Como falar de carreira com jovens que não querem “nada com nada”?

Sofia Esteves, da Cia. de Talentos, indica como conversar sobre carreira com um jovem totalmente desengajado

 
Aconselhando Jovens

Jovens (oneinchpunch/Thinkstock)

Um relatório divulgado pelo Banco Mundial, na última semana, trouxe um dado muito preocupante para a população jovem e o mercado de trabalho. O levantamento aponta que jovens brasileiros, com idade entre 19 e 25 anos, correm sério risco de ficar fora do circuito dos bons empregos no País e, portanto, estariam mais vulneráveis à pobreza.

O dado alarmante é resultado do grande número de jovens brasileiros que estão desengajados da produtividade, ou seja, aqueles que nem trabalham, nem estudam. Se você quiser saber mais sobre esses dados, pode ler a matéria completa aqui: 52% dos jovens no Brasil estão com empregos ameaçados, diz BM

Ao invés de me ater aos números e aos problemas que levam a essa situação dramática, afinal, esse problema tem muitas raízes que, enquanto indivíduos, não podemos resolver, quero fazer diferente e propor soluções. Acredito que se cada uma das pessoas que lerem esse artigo conseguirem identificar, na sua rede de relacionamento, um jovem que esteja desengajado da produtividade, não esteja estudando ou está com os estudos atrasados e puderem mostrar a importância de estudar e investir na qualificação, talvez, consigamos caminhar para a mudança dessa realidade.

Pensei em três passos simples, para que qualquer pessoa consiga ter uma conversa sobre carreira com esses jovens que estão desengajados da produtividade. Vamos lá:

Crie vínculo

Abordar esses jovens de forma acolhedora é a parte mais importante. Iniciar a conversa com um tom de superioridade não vai ajudar em nada e muito menos trará um resultado positivo. Então, a melhor maneira é criar um vínculo empático. Para conseguir isso é simples: fale de você. Conte a sua história, a sua trajetória, os obstáculos que precisou ultrapassar, mostre que você sabe que nem sempre é fácil, mas que pode ser possível. Conte como não abandonar os estudos foi importante para sua construção de vida e carreira e o que isso o possibilitou conquistar.

Ofereça ajuda

Às vezes, o que falta para esses jovens é alguém que estenda a mão, que ofereça informação e mostre possibilidades. Você pode fazer tudo isso ajudando a pessoa a transformar um ponto fraco em forte, pode orientá-la em como descobrir seus talentos e habilidades e mostrá-los ao mercado. Se o que falta é estudo, aponte caminhos. Ajude a encontrar universidades com programas de bolsa de estudo ou de financiamento estudantil. Esteja disponível para planejar metas e apontar caminhos.

Não abandone

Apoio é fundamental para que não se desista frente a um objetivo difícil. Depois de motivar esse jovem e ajuda-lo a encontrar caminhos, não o abandone. Esteja ao seu lado para que ele não desista – de novo – no meio do caminho. Se ele voltou para a escola, pergunte como estão indo os estudos. Se a busca por inserção no mercado de trabalho não está fácil, pense junto com ele como melhorar o currículo, como encontrar um emprego melhor ou ainda como desenvolver sua carreira de forma assertiva. Andar lado a lado do jovem pode fazer com que ele siga firme e, dessa vez, não desista.

Reparou como essas são dicas simples, que estão ao alcance de qualquer pessoa? Você pode se propor ajudar um jovem da sua rede de relacionamento, pode oferecer essa ajuda por meio das redes sociais ou até de um trabalho voluntário que realiza. Acredito que vale muito a pena a gente se envolver na construção de carreira dos jovens e não apenas na nossa. Pense nisso!

Fonte: EXAME.com

Mudar de carreira na crise é como reformar um avião em pleno voo

Consultor diz como mudar de carreira na crise; “é como reformar um avião em pleno voo”

De acordo com o consultor de carreira da FGV Emerson Weslei Dias trocar a segurança do emprego pelo risco de abrir um negócio é uma decisão que exige muito cuidado – mas é possível.

Pleno voo

Imagem: Pixabay

O ano de 2016 trouxe muitos desafios para a carreira de diversos profissionais. A crise, as opções de profissões e o desejo de maior liberdade e bem-estar pessoal têm levado um grande número de executivos a deixarem suas carreiras consolidadas para se arriscarem novos negócios.
De acordo com Emerson Weslei Dias, consultor de carreira da FGV, trocar a segurança do emprego pelo risco de abrir um negócio é uma decisão que exige muito cuidado. “Tocar um negócio próprio exige competências diferentes das necessárias para sobreviver no mundo corporativo”, explica.

Leia também: Recolocação profissional – Aprenda a montar um bom currículo, como se comportar na hora da entrevista, etc.

