Matemática na Engenharia

Tenho dificuldade em matemática. Posso cursar engenharia?

Orientador profissional dá dicas para lidar com as dúvidas

Por Respondido pelos orientadores do Nace - Orientação Vocacional

Matemática na Engenharia

(JordiDelgado/iStock)

Olá! Tenho vontade de cursar engenharia de petróleo e gás, mas tenho medo de não ser para mim e me arrepender. Já li muito sobre a faculdade e me interessei, mas o que me deixa aflito é que na escola eu nunca fui muito bom em matemática, embora esteja disposto a aprender. O que eu devo fazer? - Anônimo

Olá!

Os cursos de engenharia exigem o desenvolvimento de conhecimentos complexos em cálculo. Durante os dois primeiros anos estuda-se conteúdos ligados a cálculo diferencial e integral, geometria analítica e descritiva, cálculo vetorial, estatística e probabilidades, física avançada amplamente apoiada em cálculos complexos.

Parte dos alunos que desistem da opção por engenharia o fazem pelas dificuldades nestes conteúdos.

Entretanto, isso não é totalmente impeditivo. Dedicação intensa aos estudos, apoio por meio de grupos de estudos entre alunos e busca de cursos paralelos podem ajudar a superar as dificuldades.

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Considere que isso pode envolver muito tempo, alteração de rotinas de vida e recursos financeiros eventualmente. É necessário avaliar, portanto, qual a medida de sua motivação para superar tais obstáculos.

Para melhor avaliar a dimensão de seu desafio, visite faculdades e entreviste alunos e professores de engenharia. Pesquise as grades curriculares das universidades que oferecem a opção que deseja.

Fonte: Guia do Estudante

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dicas para a faculdade

10 dicas para quem está começando a faculdade

Como lidar com o nervosismo e dar conta de todas as atividades exigidas

Por da redação – 8 fev 2018, 17h06 – Publicado em 8 fev 2018, 06h48

dicas para a faculdade

(Imagem: iStock)

Depois de tanta expectativa pelo resultado do vestibular e de finalmente ver o seu nome na lista de aprovados, a ansiedade já começa a bater de novo, não é? A espera pelo começo das aulas provavelmente é a única coisa em que você pensa agora – e, junto com a vontade de descobrir novas possibilidades, vem também um pouco de insegurança. Sim, as coisas vão ser diferentes daqui para a frente, mas calma: não é nada impossível dar conta de tudo! Veja a seguir algumas dicas para começar a faculdade com o pé direito.

1 – Participe dos eventos. No começo do ano letivo as universidades costumam preparar vários eventos de recepção aos calouros, seja para conhecer melhor as matérias do seu curso, o seu departamento ou até mesmo as dependências físicas da própria instituição. Essas atividades são interessantes para que você não se sinta mais tão perdido e já possa conhecer os seus colegas de classe.

2 – Conheça as entidades. Além dos grêmios e centros acadêmicos, muitas universidades costumam ter outras entidades formadas exclusivamente por alunos, como as atléticas e empresas juniores. Espaços como esses são ótimos para conhecer pessoas novas e colocar em prática tudo o que você vê em sala de aula. Aproveite!

3 – Atividades complementaresParticipar de uma pesquisa de iniciação científica ou começar um estágio são atividades que podem acrescentar muito para a sua formação. Enquanto a pesquisa tem um tom mais acadêmico, o estágio ajuda a colocar em prática o conhecimento teórico adquirido durante a graduação. Procure conhecer as oportunidades oferecidas pela sua universidade e analise, de acordo com os seus objetivos, qual pode ser a melhor para você.

Leia também: Faça cursos livres online como atividades complementares

4 – Fique de olho nas finanças. O início da faculdade é um ótimo momento para começar a prestar atenção na maneira como você gasta seu dinheiro, principalmente se você for estudar em outra cidade (mas isso não deixa de ser importante para quem continuar morando com os pais, também). Considere fazer um orçamento mensal para entender os seus gastos e equilibrá-los para que não falte dinheiro no final do mês. Alguns sites e aplicativos, como Mint, Pocket Expense e You Need a Budget podem te ajudar a manter esse controle.

5 – Seja organizado. Ser organizado pode não ser algo natural para todos, mas é fundamental se esforçar ao máximo para dar conta de todas as atividades da faculdade. Para não se esquecer de nenhuma delas, você pode, por exemplo, montar um calendário com as tarefas e as datas em que elas devem ser entregues.

