing) / DBM (Database Marketing), análise de dados estruturados e não estruturados. Área digital está se consolidando e tecnologia já está diretamente presente no negócio das empresas.  

Farmacêutico/ Saúde 

Cargo: gerente comercial – promoção à saúde

Área de atuação:  empresas de saúde e serviços

O que faz: faz o contato com empresas para promoção a saúde de seus funcionários, com foco em redução de sinistro e absenteísmo. 

Perfil da vaga: Conhecimento sobre projetos de promoção de saúde e gerenciamento de pacientes crônicos, importante ter experiência em análise de risco, formação técnica em saúde é solicitada.

Salário: de 12 mil reais a 25 mil reais.

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: 20%

Motivo para alta em 2017: Mercado de saúde está em fase de profissionalização. Há entrada de investimento no setor, fundos de investimentos estão se interessando cada vez mais pelo segmento, e a abertura de capital (para investimento ou venda) possibilita estas mudanças. A busca de qualidade de vida e redução de custos corporativos são fatores importantes na tomada de decisão.

Cargo: Diretor/ gerente geral – Hospital /Clínicas

Área de atuação: saúde

O que faz: gestão geral da unidade de negócios (hospital ou clínicas). Faz desde prospecção de novos clientes posicionamento no mercado até a gestão da operação (revisão de processos assistenciais, segurança do paciente, qualidade de atendimento, certificação e acreditação). Também é responsável pela parte estratégica do negócio (expansão, perfil de mercado, novos negócios).

Perfil da vaga:  é preciso ter conhecimento sobre o mercado de serviços em saúde em geral, especialização em administração hospitalar. Formação técnica em saúde tem sido considerada um diferencial. Capacidade analítica e foco em processos são características importantes.

Salário: de 17 mil reais a 28 mil reais

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: 30%

Motivo para alta em 2017: Oxigenação pós crise e melhoria de qualidade, são os principais motivos. O aumento da profissionalização no setor e da redução de custos no mercado possibilitou aumento de concorrência. O cliente está mais exigente em relação a qualidade.

Cargo: Gerente de acesso

Área de atuação:  indústria farmacêutica e empresas de dispositivos médicos.

O que faz: seu objetivo é minimizar barreiras de acesso dos pacientes de instituições públicas e privadas a produtos da empresa. Faz padronização e vendas de produtos no mercado hospitalar e incorporação de produtos estratégicos nas operadoras de saúde.

Perfil da vaga: é preciso ter conhecimento técnico sobre os produtos, domínio de políticas públicas e privadas. Ter um perfil com boa habilidade de relacionamento é fundamental

Salário: de 18 mil reais a 28 mil reais

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: 17%

Motivo para alta em 2017: Interesse das indústrias de penetração e estabelecimento no mercado (tanto o público como também o privado).

Cargo: MSL (Medical Science Liaison).

Área de atuação:  indústria farmacêutica e de dispositivos médicos, geralmente multinacionais.

O que faz: Mapeia e dá suporte aos médicos líderes de opinião. Promove o conhecimento científico faz a ponte entre médicos e a indústria. Desenvolve e ministra treinamentos internos e externos. Também dá apoio para a área vendas.

Perfil da vaga: formação na área da saúde e com conhecimento científico. É um profissional que transita entre o mercado corporativo e o acadêmico. 

Salário: de 12 mil reais a 15,5 mil reais

Percentual de aumento na demanda no 1º semestre: 25%

Motivo para alta em 2017:  é um profissional que tem uma participação grande no desenvolvimento e introdução de novos produtos ao mercado.   

Serviços Financeiros 

Cargo: Gestor de marketing digital

Área de atuação:  empresas de serviços financeiros

O que faz: elabora, executa, acompanha e apura resultados de plano geral de marketing para plataformas digitais, como internet e mobile.

Perfil da vaga: Conhecimento sobre técnicas de marketing digital o que inclui mecanismos de buscas, redes sociais, campanhas e branding em plataformas digitais.

Salário: de 10 mil reais a 15 mil reais

Percentual de aumento no semestre: 50%

Motivo para alta em 2017: Mercado de serviços financeiros está se “digitalizando”, o que justifica o crescimento das “fintechs”. O consumidor já está mais habituado com as ferramentas de tecnologia e com uma experiência de consumo mais inovadora.

Emprego dos sonhos no Brasil já tem 100 mil candidatos inscritos

Contratado vai viajar pelo Brasil entre setembro deste ano e agosto do ano que vem e ganhar 100 mil reais de salário total

Emprego dos sonhos

Fila: disputa vai ser grande pelo “emprego dos sonhos” (Digital Vision/Thinkstock)

Por Camila Pati – 9 ago 2017, 11h19 – Publicado em 9 ago 2017, 10h55 (exame.abril.com.br)

A vaga para trabalhar para o SerasaConsumidor, um dos braços da Serasa Experian, está fazendo um tremendo sucesso e já recebeu 100 mil inscrições.

Para quem não desanima com a concorrência, ainda dá tempo de se inscrever. O prazo termina às 23h59 de 13 de agosto, próximo domingo, e as inscrições são feitas pelo site O Emprego dos Sonhos.

