Procrastinação

Você é procrastinador?

Aprenda a identificar os sinais da procrastinação no dia a dia

Redação, Administradores.com, 

Procrastinação

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Para muitas pessoas, a procrastinação já virou um hábito. Adiar atividades ou demorar um tempo maior do que o necessário para executar uma tarefa é, para muitos, uma regra no dia a dia. Para o especialista e fundador da Febracis, Paulo Vieira, a procrastinação afeta não só o rendimento do seu trabalho, mas toda a sua rotina. "Você costuma se sentir angustiado, ter a sensação de trabalhar sem descanso e não conseguir administrar os seus momentos de lazer com as horas de trabalho? Se a sua resposta for "sim", você provavelmente é um procrastinador", avalia.

Existem muitos motivos que tornam alguém um procrastinador. No entanto, é mais fácil adquirir o hábito quando não temos cobranças externas ou quando parece que temos um tempo longo para executar as tarefas. "Prazeres momentâneos de descanso, por exemplo, podem nos fazer adiar tarefas. Redes sociais ou aplicativos no celular podem atrair a nossa atenção por tanto tempo, que deixamos de fazer as nossas obrigações, ou quando a fazemos, fazemos de forma corrida e a qualidade fica comprometida", pontua Vieira.

Mas como saber se você é um procrastinador? O especialista explica que, muitas vezes, são as atitudes mais simples que podem ajudar a identificar se somos ou não procrastinadores. Por isso, fique atento se você faz parte daqueles que:

  • Se distraem constantemente nas redes sociais;
  • Usam constantemente o botão da soneca;
  • Perdem prazos de inscrição em vagas de trabalho;
  • Adiam as tarefas mais complexas e que exigem mais dedicação e atenção;
  • Perdem mais tempo do que o necessário fazendo tarefas simples;
  • Inventam tarefas momentâneas e, com isso, adiam outras tarefas importantes;
  • Ligam o computador para trabalhar e se perdem navegando em sites da internet;
  • Não tem foco;
  • Não cumprem prazos ou os cumprem no último minuto;
  • Viram noites trabalhando ou estudando;
  • Deixam para fazer as coisas na última hora.

O fundador da Febracis explica que se essas ações fazem parte da sua rotina, você é um procrastinador. "Você está se autoboicotando, impedindo a si mesmo de atingir os seus objetivos e o seu sucesso. Por isso, é importante ficar atento em como essas ações podem estar afetando a sua vida e a sua saúde para tomar as atitudes necessárias", acrescenta.

Como vencer a procrastinação?

Existem muitas técnicas para vencer a procrastinação, mas o primeiro passo é reconhecer quais são os seus gatilhos. Com isso, você poderá identificar quais são os seus autoboicotes para agir sobre eles. No entanto, Vieira dá algumas dicas básicas podem servir para você criar um senso de responsabilidade e urgência, que te ajudarão a parar de adiar seus compromissos.

  • Tenha uma planilha das suas atividades, seja em um caderno ou em um aplicativo;
  • Perceba quais são as suas horas mais produtivas (manhã, tarde, noite) e se organize para tirar proveito desse momento;
  • Comece o seu dia com as tarefas mais importantes;
  • Crie um senso de urgência para não adiar os seus compromissos;
  • Fique longe das distrações, como celular, redes sociais e internet;
  • Encontre prazer no processo de executar as suas tarefas;
  • Crie recompensas para as tarefas executadas e consequências para as que são adiadas;
  • Divida uma tarefa complexa em várias tarefas simples;
  • Buscar alternativas e acompanhamento especializado, como o coaching de alcance de metas, também é essencial para você atingir os seus objetivos.

Leia também: Encontre o prazer naquilo que faz e fuja da procrastinação

4 dicas da ciência para acelerar o seu aprendizado

Aprenda a driblar o cansaço, manter-se motivado e garantir sua concentração

Acelerar o aprendizado

Acelerar o aprendizado (jacoblund/iStock)

Trancar-se no seu quarto, debruçado sobre os livros de manhã até a noite, por meses a fio, sem tempo para amigos, lazer ou academia: essa é a rotina de muita gente que estuda para o vestibular.

