Preguiça de Carnaval

5 dicas para vencer a preguiça após o carnaval

Mas como vencer a “preguiça” e deixar de procrastinar e nos tornarmos mais produtivos no trabalho?

Redação, Administradores.com, 

Preguiça de Carnaval

Preguiça de Carnaval (istock)

O verbo procrastinar tem haver com o deixar para depois. Após um período de descanso tendemos mais ainda a deixar para depois atividades no trabalho que exigem mais concentração. Como o descanso dos feriados, o famoso carnaval brasileiro.

Mas como vencer a “preguiça” e deixar de procrastinar e nos tornarmos mais produtivos no trabalho?

O ato de deixar para amanhã tarefas difíceis e que tiram a mente da zona de conforto é algo orgânico. Ou seja, todos os seres humanos são programados biologicamente para procrastinar e isso acontece porque o ato de deixar para depois têm haver com o medo e o medo existe desde o nascimento. Medo da tarefa não ficar boa, medo do cliente não gostar do que vamos entregar medo dos colaboradores que fazemos a gestão, medo de não ter retorno com a franquia ou com o próprio negócio, e etc.

A Universidade do Colorado divulgou recentemente que procrastinação e impulsividade podem ser agravadas por questões genéticas. Outro estudo feito pela Universidade de Carleton, no Canadá, mostra que procrastinar afeta a nossa saúde física e mental, e as pessoas que o realizam com frequência tendem a ter mais dores de cabeça e contraírem gripe mais fácil. Deixar para o dia seguinte uma atividade que pode ser feita sem interrupções pode ser algo positivo. Por isso, que procrastinar não é algo necessariamente ruim. O que a torna um hábito nocivo é o excesso dela, ou seja, quando vira rotina.

Leiza Oliveira, CEO da rede de franquias Minds Idiomas, faz a gestão de mais de 70 escolas. Nesses 10 anos, como qualquer empreendedora, teve os seus dias bons e ruins, e resolveu se aprofundar no tema para reduzir a procrastinação na sua rede de franchising e na sua própria rotina. Para ajudar você, Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas, lista 5 dicas para acabar com a procrastinação no seu trabalho: 

1. Combata a sua insegurança

Procrastinar tarefas complicadas tem haver com os nossos medos. Tem pessoas que tem medo do sucesso e não percebem. O primeiro passo para combater o “deixar para amanhã” é se observar. Vale escrever em um papel como se sente no momento em que aparece a preguiça. Dessa forma, terá refletido racionalmente sobre os seus sentimentos e fica mais fácil enfrentar as inseguranças. Outra dica é fazer terapia e conversar com amigos.

2. Não abuse da sua força de vontade

Desde que somos crianças ouvimos dos nossos pais e professores que com força de vontade é possível conquistar o mundo. É verdade que ela tem um papel fundamental na conquista dos objetivos, mas ela se esgota. Isso porque a força de vontade está ligada a energia cerebral e como sabemos a nossa mente fadiga após algum tempo sendo usada. O que te mantêm de pé de manhã, depois da noite mal dormida, produzindo bem e entregando resultados são os seus objetivos pessoais. Por isso, crie os objetivos de curto, médio e longo prazo. E comece devagar com eles. Com objetivos traçados fica mais fácil controlar a ansiedade e não se culpar quando a força de vontade findar.


3. Deixe abas de aplicativos fechadas e mantenha o celular longe

Essa dica parece ser óbvia, mas é a mais difícil de conseguir praticar. Isso acontece porque muitas profissões dependem das respostas instantâneas. Todavia, é comprovado que os seres humanos não são multitarefas e quando o fazem acabam não tendo foco e o resultado da entrega é duvidoso. Logo, avise clientes, parceiros, fornecedores e até seu chefe que nem sempre estará de olho nas telas. E caso seja algo urgente que podem te ligar. Telefonar está cada vez mais escasso, mas em tarefas como planejar, lidar com números ou mesmo escrever um texto, se manter longe dos eletrônicos é uma lição de ouro para completá-las. Vale estabelecer uma rotina de a cada 2 horas de atividade, um descanso de 20 minutos, que envolva mexer no celular e\ou tomar um café.