6 – Mantenha a leitura em dia. Você provavelmente vai ter que lidar com uma certa carga de leitura durante o semestre – principalmente se seu curso for Direito ou Letras, por exemplo. Os professores costumam passar toda a bibliografia que vai ser trabalhada ao longo das aulas já no início do semestre, o que possibilita organizar um calendário de leitura semanal ou quinzenal. Faça um esforço para manter um bom ritmo de leitura. Deixar para ler tudo perto das provas provavelmente será muito cansativo e você não conseguirá tirar um bom proveito de todo o conteúdo.


7 – Use a internet para o seu bem. Sim, é extremamente tentador ficar checando as redes sociais ao longo do dia. O que você talvez não imagine é que elas podem ser utilizadas para o bem do seu aprendizado: procure páginas relacionadas ao seu curso, interaja com alunos do mesmo curso mas de outra faculdade ou até mesmo tire dúvidas em grupos criados para discutir uma das matérias que você está estudando.

8 – Aprenda a cozinhar, se você ainda não sabe. Mesmo se você ainda mora com os seus pais, aprender a cozinhar o básico é bastante interessante para aproveitar ainda mais a independência que a faculdade te proporciona. Com a mudança na sua rotina, não serão raros os momentos em que você vai precisar se virar sozinho para ter o que comer – e viver só de comida congelada ou delivery não é bom nem para o seu bolso e nem para a sua saúde.

9 – Não tenha medo de pedir ajuda. É completamente normal que você se atrapalhe um pouco no começo da faculdade devido à quantidade de responsabilidades novas que surgem. Não tenha medo e nem vergonha: peça ajuda antes que tudo vire uma bola de neve e você saia prejudicado. Se estiver com dificuldades em uma matéria, peça ajuda a um colega ou ao professor; se estiver passando por dificuldades pessoais que interfiram no seu rendimento, procure alguém que possa lhe aconselhar e conversar sobre isso.

10 – Encontre o método de estudo que funciona melhor para você. Lembre-se: o professor da faculdade não vai manter uma cobrança diária tão forte quanto a de um professor do colégio. É preciso saber lidar com essa liberdade para que isso não atrapalhe o seu rendimento. Considere qual ritmo de estudo se encaixa melhor com a sua rotina e o seu perfil: você pode tanto estudar todo o conteúdo da semana ou da quinzena em um só dia quanto dividir ao longo dos dias.

Este post é parte da programação especial de fevereiro no Guia, que vai trazer dicas de organização de vida e de estudos para começar o ano letivo da melhor forma. Acompanhe todas as publicações da série aqui.

Fonte: Guia do Estudante

Como escolher o curso que melhor se encaixa em seu perfil?

Veja um passo a passo para fazer sua escolha e conheça os perfis ideais de cada área

escolher o curso

Procure conhecer bem a si mesmo e aos cursos e carreira que pretende seguir. Com certeza você já ouviu muito isso, mas de fato esse encaminhamento é a melhor forma de escolher uma profissão. E buscar referências e informações com amigos, familiares, amigos dos seus pais e outras pessoas que já estão no mercado de trabalho ou na faculdade é a melhor maneira de conseguir esse conhecimento.

Além disso, Denise Retamal, diretora-executiva da RHIO’S Recursos Humanos e responsável pelo programa de orientação de carreiras “Jobs of the Future”, defende que o estudante, antes de escolher um curso, pense na carreira que deseja para a vida. “Hoje, mais importante do que a profissão é a carreira que você constrói. O mercado pede expertise, que á soma de conhecimentos multidisciplinares com experiências múltiplas – não necessariamente de trabalho, mas de vida”, diz ela.



Isso exige dois passos. Primeiro, é preciso olhar para dentro de si e analisar suas habilidades, gostos e personalidade. Depois, deve procurar as carreiras que possam combinar com você e buscar a maior quantidade possível de informações sobre elas. Veja palestras, congressos, pesquise sobre o mercado, converse com profissionais da área. Conhecer a universidade e tentar participar de atividades por lá, incluindo até algumas aulas, também pode ajudar você a se decidir.

O intuito, nessa etapa, não é decidir por uma profissão, como geólogo ou médico. É descobrir áreas e temas de interesse com os quais você gostaria de trabalhar a longo prazo – por exemplo, exploração mineral ou cirurgia infantil. “Há carreiras, como a nanotecnologia, que podem ser aplicadas em vários segmentos. Não adianta escolher um curso de graduação sem saber o que vai fazer com ele”, completa Denise.