Esse ritmo frenético de trabalho é considerado normal para quem está se preparando para um grande desafio, mas não é recomendado pela neurociência. Isso porque descuidar do próprio bem-estar físico e mental prejudica o seu desempenho cognitivo e, consequentemente, diminui as suas chances de reter o conteúdo e tirar uma boa nota na prova.

“A maioria das pessoas esquece que o cérebro é uma parte do corpo, tal como língua, fígado ou coração”, diz o neurocientista Pedro Calabrez, professor da Casa do Saber e pesquisador do Laboratório de Neurociências Clínicas (LiNC) da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP.

Só é possível aprender rápido — e bem — se o seu organismo estiver bem alimentado, hidratado, descansado e saudável como um todo. A parte mais negligenciada desse autocuidado costuma ser o sono, fundamental para a eliminação de toxinas e para a fixação das memórias.

Imagine que você acordou subitamente após um repouso de 4 horas e agora se depara com um dilema: levantar da cama para adiantar os estudos ou dormir por mais 2 horas?

A segunda opção é definitivamente a mais inteligente, diz Carla Tieppo, neurocientista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Ela explica que a noite de sono precisa durar entre 6 e 8 horas, no mínimo. É o tempo necessário para entrar na fase REM (“Rapid Eye Movement” ou “movimento rápido dos olhos”), quando ocorrem processos fundamentais para a memória.

Também é bom evitar o consumo exagerado de álcool antes de dormir, já que a embriaguez dificulta a entrada na fase REM. Melhor substituir as latas de cerveja por uma rápida revisão da matéria. Segundo Tieppo, estudar um pouco logo antes de dormir, nem que seja por 10 minutos, ajuda o cérebro a fixar esse conteúdo. 

Confira a seguir outras técnicas recomendadas pela neurociência para acelerar o seu aprendizado:

 

1. Busque atrelar emoções ao estudo

Muita gente supõe que tudo que diz respeito aos estudos é racional. Mas não é: a memorização é uma equação complexa em que a chamada “valência emocional” influi de forma decisiva. De forma simplificada, se você associa uma certa informação a um sentimento positivo, como a alegria, o seu cérebro será capaz de retomá-la mais facilmente no futuro.

Daí a técnica dos professores de cursinho pré-vestibular de contar piadas ou fazer associações engraçadas sobre o conteúdo das aulas. “O humor é um canal de acesso fácil às emoções”, explica Calabrez. O medo, a raiva, a tristeza e outros sentimentos negativos, por outro lado, atuam na direção contrária e condicionam uma aprendizagem de baixa qualidade.

Na preparação para vestibular, por exemplo, é interessante explorar o significado dessa decisão para a sua vida. “Procure pensar no valor daquele estudo para o seu engrandecimento profissional e pessoal, e não só como uma ferramenta para ser aprovado numa carreira que pagará um salário alto”, diz o professor da Casa do Saber.

Quanto mais você atribuir significado emocional a um certo conhecimento, mais chances terá de guardá-lo para sempre. E não apenas isso: mais motivação você terá para persistir nos estudos.

É o que Tieppo define como intenção genuína. “Se você está interessado só no salário daquele cargo, quer só ‘atropelar’ a prova, você não vai estar intimamente envolvido com o estudo”, explica a professora da Santa Casa. Para agilizar o aprendizado, você precisa estar realmente motivado; e, para estar motivado, você precisa genuinamente ter a intenção de aprender.



2. Não exercite apenas o cérebro

Quem vai pensar em academia quando tem uma pilha de apostilas para estudar? Fazer atividade física pode parecer supérfluo nesse momento, mas não é. De acordo com Calabrez, exercícios regulares, especialmente os de natureza aeróbica, são os mais indicados.

Buscar atividade física faz o cérebro funcionar melhor, já que todo o corpo fica mais saudável e bem regulado. Até os processos afetivos, ligados à motivação, podem ser beneficiados com natação, corrida, caminhada ou outras práticas esportivas.