4. Coloque deadline\prazo para as suas tarefas

Vale colocar em uma planilha e acompanhar as suas tarefas diárias. Ao final do dia você terá o que executou no decorrer do dia e pode até fazer um relatório semanal para usar como folow up ou\e enviar ao seu gestor.

5. Pratique Mindfulness no trabalho

E eu não estou falando de meditar todos os dias. Se você conseguir fazer isso, ótimo! Mas esse última dica tem haver com o ato de manter os 5 sentidos no presente. A mente é elástica, por mais que no começo pareça difícil colocar a audição, visão, tato, paladar e olfato no presente, a prática tornará isso em hábito. O Mindfulness traz a concentração, a concentração leva ao desenvolvimento da tarefa e concomitantemente a conclusão dela. Ao finalizar as suas atividades, sem procrastinar, elevará a sua satisfação mental e o seu sucesso profissional!

Fonte: administradores.com

Como desenvolver uma resiliência extraordinária

Resiliência é uma capacidade de superar os problemas, adaptar, aprender, mas sem ser tragado por eles

Leo Babauta, 11 de janeiro de 2018

Resiliência extraordinária

Resiliência (iStockphoto)

Todos nós vivemos atolados em dificuldades, obstáculos, dores, cansaço e mil outros problemas, pequenos ou grandes.

O que determina se vamos superar esses contratempos ou se vamos deixá-los nos derrubarem é algo que os psicólogos chamam de “resiliência”. É uma capacidade de superar os problemas, adaptar, aprender, mas sem ser tragado por eles.

Descobri que a resiliência é um fator importante na minha própria jornada, das lutas por que passei durante as mudanças financeiras e de saúde ao longo dos anos até a navegação pelas águas desconhecidas e assustadoras do empreendedorismo.

A resiliência me permitiu:

  • Correr várias maratonas e uma ultramaratona (entre outros desafios físicos) mesmo machucado ou com contratempos nos treinos;
  • Publicar vários livros e cursos, mesmo em meio a problemas pessoais, medos, atrasos por conta de procrastinação, dentre outros;
  • Enfrentar desafios como dívidas ou queda na renda com uma atitude positiva, lidando com tais desafios à medida em que eles apareciam;
  • Criar seis filhos (com uma pequena ajuda da minha esposa), não importando quais as dificuldades que eles enfrentam ou qual a minha bagagem como pai;
  • Lidar com mortes na família com o coração aberto, não apenas encontrando compaixão no meu luto, mas também ajudando outros familiares em seus respectivos lutos.

Nada disso é para fazer alarde, apenas para mostrar o poder da simples resiliência. Não sou melhor do que nenhum outro ser humano, mas a resiliência me ajudou a lidar com essas dificuldades e acredito que pode ajudar você também.

É algo poderoso. Mas como desenvolvê-la? Porque, não se engane: é um conjunto de capacidades que podem ser desenvolvidas com o tempo. Algumas pessoas nascem com uma tendência maior à resiliência, mas todos nós podemos melhorar nesse aspecto.

Vou apresentar um conjunto de práticas para você trabalhar, caso queira desenvolver uma resiliência extraordinária. Espero que seja útil para você.

As práticas de resiliência

Seja qual for o problema que você enfrente — estresse, dificuldades, dores, lutos, reveses, fracassos, desapontamentos, frustrações, raiva, incertezas (grandes ou pequenas) — veja isso como uma oportunidade de praticar.