COMO FAZER A ESCOLHA CERTA

  • Analise-se

Liste são suas habilidades, gostos e personalidade

  • Busque informações de fora

Procure as carreiras que permitirão aplicar e desenvolver suas habilidades e gostos e junte a maior quantidade possível de informações sobre elas

A ideia é que, se você já sabe aonde quer chegar na carreira, terá mais clareza para definir os passos e ferramentas necessários para isso – como os cursos de graduação e especialização que vai fazer, os idiomas que precisa aprender, estágios e a melhor instituição para estudar (dependendo do lugar, os cursos podem ter focos diferentes), por exemplo. “Com esse preparo, ao final do curso a sua inserção no mercado de trabalho já será mais natural”, afirma Denise.

Ao longo desse processo, é bom considerar certas questões. Manoela Costa, gerente da PageTalent, uma consultoria especializada no recrutamento e seleção de estagiários e trainees, listou algumas perguntas que você deve fazer a si mesmo:

PERGUNTE-SE:

  • Em que profissões poderei usar as habilidades que já tenho?
  • Eu conheço bem o curso que pretendo fazer? Já dei uma olhada na grade para ver que matérias vou estudar?
  • Em que locais, empresas e cargos poderei aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade?

Em relação à profissão escolhida, reflita e escreva em um papel as respostas às seguintes questões:

SOBRE A PROFISSÃO QUE VOCÊ PENSA EM FAZER:

  • Que atividades terei de fazer nessa profissão e vou gostar?
  • Que atividades terei de fazer e não vou gostar?
  • Que atividades não farei, mas gostaria de fazer?
  • Que atividades não farei e não gostaria de fazer?

Depois de fazer isso, é preciso considerar se as vantagens e desvantagens vão compensar. Você vai se sentir realizado se não puder usar algumas de suas habilidades? E se tiver de fazer coisas que não gostaria? Se não consegue ver sangue, por exemplo, e ainda assim quer fazer Medicina, vale se perguntar por que você quer tanto essa carreira e se o saldo será positivo no fim do processo. “O ideal seria a pessoa conseguir conciliar as duas coisas: habilidade e hobby”, diz Manoela.

A primeira etapa desse processo de escolha (o autoconhecimento) é com você. Na segunda, a gente pode ajudar. Conversamos com especialistas de cada uma das grandes áreas (saúde, administração e negócios, meio ambiente e ciências agrarias, ciências sociais e humanas, comunicação e informação, ciências exatas e informática) para descobrir qual o perfil dos alunos de cada curso e que habilidades eles precisam ter para se dar bem na carreira. Veja a tabela no início da matéria e clique em cada uma para descobrir.

Fonte: Guia do Estudante

Não gosto muito de ler, mas quero cursar Letras

Veja a resposta de estudante da área

(Por Projeto Salvaguarda – 5 out 2017, 16h56 – Publicado em 5 out 2017)*

Não gosto muito de ler, mas quero cursar Letras

(demaerre/iStock)

Sempre gostei de português e quero cursar Letras, mas também nunca gostei muito de ler. Estou começando a ler mais, mas não é por qualquer coisa que eu me interesso, tem que ter muito conteúdo e que acrescente algo em minha vida. Posso fazer o curso? – Milena

Milena, o curso de Letras exige, invariavelmente, leitura constante. Se você gosta de português – que imagino que seja gramática e sintaxe -, talvez se interesse mais pela área de Linguística do que pela de Literatura. Quem cursa Letras precisa estabelecer uma rotina de leitura diária, não só de textos literários, mas também teóricos.

Leia também: Curso de Inglês Online e personalizado de acordo com os seus interesses.

Porém, se você se interessa por textos que vão te proporcionar conhecimento, ler os textos da faculdade não será problema, pois eles certamente vão te ensinar muito.

Além disso, é muito compreensível que você não se interesse por ler “qualquer coisa”; penso que todos nós somos assim, e é lendo cada vez mais, e obras cada vez mais diversificadas, que vamos, aos poucos, formando as nossas preferências de leitura. Para isso, só é preciso ter contato com mais autores e outras obras.

No curso de Letras, com certeza você será apresentada a muitos autores e obras novas, e inevitavelmente vai se sentir tocada por essas palavras e se apaixonar por muitos deles. Então, você pode, sim, cursas Letras.

Respondido por Jessica Domingues Angeli, graduanda em Letras-Francês na Unesp.

*Fonte: Guia do Estudante

É melhor investir em um diploma de MBA ou Mestrado?

Tire todas as dúvidas sobre qual dos dois diplomas de pós-graduação é ideal para você

MBA ou Mestrado

(ismagilov/iStock)

Está na dúvida entre investir em um diploma de MBA ou mergulhar em um mestrado? É preciso deixar claro, em primeiro lugar, que as duas modalidades de pós-graduação podem ser bem-vindas para a sua carreira — tudo depende das suas necessidades.