Isso para não falar na importância desse tipo de atividade para liberar o estresse da rotina, que prejudica a aprendizagem. Lazer, repouso e convívio social também precisam ter algum espaço na sua agenda, pela mesma razão.

3. Descubra o seu estilo de aprender

Dada a complexidade do cérebro humano, está comprovado que não existe uma única forma de aprender. Por isso, não adianta insistir em métodos que claramente não estão surtindo efeito.

Se você sente que suas sessões de estudo só estão produzindo cansaço, é fundamental experimentar diversas técnicas e adotar aquela que funciona melhor para você.

“Se você não tem um hábito de leitura consistente, formado na 1ª ou 2ª infância, ler não será uma boa forma de estudo para você”, explica Tieppo. “Nesse caso, experimente gravar áudios, assistir a vídeos, desenhar mapas mentais, enfim, buscar instrumentos adequados ao seu funcionamento”.

4. Elimine os “ralos” de atenção

O aprendizado se torna lento e irregular se você divide seu foco entre diversos estímulos enquanto está estudando. É o que Calabrez chama de “ralos” de atenção: mensagens nas redes sociais, notificações do celular, ruídos que vêm da rua, pessoas que chegam para conversar.

As interrupções não-programadas têm um efeito devastador sobre o aprendizado. “Quando você não está inteiramente concentrado naquilo, você está dizendo para o seu cérebro que aquela informação não é tão importante para você, e é provável que ela acabe sendo descartada”, explica Tieppo.

Para otimizar os seus estudos — e evitar o cansaço de retomar várias vezes o fio da meada — a dica dos neurocientistas é buscar um local de estudos isolado e silencioso, e desligar todo o seu contato com a tecnologia.

Você pode programar alguns intervalos para levantar, tomar um café, checar o celular e conversar com alguém. Nos blocos de tempo dedicados ao estudo, porém, é preciso eliminar radicalmente qualquer possível fonte de distração.

Fonte: Guia do Estudante

Preguiça de Carnaval

5 dicas para vencer a preguiça após o carnaval

Mas como vencer a “preguiça” e deixar de procrastinar e nos tornarmos mais produtivos no trabalho?

Redação, Administradores.com, 

Preguiça de Carnaval

Preguiça de Carnaval (istock)

O verbo procrastinar tem haver com o deixar para depois. Após um período de descanso tendemos mais ainda a deixar para depois atividades no trabalho que exigem mais concentração. Como o descanso dos feriados, o famoso carnaval brasileiro.

Mas como vencer a “preguiça” e deixar de procrastinar e nos tornarmos mais produtivos no trabalho?

O ato de deixar para amanhã tarefas difíceis e que tiram a mente da zona de conforto é algo orgânico. Ou seja, todos os seres humanos são programados biologicamente para procrastinar e isso acontece porque o ato de deixar para depois têm haver com o medo e o medo existe desde o nascimento. Medo da tarefa não ficar boa, medo do cliente não gostar do que vamos entregar medo dos colaboradores que fazemos a gestão, medo de não ter retorno com a franquia ou com o próprio negócio, e etc.

A Universidade do Colorado divulgou recentemente que procrastinação e impulsividade podem ser agravadas por questões genéticas. Outro estudo feito pela Universidade de Carleton, no Canadá, mostra que procrastinar afeta a nossa saúde física e mental, e as pessoas que o realizam com frequência tendem a ter mais dores de cabeça e contraírem gripe mais fácil. Deixar para o dia seguinte uma atividade que pode ser feita sem interrupções pode ser algo positivo. Por isso, que procrastinar não é algo necessariamente ruim. O que a torna um hábito nocivo é o excesso dela, ou seja, quando vira rotina.