1. Perceba o que você não vê. Quando você está frustrado, desapontado ou entediado, você vê apenas a falta, o lado “ruim” das coisas. Isso significa que você está cego para o panorama — no momento em que alguém é rude, você é capaz de perceber que aquela pessoa enfrenta uma dor, que ela tem um coração terno dentro dela, que ela é, na verdade, um presente? Você percebe a vida, a luz do sol ao seu redor, os sons maravilhosos que chegam aos seus ouvidos? Em cada momento, há coisas maravilhosas para perceber, e quando focamos apenas nas partes que não gostamos, ficamos presos em uma visão de túnel e perdemos o que há de melhor na vida. Qual é a maravilha que você não está enxergando agora?

2. Foque em algo maior do que você. Como pai, é fantástico o que eu passo para ajudar meus filhos. Eu me coloco em situações de grande desconforto, se isso significa protegê-los, ajudá-los de alguma forma — e não parece nem um pouco com sacrifício. Pessoas que servem outras conhecem esse sentimento: quando você está fazendo algo por outros, o desconforto é algo que só percebemos depois. Quando você enfrenta uma dificuldade, se você se conectar sua tarefa a algo maior do que você, servir aos outros e não a você mesmo… a dificuldade se torna insignificante. Dessa maneira, cada dificuldade pode ser vista como coisa pequena.

3. Pratique a compaixão (por si e pelos outros). Quando você sente dor, apenas note isso. Deseje a si mesmo paz e felicidade, assim como você desejaria a um ente querido. Se alguém diante de você está com raiva ou irritado, deseje paz. Cada interação difícil é uma oportunidade para praticar essa habilidade-chave.

4. Veja como parte do seu crescimento. Quando você enfrenta um revés, não é o fim da estrada. É parte dela. Nenhuma jornada vale o trajeto se não tiver desconfortos e contratempos. Portanto, ao invés de pensar negativamente acerca de cada desafio que você enfrenta, enxergue-o como uma bela parte de seu crescimento pessoal.


5. Pratique a flexibilidade e adaptação. Rigidez só traz frustração. Se aprendermos a ser flexíveis e nos adaptarmos a qualquer situação, seremos mais felizes e bem-sucedidos em qualquer coisa que tentemos fazer. Quando você estiver no meio de uma situação desafiadora, pergunte-se como é possível ser mais flexível. Quando você for atingido por um fracasso, pergunte-se como se adaptar e melhorar para que você tenha sucesso na próxima tentativa. Veja como uma oportunidade de melhorar, de se tornar mais flexível na maneira de pensar e ser mais adaptável — nunca extinguível.

6. Encontre o prazer e a alegria. Cada situação volátil, cada desconforto e dificuldade trazem consigo algum tipo de encantamento, de prazer e alegria. Precisamos apenas encontrá-los. Abra seu coração. Pare de tentar rejeitar a situação e, ao invés disso, como uma criança, enxergue a maravilha nesse momento da vida.

7. Toda situação é um professor. Todas as coisas que aparecem diante de você são seus professores. Você pode rejeitar a lição e vê-la como algo que não quer para a vida ou você pode abrir sua mente para ela e descobrir como essa situação, essa pessoa, esse contratempo, pode lhe ensinar algo. Qual das lições elencadas acima está sendo ensinada para você? Você está recebendo a oportunidade de melhorar em qual das práticas descritas acima? Quando você descobrir, encontrou a chave para uma melhor resiliência.

Em cada momento, você tem uma escolha. Você quer sucumbir às dificuldades, desejando que elas evaporasem, ou você quer ficar mais forte com elas, aprender com elas, abrir-se para as brilhantes lições e fantásticas experiências?

Em cada momento, você tem a oportunidade de praticar. Não é fácil. Mas é o caminho da resiliência e do amor.


O artigo foi publicado no blog do autor e cedido gentilmente ao Administradores.com.

Fonte: Administradores.com

Como sobreviver períodos em que nada parece dar certo?

Resiliência é a capacidade de um material voltar ao seu estado natural após alguma situação crítica e fora do comum

Resiliência

(Foto/Thinkstock)

A roda parece girar em falso. A sensação é de que nunca se trabalhou tanto e se obteve tão pouco resultado. Percepção típica de tempos de crise, ela vem acompanhada do medo de perder o emprego, do aumento de tarefas por causa das equipes cada vez mais enxutas, da pressão por maior produtividade e da exigência para fazer mais com menos.