O contratado terá a missão de viajar por 40 cidades brasileiras colhendo histórias sobre a vida financeira das pessoas que encontrar no caminho e divulgar o conteúdo em forma de texto, vídeo e imagens, posts e lives em redes sociais.

salário bruto total para a temporada de um ano – de 4 de setembro de 2017 a 31 de agosto – fazendo esse trabalho é de 100 mil reais, que correspondem a pouco mais de 8,33 mil reais mensais. A vaga oferece benefícios como: transporte, hospedagem, alimentação e plano de saúde.

Para se candidatar à oportunidade profissional, é preciso ser maior de idade e ter carteira de trabalho. Ao se inscrever o candidato vai responder a seis perguntas de múltipla escolha em que deve mostrar um pouco do seu perfil profissional.

Quem for aprovado para segunda fase, será convidado a fazer um vídeo de 45 segundos sobre educação financeira e publicar na página do projeto. Até 19 de agosto, as pessoas podem votar nos que mais gostarem.

Os 10 mais votados e outros cinco escolhidos pela equipe do SerasaConsumidor vão para a etapa final, quando farão entrevista por Skype. O contratado será anunciado no dia 25 de agosto.

Leia também: Cursos online na área de Concursos Públicos qualificam profissionais.

A pior forma de pedir um aumento

Pedir um salário mais alto sempre é um movimento arriscado. Mas há um erro específico que realmente pode colocar tudo a perder.

Por Claudia Gasparini – EXAME.abril.com.br

Pedir aumento

Dinheiro (Uelder-ferreira/Thinkstock)

Pedir uma remuneração mais alta em tempos de desemprego galopante é uma tarefa para corajosos. Mas o sucesso de um pedido como esse, como ocorre com qualquer tipo de negociação, depende mais de planejamento do que de valentia.

Caio Arnaes, gerente da consultoria Robert Half, recomenda que a abordagem seja muito bem preparada.“O funcionário está com pouco poder de barganha neste momento, já que há muita gente disponível no mercado disposta a ganhar menos”, explica. Se você está insatisfeito com o que recebe, existem muitos candidatos que não estariam.

Leia também: As pesquisas comprovam que manter o currículo atualizado é uma das formas mais eficientes para ser promovido, conseguir um novo emprego, ou até mesmo evitar uma demissão do emprego atual. […]

Nesse cenário, uma conversa que sempre foi difícil acaba se tornando perigosa. Isso porque pedir um salário mais alto pode ser facilmente mal interpretado pelo empregador e, em casos extremos, até gerar uma demissão — a não ser que você fundamente muito bem sua solicitação.

Segundo Arnaes, os aumentos costumam ser concedidos em duas situações. A primeira é como “reparação”: você já cumpre funções de um nível hierárquico superior ao seu há algum tempo, mas ainda está com o seu cargo antigo. Nesse caso, a promoção e o aumento vêm como forma de alinhar a sua remuneração à sua situação atual — nada mais justo.

Outra razão para o reajuste é o mérito. Você traz resultados acima da média? Fez alguma ação que gerou uma redução de custos ou um importante ganho para a empresa? Se sim, é natural pedir reconhecimento por isso, explica o gerente da Robert Half.

Tanto em um caso quanto em outro, é preciso trazer dados objetivos para sustentar o seu pedido e reforçar a sua intenção em continuar no emprego.

“É importante dizer que você gosta de trabalhar naquela empresa, que tem intenção de permanecer, e que busca uma valorização salarial por tais e tais motivos”, diz Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH.

Qual é a pior abordagem possível?

Os especialistas ouvidos por EXAME.com são unânimes na avaliação de que a forma mais perigosa de solicitar um salário mais alto é atrelar a decisão da empresa à sua permanência no cargo. Algo na linha da frase: “Ou vocês me dão o aumento, ou me demito”.

O erro é mais comum do que parece, e suas consequências podem ainda piores do que você imagina. Segundo Karpat, é provável que empregador se sinta acuado e não ceda à pressão. E o pior: mesmo que ele conceda o aumento como solução temporária, caso a sua função seja imprescindível para a empresa, é possível que comece a procurar o quanto antes um substituto para você.

Afinal, a relação de confiança terá sido quebrada. “A mensagem que fica de um ultimato é que você só está interessado no emprego por causa do salário”, explica o diretor da Gábor RH.

Não que a remuneração não seja uma contrapartida legítima do seu trabalho — mas é esperado que ela não seja a única razão para ficar ou ir embora.

A longo prazo, e diante do mercado como um todo, o profissional ficará com a pecha de negociante, no pior sentido da palavra. Para Karpat, a consequência de se dar um “xeque-mate” no empregador é mostrar que você não está realmente interessado nos objetivos e valores de uma empresa em particular, e que prefere leiloar o próprio trabalho.

Disso também decorre, segundo Arnaes, o risco de aceitar uma contraproposta. Quando você só permanece no seu emprego atual só porque a sua empresa vai “cobrir” o salário do outro possível contratante, conclui-se que a remuneração é, para todos os efeitos, a bússola da sua carreira.

É uma reputação a ser evitada, sobretudo porque as empresas não querem mais um funcionário movido exclusivamente a dinheiro. “Elas entendem que aquela pessoa vai abandonar o barco, num piscar de olhos, assim que aparecer uma oferta maior”, diz o gerente da Robert Half.

Fonte: EXAME