Leiza Oliveira, CEO da rede de franquias Minds Idiomas, faz a gestão de mais de 70 escolas. Nesses 10 anos, como qualquer empreendedora, teve os seus dias bons e ruins, e resolveu se aprofundar no tema para reduzir a procrastinação na sua rede de franchising e na sua própria rotina. Para ajudar você, Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas, lista 5 dicas para acabar com a procrastinação no seu trabalho: 

1. Combata a sua insegurança

Procrastinar tarefas complicadas tem haver com os nossos medos. Tem pessoas que tem medo do sucesso e não percebem. O primeiro passo para combater o “deixar para amanhã” é se observar. Vale escrever em um papel como se sente no momento em que aparece a preguiça. Dessa forma, terá refletido racionalmente sobre os seus sentimentos e fica mais fácil enfrentar as inseguranças. Outra dica é fazer terapia e conversar com amigos.

2. Não abuse da sua força de vontade

Desde que somos crianças ouvimos dos nossos pais e professores que com força de vontade é possível conquistar o mundo. É verdade que ela tem um papel fundamental na conquista dos objetivos, mas ela se esgota. Isso porque a força de vontade está ligada a energia cerebral e como sabemos a nossa mente fadiga após algum tempo sendo usada. O que te mantêm de pé de manhã, depois da noite mal dormida, produzindo bem e entregando resultados são os seus objetivos pessoais. Por isso, crie os objetivos de curto, médio e longo prazo. E comece devagar com eles. Com objetivos traçados fica mais fácil controlar a ansiedade e não se culpar quando a força de vontade findar.


3. Deixe abas de aplicativos fechadas e mantenha o celular longe

Essa dica parece ser óbvia, mas é a mais difícil de conseguir praticar. Isso acontece porque muitas profissões dependem das respostas instantâneas. Todavia, é comprovado que os seres humanos não são multitarefas e quando o fazem acabam não tendo foco e o resultado da entrega é duvidoso. Logo, avise clientes, parceiros, fornecedores e até seu chefe que nem sempre estará de olho nas telas. E caso seja algo urgente que podem te ligar. Telefonar está cada vez mais escasso, mas em tarefas como planejar, lidar com números ou mesmo escrever um texto, se manter longe dos eletrônicos é uma lição de ouro para completá-las. Vale estabelecer uma rotina de a cada 2 horas de atividade, um descanso de 20 minutos, que envolva mexer no celular e\ou tomar um café.

4. Coloque deadline\prazo para as suas tarefas

Vale colocar em uma planilha e acompanhar as suas tarefas diárias. Ao final do dia você terá o que executou no decorrer do dia e pode até fazer um relatório semanal para usar como folow up ou\e enviar ao seu gestor.

5. Pratique Mindfulness no trabalho

E eu não estou falando de meditar todos os dias. Se você conseguir fazer isso, ótimo! Mas esse última dica tem haver com o ato de manter os 5 sentidos no presente. A mente é elástica, por mais que no começo pareça difícil colocar a audição, visão, tato, paladar e olfato no presente, a prática tornará isso em hábito. O Mindfulness traz a concentração, a concentração leva ao desenvolvimento da tarefa e concomitantemente a conclusão dela. Ao finalizar as suas atividades, sem procrastinar, elevará a sua satisfação mental e o seu sucesso profissional!

Fonte: administradores.com

Como desenvolver uma resiliência extraordinária

Resiliência é uma capacidade de superar os problemas, adaptar, aprender, mas sem ser tragado por eles

Leo Babauta, 11 de janeiro de 2018

Resiliência extraordinária

Resiliência (iStockphoto)

Todos nós vivemos atolados em dificuldades, obstáculos, dores, cansaço e mil outros problemas, pequenos ou grandes.

O que determina se vamos superar esses contratempos ou se vamos deixá-los nos derrubarem é algo que os psicólogos chamam de “resiliência”. É uma capacidade de superar os problemas, adaptar, aprender, mas sem ser tragado por eles.

Descobri que a resiliência é um fator importante na minha própria jornada, das lutas por que passei durante as mudanças financeiras e de saúde ao longo dos anos até a navegação pelas águas desconhecidas e assustadoras do empreendedorismo.