Como uma tentativa de se mostrarem essenciais e de garantir seu cargo, os profissionais dão mais de si mesmos e dedicam mais horas ao serviço. Ao longo do tempo, isso leva a esgotamento físico e mental. “Há uma grande pressão por maior desempenho, mas as condições das empresas e do mercado dificultam esse processo, angustiando ainda mais os funcionários”, diz Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR).

Com isso, aumentam os casos de depressão, ansiedade e de crises de pânico. (Dados da Secretaria de Previdência Social indicam que os benefícios de auxílio-doença concedidos devido a transtornos de ansiedade subiram 27,6% nos últimos cinco anos.)

O desafio é duplo para o líder de recursos humanos, que não só precisa ajudar a mão de obra a sobreviver nesse cenário como também ele próprio navega por águas turbulentas. “O RH está no meio do sanduíche: pressionado pelos profissionais que estão numa posição desconfortável e também dos executivos que esperam que ele faça alguma mágica”, diz Ana Maria Rossi.

Como sobreviver a períodos como este, em que, por mais que se trabalhe, nada sai? Resiliência parece ser a palavra de ordem para responder a essa pergunta.

A ciência explica

Resiliência é diferente de resistência. Emprestado da física, o primeiro diz respeito à capacidade de um material voltar ao seu estado natural após alguma situação crítica e fora do comum. No âmbito da gestão de pessoas, “é a habilidade de se adaptar à situação e de superar uma adversidade, tornando-se um indivíduo ou profissional melhor”, diz Ana Maria.

Ser resistente, por sua vez, é apenas lidar com a situação — sem ganho algum. Uma pesquisa recente da Isma-Br mostra que somente 23% dos profissionais no Brasil têm características que levam à resiliência: entre eles, 93% têm a autoestima elevada, 86% praticam o autocontrole por meio de técnicas de relaxamento, e 81% são flexíveis para lidar com as frustrações. Entre os resistentes, 85% se queixam de dores musculares, e 74% usam de bebidas alcoólicas ou medicamentos para lidar com as adversidades do dia a dia.

Têm mais dificuldade para lidar com essas conjunturas os indivíduos agressivos (aqueles que sempre buscam um culpado por tudo) e os passivos (que engolem sapos com frequência). No fundo, ninguém nasce resiliente — mas algumas características ajudam a desenvolver essa qualidade.

Para a presidente da Isma-Br, são três as principais variáveis a ser praticadas: a autoestima, a flexibilidade e a rede de contatos (tanto a profissional quanto os amigos). A assertividade, a arte de dialogar racionalmente e verbalizar suas posições sem se indispor com o outro, também é uma característica fundamental quando “o bicho pega”.



Nesse ponto, é importante entender o processo encadeado por trás da tomada de decisão — campo de estudo de uma área relativamente nova da neurociência, a neuroeconomia. Claudia Feitosa-Santana, pós-doutora nessa matéria pela Universidade de Chicago, explica que quando decidimos por uma coisa ou outra levamos em conta dois níveis: o nosso (o que é bom para nós) e o dos outros (o que é bom para todos). Numa situação de perigo, como uma crise, “automaticamente agimos pelo nosso bem”, diz a especialista. Logo, ser resiliente não é aceitar a situação, mas, sim, ter consciência de que você pode estar fazendo algo do qual não concorda ou não gosta por uma causa que vai lhe beneficiar — como manter o salário, por exemplo.

Perda de energia

Outro conceito da física ajuda a entender a sensação de que nada vai para a frente nas empresas: a entropia. “É a grandeza que mede quanto de energia um sistema precisa para processar um resultado”, diz Cláudio Garcia, vice-presidente de estratégia e desenvolvimento corporativo da consultoria Lee Hecht Harrison (LHH). Em outras palavras: a entropia indica a quantidade de esforço que um profissional deve empenhar até que a tarefa seja concluída. Quanto maior o resultado com menor energia, mais entrópico é o sistema.

