licença paternidade

Quantos dias o pai pode ficar sem trabalhar após o nascimento do filho?

Advogado Marcelo Mascaro explica quais os direitos dos homens em relação ao período de licença-paternidade

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Pai e bebê: 5 dias de folga por nascimento de filho são garantidos pela Constituição (Halfpoint/Thinkstock)

A licença-paternidade é um direito garantido na Constituição Federal e será de cinco dias. Caracteriza-se pela autorização dada ao pai para se ausentar do trabalho em razão do nascimento do filho, sem que haja desconto em sua remuneração.

Já em 2016, a Lei 13.257 instituiu o “Programa Empresa Cidadã”. As empresas que aderem ao programa concedem a seus empregados uma prorrogação de 15 dias de licença paternidade, totalizando, assim, 20 dias de afastamento. Em contrapartida, podem deduzir do imposto de seu lucro real o valor referente à remuneração paga na prorrogação.

Para que essa prorrogação possa ser realizada, porém, é necessário que o empregado comprove participação em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável. Além disso, nesse período não poderá exercer nenhuma atividade remunerada e a criança deverá ser mantida sob seus cuidados.

É possível, ainda, que o prazo de cinco dias de licença seja ampliado por acordo ou convenção coletiva. Observamos que esses instrumentos negociados pelos sindicatos podem ampliar o período de licença, mas jamais diminuí-los.

Assim, em princípio, a licença paternidade é de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais 15, caso haja adesão ao Programa Empresa Cidadã. Além disso, também pode ser prorrogada por negociação sindical.

Por último, lembramos que essas hipóteses se dirigem aos trabalhadores da iniciativa privada. No setor público, as regras aplicáveis dependem da esfera do poder público à qual o servidor está vinculado. No caso dos servidores federais, por exemplo, a lei prevê a licença paternidade de 20 dias.

Fonte: EXAME.com

6 passos para conseguir um aumento de salário em 2018

O especialista em negociação pela Harvard Business School, Breno Paquelet, especificou quais são

Pedir Aumento

Getty Images

Especialistas costumam dizer que o final do ano é a melhor época para se pedir um aumento de salário. Isso porque é o período em que os feedbacks normalmente são feitos e quando as empresas definem o orçamento para o próximo ano, o que cria uma boa oportunidade para o colaborador de abordar o assunto.

Este, entretanto, não deve ser o único fator considerado para ter uma conversa sobre negociação de salário, segundo o especialista em negociação Breno Paquelet, formado pela Harvard Business School: ainda é necessário que o colaborador “tenha sensibilidade para escolher o momento mais oportuno” para conversar com o gestor.

Para que as chances de sucesso sejam maiores, Breno recomenda também que o colaborador não tente negociar seu salário se estiver há menos de um ano na empresa, além de ter argumentos para “embasar” o pedido.

No geral, Breno afirma que é importante seguir cinco passos para ser bem-sucedido na negociação.

Confira a seguir quais são:

Tenha critérios objetivos para reforçar o pedido

Ao invés de ter como motivações para o pedido questões emocionais, é importante ter dados e informações concretas para que a conversa seja melhor fundamentada. Por isso, é importante: buscar informações sobre a média salarial em empresas do mesmo segmento, listar as realizações do último ano e quais os benefícios que trouxe para a empresa. É recomendável também trazer seu histórico dentro da empresa

Um bom argumento para justificar seu pedido é mencionar quais ganhos a empresa pode ter com eles. “Pense que a empresa vai decidir a favor do seu aumento pelos motivos dela”, disse o especialista, que recomenda que não sejam usados argumentos pessoais.

Não afronte

Breno explica que deve existir uma preocupação com o relacionamento entre gestor e funcionário no momento da negociação – e, considerando que o gestor tem preocupações que vão além do fator financeiro, é importante não dar ultimatos e confrontar sua decisão – portanto, expressões como “é isso ou nada” e “começarei a procurar outro emprego” são quase proibidas.
Mapeie todas as partes envolvidas Além de você e seu gestor, outras pessoas estão envolvidas no possível aumento de salário. A recomendação de Breno é: “Tente pensar em pessoas de confiança dele que poderão ser consultadas na avaliação de seu aumento e faça com que suas realizações cheguem ao superior do seu gestor informalmente, para que ele possa dar apoio ou pelo menos não vetar a questão”.

Aceite várias formas de pagamento

É importante pensar em outras formas de “pagamento” que façam sentido para você além do aumento de salário. Flexibilização no horário de trabalho, apoio em pagamento de parcelas, pagamento de curso, entre outras, são algumas delas

Não tente apressar a negociação

Dificilmente uma negociação de salário será fechada em uma única conversa, então evite retomar o assunto pouco tempo após a primeira conversa com seu gestor. Dê alguns dias para que ele pense no assunto e depois retome a conversa, ou deixe para que seu gestor o faça.

Fonte: Infomoney

Como a reforma trabalhista pode afetar a sua carreira

Algumas alterações permitirão que empresas com demandas inconstantes ou sazonais recrutem mais trabalhadores com um menor custo e com menor risco de litígios.

Luciano De Biasi, Administradores.com, 15 de novembro de 2017, às 12h01

A reforma trabalhista regulamentada pela Lei 13.467/2017 mudará profundamente a relação entre patrão e empregado, empresa e mercado de trabalho. Ela quebrará paradigmas construídos com a CLT em 1943, copiada da Itália na era Mussolini, numa época em que, no Brasil, o setor primário representava 70% da produção nacional do PIB. Hoje, os tempos são outros; o terceiro setor representa 58% do PIB enquanto o setor primário apenas 20%; já o secundário, ou seja, as indústrias 22%.