A resiliência me permitiu:

  • Correr várias maratonas e uma ultramaratona (entre outros desafios físicos) mesmo machucado ou com contratempos nos treinos;
  • Publicar vários livros e cursos, mesmo em meio a problemas pessoais, medos, atrasos por conta de procrastinação, dentre outros;
  • Enfrentar desafios como dívidas ou queda na renda com uma atitude positiva, lidando com tais desafios à medida em que eles apareciam;
  • Criar seis filhos (com uma pequena ajuda da minha esposa), não importando quais as dificuldades que eles enfrentam ou qual a minha bagagem como pai;
  • Lidar com mortes na família com o coração aberto, não apenas encontrando compaixão no meu luto, mas também ajudando outros familiares em seus respectivos lutos.

Nada disso é para fazer alarde, apenas para mostrar o poder da simples resiliência. Não sou melhor do que nenhum outro ser humano, mas a resiliência me ajudou a lidar com essas dificuldades e acredito que pode ajudar você também.

É algo poderoso. Mas como desenvolvê-la? Porque, não se engane: é um conjunto de capacidades que podem ser desenvolvidas com o tempo. Algumas pessoas nascem com uma tendência maior à resiliência, mas todos nós podemos melhorar nesse aspecto.

Vou apresentar um conjunto de práticas para você trabalhar, caso queira desenvolver uma resiliência extraordinária. Espero que seja útil para você.

As práticas de resiliência

Seja qual for o problema que você enfrente — estresse, dificuldades, dores, lutos, reveses, fracassos, desapontamentos, frustrações, raiva, incertezas (grandes ou pequenas) — veja isso como uma oportunidade de praticar.

1. Perceba o que você não vê. Quando você está frustrado, desapontado ou entediado, você vê apenas a falta, o lado “ruim” das coisas. Isso significa que você está cego para o panorama — no momento em que alguém é rude, você é capaz de perceber que aquela pessoa enfrenta uma dor, que ela tem um coração terno dentro dela, que ela é, na verdade, um presente? Você percebe a vida, a luz do sol ao seu redor, os sons maravilhosos que chegam aos seus ouvidos? Em cada momento, há coisas maravilhosas para perceber, e quando focamos apenas nas partes que não gostamos, ficamos presos em uma visão de túnel e perdemos o que há de melhor na vida. Qual é a maravilha que você não está enxergando agora?

2. Foque em algo maior do que você. Como pai, é fantástico o que eu passo para ajudar meus filhos. Eu me coloco em situações de grande desconforto, se isso significa protegê-los, ajudá-los de alguma forma — e não parece nem um pouco com sacrifício. Pessoas que servem outras conhecem esse sentimento: quando você está fazendo algo por outros, o desconforto é algo que só percebemos depois. Quando você enfrenta uma dificuldade, se você se conectar sua tarefa a algo maior do que você, servir aos outros e não a você mesmo… a dificuldade se torna insignificante. Dessa maneira, cada dificuldade pode ser vista como coisa pequena.

3. Pratique a compaixão (por si e pelos outros). Quando você sente dor, apenas note isso. Deseje a si mesmo paz e felicidade, assim como você desejaria a um ente querido. Se alguém diante de você está com raiva ou irritado, deseje paz. Cada interação difícil é uma oportunidade para praticar essa habilidade-chave.

4. Veja como parte do seu crescimento. Quando você enfrenta um revés, não é o fim da estrada. É parte dela. Nenhuma jornada vale o trajeto se não tiver desconfortos e contratempos. Portanto, ao invés de pensar negativamente acerca de cada desafio que você enfrenta, enxergue-o como uma bela parte de seu crescimento pessoal.


5. Pratique a flexibilidade e adaptação. Rigidez só traz frustração. Se aprendermos a ser flexíveis e nos adaptarmos a qualquer situação, seremos mais felizes e bem-sucedidos em qualquer coisa que tentemos fazer. Quando você estiver no meio de uma situação desafiadora, pergunte-se como é possível ser mais flexível. Quando você for atingido por um fracasso, pergunte-se como se adaptar e melhorar para que você tenha sucesso na próxima tentativa. Veja como uma oportunidade de melhorar, de se tornar mais flexível na maneira de pensar e ser mais adaptável — nunca extinguível.