O problema é que a crise aumenta a preocupação da liderança, que fica ainda mais desconfiada e centralizadora. Paralelamente, as organizações, para evitar custos desnecessários, também intensificam os controles, ao mesmo tempo em que reduzem as equipes. Resultado: muita luta e pouca finalização. Especialmente nos cenários adversos, as companhias deveriam investir em sistemas e processos que reduzissem o esforço do trabalhador pelo menos com as demandas administrativas.

Para Roberto Aylmer, especialista em gestão estratégica de pessoas e professor na Fundação Dom Cabral, cabe ao líder de RH puxar essa fila, atuando junto com os demais executivos. “Ele deve criar uma forma de gestão mais participativa, matricial e inteligente, com mais suporte da base”, afirma. Pensar em um propósito e causas coletivas também ajudam a enfrentar o turbilhão.

Diversos estudos apontam a ligação entre o propósito, o engajamento e a produtividade dos funcionários. Uma pesquisa da Korn Ferry Hay Group mostra que 1% de queda no engajamento impacta em até 22% a produtividade de um trabalhador. Segundo Elton Moraes, consultor sênior da consultoria, isso é resultado da perda de confiança nas lideranças e da falta de transparência das corporações durante a crise. “Ainda que a direção da empresa não saiba o que vai acontecer, ela precisa promover um contato direto com os trabalhadores, nem que seja para dizer que pode, sim, haver cortes, mas que ainda está contando com eles”, diz.

Se a comunicação for bem-feita e as pessoas se sentirem parte do todo, podem até sair fortalecidas do furacão. Para Cláudio Garcia, da LHH, situações de crises possibilitam criar mais vínculos e sensação de propósito entre as pessoas do que momentos de crescimento e sucesso. Ele cita um estudo da Darden School of Business, da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, que comprovou que os indivíduos que sofrem juntos formam laços que vão além do ambiente corporativo, contagiando clientes, fornecedores, parentes e sociedade. Ao gerar essas conexões sociais, as empresas contribuem para a formação da resiliência.

Fonte: EXAME.com

Mindfulness: Explore seu potencial de forma consciente e significativa

Mindfulness é um conceito originado na tradição budista que evidencia a clareza de consciência do mundo interior e exterior, incluindo emoções, pensamentos e ações

Mindfulness

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Uma das práticas mais bem avaliadas nos programas da Polifonia é o ‘check in’, um exercício de presença realizado antes de iniciar cada encontro no qual os participantes, sentados em círculo, relatam como foi o dia de cada um, com qual estado estão chegando à sessão e porque estão lá naquele momento. Os depoimentos são muito breves, mas são cinco minutos nos quais a pessoa tem a chance de se desconectar de tudo o que aconteceu no seu dia para estar plenamente concentrado na sessão que vai se iniciar, sem que pensamentos, emoções ou ações interfiram no seu aprendizado.

Leia também: Entenda como administrar as emoções, buscando um melhor desempenho pessoal.

Este exercício de desconexão com o antes e o externo e conexão com o agora e o aqui é uma das várias práticas que estimulam o mindfulness. Mindfulness é um conceito originado na tradição budista que evidencia a clareza de consciência do mundo interior e exterior, incluindo emoções, pensamentos e ações. Pessoas com mindfulness compreendem que influências externas podem afetar o seu julgamento e gerar vieses de interpretação e julgamento da realidade à sua volta. Nossa percepção da realidade filtra nossa capacidade cognitiva de interpretar a realidade à nossa volta.

Quando você está em um estado de mindfulness, seu foco está no aqui e no agora. Sua consciência é expandida a ponto de compreender claramente todas as conexões que existem entre você e o ambiente à sua volta, incluindo a relevância e a pertinência das pessoas, objetos e cenários daquele momento e como você se insere neste contexto, compreendendo a unicidade deste conjunto. Pessoas mindful conseguem desconectar seus pensamentos dos fatos, julgando eventos e situações sem interferência de seu ego, isolando os efeitos de sua carga emocional e experiências passadas.