Antes de explicar as diferenças entre as duas opções, o presidente da consultoria Produtive, Rafael Souto, lembra que MBA tem status de mestrado no exterior. A sigla, afinal, quer dizer Master of Business Administration, expressão em que “master” significa “mestre”.

No Brasil, alguns cursos de MBA são regulamentados e reconhecidos como mestrados profissionais pelo MEC, mas são minoria. Em grande parte, diz Souto, trata-se apenas de um “nome bonito” para uma especialização lato sensu, e não um programa stricto sensu, como mestrado e doutorado.

Mesmo nesse caso, porém, o MBA pode ser uma ótima pedida. “É um curso feito sob medida para o executivo, já que os horários das aulas são mais adaptáveis à agenda de quem trabalha o dia inteiro, e a carga de estudo não é tão pesada quanto a do mestrado”, explica o presidente da Produtive.

O networking oferecido por esse tipo de curso também pode ser mais vantajoso a depender dos seus objetivos. “No MBA você conhece pessoas do seu mercado, talvez até um futuro sócio”, diz o coach João Luiz Pasqual. “A vivência da pós-graduação stricto sensu também enriquece a sua rede de contatos, mas é provável que você conheça pessoas com mais foco no mundo acadêmico”.

Dito isso, um diploma de mestrado também tem diferenciais consideráveis. Confira a seguir os mais importantes, segundo os especialistas consultados:

1. É um diploma que traz “autoridade” na sua profissão

O rigor no processo seletivo, a profundidade das aulas e a intensa carga de estudos conferem grande respeitabilidade ao profissional com mestrado. “Passar por tudo isso dá uma consistência curricular que só o doutorado é capaz de desbancar”, explica Pasqual.

Claro que o MBA também pode conferir autoridade em diversos temas do universo corporativo, com destaque para gestão. Ainda assim, Pasqual conhece muitos profissionais que já têm MBA e estão correndo atrás de diplomas de mestrado ou até doutorado para deixar o currículo mais robusto.

Isso vem na esteira de uma maior aproximação entre o mundo acadêmico e o mercado, tradicionalmente bem separados. Segundo o coach, a ideia de que o pensamento cultivado na universidade é “teórico demais” está ultrapassada há pelo menos uma década.

“As empresas perceberam que quem tem conhecimentos mais profundos, trazidos pela academia, pode contribuir muito para os negócios”, afirma ele. Quem tem mestrado é visto como alguém com autoridade para falar sobre a própria área e contribuir com ideias relevantes para a empresa.

2. O título abre outras portas de trabalho

O diploma de mestre é exigido pela maioria das faculdades e universidades na hora de contratar um professor. Se você só tem um título lato sensu, como o MBA, dificilmente será escolhido para ocupar uma cadeira de docência.

De acordo com Pasqual, essa diferença pode ser decisiva se você considera dar aulas como uma alternativa de carreira. Essa opção é cada vez mais comum, já que cada vez mais universidades brasileiras estão abrindo espaço para professores com um pé no mundo corporativo.

Por outro lado, esse aspecto também pode ajudar a definir a sua preferência por um diploma mais voltado ao universo das empresas. “Caso você tenha certeza de que não quer a docência nem agora e nem no futuro, talvez seja melhor fazer um MBA no lugar do mestrado”, diz Souto.

3. O impacto sobre o salário é maior que o do MBA

Diplomas de pós-graduação lato sensu — caso da maioria dos programas de MBA disponíveis no mercado — são relativamente comuns. Segundo uma pesquisa da consultoria Produtive, 68% dos executivos brasileiros já têm um ou mais certificados desse tipo.

Já os que têm mestrado ou doutorado são apenas 9%, e essa raridade confere um status diferente ao profissional que detém o título stricto sensu.

Segundo o mesmo estudo, o salário médio dos executivos entrevistados é de 9,3 mil reais quando eles têm uma única pós-graduação lato sensu; 12,8 mil reais quando têm mais de uma pós-graduação desse tipo; e 13,8 mil reais quando o título é de mestrado ou doutorado.

Embora os valores se refiram ao mercado em 2014, Souto afirma que a tendência se mantém em 2017. “As empresas gostam de quem tem a profundidade acadêmica, e isso se reflete na remuneração”, explica.

Em tempo: tanto no caso do mestrado quanto no do MBA, o impacto salarial não costuma ser imediato. De acordo com Souto, é preciso entender que qualquer um dos cursos simplesmente ampliará sua “musculatura” profissional. Só depois de usá-la muito no cotidiano, a médio ou longo prazo, essa nova habilitação trará retornos para o seu bolso.