6. Encontre o prazer e a alegria. Cada situação volátil, cada desconforto e dificuldade trazem consigo algum tipo de encantamento, de prazer e alegria. Precisamos apenas encontrá-los. Abra seu coração. Pare de tentar rejeitar a situação e, ao invés disso, como uma criança, enxergue a maravilha nesse momento da vida.

7. Toda situação é um professor. Todas as coisas que aparecem diante de você são seus professores. Você pode rejeitar a lição e vê-la como algo que não quer para a vida ou você pode abrir sua mente para ela e descobrir como essa situação, essa pessoa, esse contratempo, pode lhe ensinar algo. Qual das lições elencadas acima está sendo ensinada para você? Você está recebendo a oportunidade de melhorar em qual das práticas descritas acima? Quando você descobrir, encontrou a chave para uma melhor resiliência.

Em cada momento, você tem uma escolha. Você quer sucumbir às dificuldades, desejando que elas evaporasem, ou você quer ficar mais forte com elas, aprender com elas, abrir-se para as brilhantes lições e fantásticas experiências?

Em cada momento, você tem a oportunidade de praticar. Não é fácil. Mas é o caminho da resiliência e do amor.


O artigo foi publicado no blog do autor e cedido gentilmente ao Administradores.com.

Fonte: Administradores.com

Como sobreviver períodos em que nada parece dar certo?

Resiliência é a capacidade de um material voltar ao seu estado natural após alguma situação crítica e fora do comum

Resiliência

(Foto/Thinkstock)

A roda parece girar em falso. A sensação é de que nunca se trabalhou tanto e se obteve tão pouco resultado. Percepção típica de tempos de crise, ela vem acompanhada do medo de perder o emprego, do aumento de tarefas por causa das equipes cada vez mais enxutas, da pressão por maior produtividade e da exigência para fazer mais com menos.

Como uma tentativa de se mostrarem essenciais e de garantir seu cargo, os profissionais dão mais de si mesmos e dedicam mais horas ao serviço. Ao longo do tempo, isso leva a esgotamento físico e mental. “Há uma grande pressão por maior desempenho, mas as condições das empresas e do mercado dificultam esse processo, angustiando ainda mais os funcionários”, diz Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR).

Com isso, aumentam os casos de depressão, ansiedade e de crises de pânico. (Dados da Secretaria de Previdência Social indicam que os benefícios de auxílio-doença concedidos devido a transtornos de ansiedade subiram 27,6% nos últimos cinco anos.)

O desafio é duplo para o líder de recursos humanos, que não só precisa ajudar a mão de obra a sobreviver nesse cenário como também ele próprio navega por águas turbulentas. “O RH está no meio do sanduíche: pressionado pelos profissionais que estão numa posição desconfortável e também dos executivos que esperam que ele faça alguma mágica”, diz Ana Maria Rossi.

Como sobreviver a períodos como este, em que, por mais que se trabalhe, nada sai? Resiliência parece ser a palavra de ordem para responder a essa pergunta.

A ciência explica

Resiliência é diferente de resistência. Emprestado da física, o primeiro diz respeito à capacidade de um material voltar ao seu estado natural após alguma situação crítica e fora do comum. No âmbito da gestão de pessoas, “é a habilidade de se adaptar à situação e de superar uma adversidade, tornando-se um indivíduo ou profissional melhor”, diz Ana Maria.

Ser resistente, por sua vez, é apenas lidar com a situação — sem ganho algum. Uma pesquisa recente da Isma-Br mostra que somente 23% dos profissionais no Brasil têm características que levam à resiliência: entre eles, 93% têm a autoestima elevada, 86% praticam o autocontrole por meio de técnicas de relaxamento, e 81% são flexíveis para lidar com as frustrações. Entre os resistentes, 85% se queixam de dores musculares, e 74% usam de bebidas alcoólicas ou medicamentos para lidar com as adversidades do dia a dia.