Uma das formas de avaliar se você é mindful é a natureza do seu trabalho. Você sente que uma boa parte do seu dia você está no automático, realizando as atividades de forma mecânica? De vez em quando sente que está com a cabeça em outro lugar quando faz alguma coisa e se dispersa com facilidade, sentindo-se distante, desconectado? Você com frequência tem dificuldade para se concentrar em uma tarefa ou atividade? No seu trabalho, você apenas cumpre o que foi dito para fazer, sem saber o significado do que faz? Sofre de ansiedade sobre algo que pode acontecer? Fica se remoendo por ocorrências passadas? Se você respondeu ‘sim’ a qualquer uma destas perguntas, a prática de mindfulness vai ajuda-lo bastante em sua vida e seu trabalho.

O treinamento de mindfulness envolve o exercício da prática da desconexão do seu dia-a-dia, passando pela limpeza do pensamento de fatos que podem afetar o julgamento da situação. Existem várias formas de praticar o mindfulness. Da meditação, o caminho mais clássico, a uma pequena oração no início da manhã, uma pausa para um café no meio do dia, exercícios simples de respiração e concentração. Você também pode treinar sua concentração lendo um livro em um ambiente barulhento e cheio de distrações. Ajuda muito a prática da observação sistemática também, sentar-se em um local público e prestar atenção em todos os detalhes à sua volta, móveis, cores, cheiros, pessoas, movimentos, texturas, etc.

Com 14 estudos sobre mindfulness, a Conferência anual da Academy of Management ocorrida em Atlanta, Georgia, EUA este mês bateu o recorde de artigos e demonstra que o interesse pelo tema só cresce na comunidade acadêmica. A Academy of Management é a principal conferência sobre gestão de negócios e administração de empresas no mundo. Os estudos sobre mindfulness este ano abordaram o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, estresse, satisfação com o trabalho, desempenho individual, equilíbrio emocional, liderança, trabalho em equipe e ambiente corporativo.

Um dos estudos, por exemplo, demonstrou que equipes que praticam mindfulness se concentram melhor em situações de estresse e produzem resultados melhores do que outras equipes. Outro estudo constatou que pessoas com mindfulness são mais propensas a regular suas emoções, pensamentos e comportamentos e, consequentemente, menos afeitos a reagir negativamente a eventos de adversidade, como quebra de contrato, mal atendimento ou injustiça.

Um dos estudos foi particularmente interessante. Os pesquisadores estudaram a relação entre mindfulness e a liderança servidora. Líderes mindful exercitam a empatia com seus funcionários e tendem a ser mais servis. O líder servidor é uma tendência crescente nas organizações, um conceito que parte do pressuposto que o líder de equipes experientes só está lá para garantir a harmonia da equipe, já que cada um, individualmente, já sabe realizar bem suas tarefas e não requer supervisão direta. O líder servidor tem plena consciência do todo em sua equipe e seu projeto e age para garantir que haja menos interferências ou desarmonia na equipe, ‘servindo’ sua equipe com sua autoridade e poder para o que eles precisam para executar bem suas tarefas.

Embora mindfulness seja mais relevante no desempenho em tarefas repetitivas e, coletivamente, em integração de times, o efeito se manifesta com mais frequência em situações inesperadas, sobretudo em eventos de crise. Um estudo analisou 102 chamadas recebidas pelo 911 nos EUA durante o ataque terrorista ao World Trade Center e verificou que os atendentes que mais conseguiram salvar vidas foram aqueles que, mais do que estarem calmas diante do trágico momento, conseguiram também se colocar no lugar das vítimas e dar orientações precisas dentro da circunstância de cada um e souberam tomar decisões rápidas de forma precisa e direcionada.