Consequentemente, as condições laborais, a relação capital e trabalho mudaram muito, seja pelo surgimento de novas demandas e formas de trabalho, seja pelo maior dinamismo da economia. Analisando apenas os pontos principais, percebem-se diversos avanços. Primeiramente, haverá uma redução da ingerência do sindicalismo na relação laboral. Vários pontos da reforma tais como a queda da obrigação das contribuições sindicais, o fim da exigência de homologação nas rescisões em sindicatos e a possibilidade de construirmos contratos de trabalhos individuais darão mais autonomia e liberdade na relação trabalhista.

Outro ponto de destaque da Lei é a flexibilização da forma e condições laborais, o que reduzirá litígios judiciais trabalhistas, clarificando regras e condições antes obscuras. A regulamentação do home office, a opção de férias em até três períodos, bem como flexibilidade de intervalos de almoço são alguns exemplos. Tais mudanças também poderão trazer benefícios aos empregados que, junto aos empregadores, poderão costurar uma condição laboral que também atenda os anseios individuais de cada um.

Adicionalmente, haverá reduções de litígios com as novas regras e com as mudanças referentes às ações judiciais trabalhistas, que visam imputar responsabilidades pecuniárias mais onerosas não somente para o reclamado. Também foi muito positiva a exclusão da base salarial de itens como da ajuda de custo, de gratificações por incentivo, alimentação do trabalhador. Dessa forma, a empresa tem mais liberdade para conceder benefícios ou gratificações por desempenho a seus colaboradores sem a necessidade de incorporá-los aos salários, evitando assim o ônus adicional pela inclusão desses na base de cálculo das contribuições previdenciárias e benefícios. É também muito benéfica a possibilidade de negociação de plano de carreiras, cargos e salários entre patrões e empregados, sem a necessidade da intervenção do sindicato.

Para a economia, no que diz respeito à geração de empregos, a reforma também trouxe avanços que podem ajudar na redução do número de desemprego no País. A regulamentação do trabalho intermitente e a nova regulamentação do trabalho temporário e trabalho parcial darão às empresas e trabalhadores a flexibilidade de contratação por demanda, bem como a redução de encargos sociais na rescisão dos dois primeiros tipos de contrato de trabalho.

Essas alterações, enfim, permitirão que empresas com demandas inconstantes ou sazonais recrutem mais trabalhadores com um menor custo e com menor risco de litígios. Entretanto, há alguns pontos que carecem de uma avaliação mais cuidadosa de seus efeitos. Dentre os comentados, a permissão do trabalho de gestantes em ambiente de baixa prova por atestado médico pode causar prejuízo a essas trabalhadoras, e a limitação, em até 50 salários mínimos, do valor das indenizações por danos morais que pode se tornar irrisório para empresas de grande porte. No entanto, estamos diante da maior mudança na legislação trabalhista desde 1943, com inegáveis avanços que ajudarão o Brasil a se tornar mais competitivo, e que trará menos custos, não somente para as empresas, mas também, para o próprio setor público e para os trabalhadores, mudança essa sobre a qual devemos refletir estrategicamente sobre seus impactos em nossos negócios e também em nossas carreiras.

Luciano De Biasi — Formado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Ciências Contábeis pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e sócio-diretor da De Biasi Auditoria, Consultoria e Outsourcing

7 dicas para desenvolver a concentração no trabalho

Confira alguns “truques” para condicionar a mente a manter o foco, evitando as distrações

Concentração no trabalho

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A falta de concentração traz uma série de prejuízos para o desempenho profissional, diminui a produtividade e qualidade no trabalho entregue. Muitos são os fatores de distração, porém atitudes simples podem ajudar a manter o foco.

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Conversa com colegas, mensagens no celular, notificações de redes sociais e problemas pessoais são alguns dos fatores externos que atrapalham a concentração. A boa notícia é que existem “truques” para condicionar a mente a manter o foco, evitando estas distrações. Rafael Ramalho, especialista em recursos humanos da Woli, empresa referência em treinamento corporativo à distância, lista algumas atitudes que ajudam o profissional a se concentrar e assim melhorar seu desempenho. Confira abaixo:

1 – Alimente-se bem: Permanecer muitas horas sem se alimentar não é uma boa opção para conseguir se concentrar em alguma atividade. “Prestar atenção” nos demanda uma grande quantidade de energia;

2 – Fracione sua jornada: A mente humana consegue se prender a uma única atividade no máximo por uma hora, depois desse tempo o foco irremediavelmente se dissipa. Faça pequenas pausas a cada hora, após um breve descanso seu cérebro estará preparado para um novo período de trabalho;

3 – Arrume a bagunça: Armários, mesas e ambiente de trabalho desordenados são “inadequados para a mente”. O cérebro tende a se identificar com o ambiente. A desorganização externa inviabiliza a organização interna;

4 – Cuidado com a ergonomia: A postura deve ser correta e agradável. Esta atitude evita distrações devido ao cansaço do corpo ou dores;

5 – Durma: Quem dorme pelo menos sete horas por noite apresenta uma atividade intelectual e cognitiva significativamente superior no decorrer do dia;

6 – Use sua voz em alto e bom tom: Diga em voz alta aquilo que se propôs a realizar. Essa afirmação será utilizada pelo cérebro por um bloco temporal e irá impedir que outros pensamentos e emoções te dispersem;

7 – Registre: Existe um grande benefício em escrever as ideias usando papel e caneta, quem registra as informações à mão tem mais destreza para compreendê-las e memorizá-las.

Fonte: Administradores.com