Têm mais dificuldade para lidar com essas conjunturas os indivíduos agressivos (aqueles que sempre buscam um culpado por tudo) e os passivos (que engolem sapos com frequência). No fundo, ninguém nasce resiliente — mas algumas características ajudam a desenvolver essa qualidade.

Para a presidente da Isma-Br, são três as principais variáveis a ser praticadas: a autoestima, a flexibilidade e a rede de contatos (tanto a profissional quanto os amigos). A assertividade, a arte de dialogar racionalmente e verbalizar suas posições sem se indispor com o outro, também é uma característica fundamental quando “o bicho pega”.



Nesse ponto, é importante entender o processo encadeado por trás da tomada de decisão — campo de estudo de uma área relativamente nova da neurociência, a neuroeconomia. Claudia Feitosa-Santana, pós-doutora nessa matéria pela Universidade de Chicago, explica que quando decidimos por uma coisa ou outra levamos em conta dois níveis: o nosso (o que é bom para nós) e o dos outros (o que é bom para todos). Numa situação de perigo, como uma crise, “automaticamente agimos pelo nosso bem”, diz a especialista. Logo, ser resiliente não é aceitar a situação, mas, sim, ter consciência de que você pode estar fazendo algo do qual não concorda ou não gosta por uma causa que vai lhe beneficiar — como manter o salário, por exemplo.

Perda de energia

Outro conceito da física ajuda a entender a sensação de que nada vai para a frente nas empresas: a entropia. “É a grandeza que mede quanto de energia um sistema precisa para processar um resultado”, diz Cláudio Garcia, vice-presidente de estratégia e desenvolvimento corporativo da consultoria Lee Hecht Harrison (LHH). Em outras palavras: a entropia indica a quantidade de esforço que um profissional deve empenhar até que a tarefa seja concluída. Quanto maior o resultado com menor energia, mais entrópico é o sistema.

O problema é que a crise aumenta a preocupação da liderança, que fica ainda mais desconfiada e centralizadora. Paralelamente, as organizações, para evitar custos desnecessários, também intensificam os controles, ao mesmo tempo em que reduzem as equipes. Resultado: muita luta e pouca finalização. Especialmente nos cenários adversos, as companhias deveriam investir em sistemas e processos que reduzissem o esforço do trabalhador pelo menos com as demandas administrativas.

Para Roberto Aylmer, especialista em gestão estratégica de pessoas e professor na Fundação Dom Cabral, cabe ao líder de RH puxar essa fila, atuando junto com os demais executivos. “Ele deve criar uma forma de gestão mais participativa, matricial e inteligente, com mais suporte da base”, afirma. Pensar em um propósito e causas coletivas também ajudam a enfrentar o turbilhão.

Diversos estudos apontam a ligação entre o propósito, o engajamento e a produtividade dos funcionários. Uma pesquisa da Korn Ferry Hay Group mostra que 1% de queda no engajamento impacta em até 22% a produtividade de um trabalhador. Segundo Elton Moraes, consultor sênior da consultoria, isso é resultado da perda de confiança nas lideranças e da falta de transparência das corporações durante a crise. “Ainda que a direção da empresa não saiba o que vai acontecer, ela precisa promover um contato direto com os trabalhadores, nem que seja para dizer que pode, sim, haver cortes, mas que ainda está contando com eles”, diz.

Se a comunicação for bem-feita e as pessoas se sentirem parte do todo, podem até sair fortalecidas do furacão. Para Cláudio Garcia, da LHH, situações de crises possibilitam criar mais vínculos e sensação de propósito entre as pessoas do que momentos de crescimento e sucesso. Ele cita um estudo da Darden School of Business, da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, que comprovou que os indivíduos que sofrem juntos formam laços que vão além do ambiente corporativo, contagiando clientes, fornecedores, parentes e sociedade. Ao gerar essas conexões sociais, as empresas contribuem para a formação da resiliência.

Fonte: EXAME.com