Um dos aspectos mais valorizados nos estudos sobre os traços e características empreendedores é o chamado ‘locus de controle’, a capacidade dos empreendedores de controlar o seu futuro e serem atores ativos das suas realizações e conquistas. O locus de controle remete à crença de que não existe sorte nem acaso, tudo o que o empreendedor consegue é fruto de suas ações e decisões. O locus de controle é desenvolvido pela prática do mindfulness. Através da consciência do seu nível de controle e do seu poder de interferência sobre este ambiente, o empreendedor toma melhores decisões e age pró-ativamente em favor das transformações que promove.

Temos trabalhado muito em desenvolver o nosso ‘saber’ e ‘fazer’. O exercício do mindfulness o levará a um novo patamar de desenvolvimento pessoal, o ‘ser’, fundamental para qualquer profissional que deseja saber como melhor aplicar seu conhecimento, habilidades e competências de forma consciente, significativa e relevante ao seu atual momento e ambiente.

Fonte: administradores.com

Dica para aproveitar o tempo na faculdade sem perder a motivação

Veja como encontrar tempo para explorar seus próprios interesses.

Dica para aproveitar o tempo na faculdade sem perder a motivação

Imagem: iStock

Benjamin Franklin é um exemplo de produtividade muito citado nos Estados Unidos. Dá para entender o motivo lendo poucas linhas da sua biografia: o cara foi jornalista, escritor, filantropo, político, funcionário público, cientista, diplomata e inventor. Ele fez descobertas importantes sobre eletricidade e meteorologia e entre suas invenções estão o para-raios, as lentes bifocais e o corpo de bombeiros norte-americano.

Uma das práticas atribuídas a ele para dar conta de tudo sem deixar a criatividade de lado é a chamada “regra das cinco horas [semanais]”. Benjamin Franklin costumava investir pelo menos uma hora em cada dia da semana (tirando os finais de semana) para aprender coisas novas e trabalhar em projetos pessoais.

Mesmo que estivesse ocupado no dia, ele sempre usava essa horinha para fazer coisas como ler e escrever, refletir sobre os objetivos que queria atingir e medir seu progresso, fazer experimentos ou simplesmente pensar sobre questões diversas.

Estamos falando sobre o tema neste blog porque a faculdade pode exigir muito do seu tempo e você pode eventualmente se sentir sobrecarregado. E quando a gente fica sobrecarregado pode começar a deixar de ver sentido nas coisas e se desanimar.

Além disso, com o excesso de tarefas, é comum fazer tudo no automático para terminar logo. O ponto principal da regra das cinco horas é ter um tempo de respiro, para refletir sobre o que você tem aprendido e sobre as coisas que lhe são importantes.

Nessa horinha do seu dia, você pode:

– planejar o seu aprendizado. Você vai ter várias matérias para estudar obrigatoriamente, mas a universidade também vai lhe dar a oportunidade de desenvolver interesses que você nem imaginava ter. Pense nos assuntos ou habilidades que você quer explorar mais a fundo e planeje como vai fazer isso. E então use parte desse tempo livre para ir atrás disso.

– praticar o que você tem aprendido – e refletir a respeito. Em vez de só fazer as coisas sem pensar, a ideia é prestar atenção às suas práticas e leituras e avaliar o seu progresso. Identifique seus pontos fortes e fracos, peça a opinião de seus colegas e professores sobre como você está se saindo. Peça dicas para melhorar.

– desafiar-se e testar ideias. Quanto mais a gente aprende, mais quer aprender. Use esse tempo para se desafiar ou fazer experimentos e desenvolver projetos nas áreas em que mais se interessar.

A grande vantagem desse método é constância: você vai ver que pode chegar muito mais longe fazendo um pouquinho a cada dia do que fazendo muita coisa uma vez por ano. É só pensar no processo de leitura daqueles livros enormes que a gente pena para terminar: podemos até passar uns anos tentando ler um monte de páginas a cada seis meses, mas só conseguimos realmente terminar o livro quando assumimos o compromisso de ler um pouquinho a cada dia, mas com regularidade.

(Via Stanford).