Ainda assim, segundo Dias, as pessoas que decidem arriscar tudo e mudar de vida possuem algumas características em comum.

A primeira é a insatisfação com o trabalho atual por diversos motivos. O segundo fator é o acesso facilitado à tecnologia e crédito. Como exemplo, ele cita o desenvolvimento de um aplicativo, que custa pouco e, se a ideia for boa, o sucesso é rápido. “Hoje em dia temos investidor-anjo, aceleradora de startups, franquias… O leque é grande, bem diferente do cenário de 10, 15 anos atrás”, justifica.

Segundo ele, em terceiro é que em muitos casos as pessoas estão buscando mais satisfação pessoal do que remuneração. “Vejo um movimento muito forte de querer fazer algo que tenha prazer, dar um significado a sua própria existência, principalmente quem já tem o que precisa do ponto de vista financeiro”, explica.

Mesmo com o todo o entusiasmo e vontade de mudar de vida, o especialista explica que entre as principais dificuldades que um executivo tem em entender e se adaptar à realidade de um empreendedor está a famosa “atitude de dono”.

“Muitos falam, mas poucos sabem o que é isso na prática. O executivo terá que ir ao banco resolver problemas da empresa, atender o cliente, ouvir reclamações, liderar pessoas, montar escalas de trabalho, por exemplo. Deve entender o negócio do início ao fim e não mais ter uma visão segmentada”, explica o consultor de carreira.

Ele também alerta que esse entusiasmo, típico de quem está começando, pode prejudicar se não for aliado à um bom planejamento. “Muita gente erra ao apostar em uma paixão cega e achar que encontrou a mina de ouro. O negócio não vai para frente sem planejamento e cuidado”, afirma.

Segundo Dias, para sua nova empreitada dar certo, a regra básica é planejar, executar o plano e fazer os ajustes necessários que são descobertos na execução. Além disso, checar os resultados alcançados de tempos em tempos, e, com base nisso, fazer os ajustes certos e seguir o plano. O ideal é ter um especialista para auxiliar com as competências que você não possui. “É como reformar um avião em pleno voo, mexa peça por peça para ele não cair”, diz.

Fonte: InfoMoney

Maioria das pessoas muda de área após primeiro emprego

EmpregoUm levantamento realizado pela Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, divulgado neste mês, revelou que 50,9% das pessoas mudaram de área profissional após o primeiro emprego. Do total dos trabalhadores, 38,6% ascenderam de um estrato mais baixo para um mais alto.

Muitas vezes, a primeira atividade profissional é “aquela que aparece”, já que as oportunidades para aqueles que ainda não possuem experiência são reduzidas. Outro ponto que determina a alta taxa de mudança de área, é a falta de profissionalização. A idade padrão para iniciar a vida profissional é também a idade de definição da carreira, vestibular, e os primeiros momentos no mundo universitário.

Leia também: Aprenda a montar um bom currículo, como se comportar na hora da entrevista, etc.

São justamente as áreas que exigem certa preparação profissional as que menos perdem as pessoas que iniciam na carreira naquele mercado. A necessidade de haver o conhecimento teórico, que apenas a qualificação oferece, permite que as pessoas permaneçam na área por toda a carreira, pois já existia identificação com as atividades do primeiro emprego. É assim com 67% daqueles que atuaram nas ciências e artes (engenheiros, médicos, professores, advogados, jornalistas, bailarinos, atores) na primeira ocupação.

O levantamento também mostrou que os trabalhadores que mais se deslocaram em relação ao início da carreira são os  vendedores e prestadores de serviços de comércio. Apenas 25,6% permaneceram na ocupação.

A primeira profissão não deve ser determinante para as escolhas futuras, mas pode ser um gatilho de interesses, por ser o primeiro contato com o mercado de trabalho. Se você está passando pelas primeiras vivências profissionais, mas ainda não sabe ao certo se deve projetar a carreira no ramo que está, deve manter-se atento à auto-satisfação na realização das tarefas, tendências do mercado e trilha de carreira dentro desse setor. Você pode conferir quais os próximos passos que deve seguir em cada profissão no Guia de Profissões da Catho.

Fonte: Catho

Como evitar erros ao trocar de emprego

Especialistas ensinam a blindar sua carreira contra decisões equivocadas.

Por Mariana Poli

Emprego

Indecisão: como ter certeza se está preparado para uma promoção de cargo | Crédito: Pexels

Como saber se vale a pena mudar de emprego e de empresa? Ou como ter certeza se está preparado para uma promoção de cargo? Além de fazer uma reflexão profunda sobre competências, pontos fracos, sonhos e expectativas profissionais, o candidato à nova vaga deve tomar medidas simples e eficazes, como ensinam os quatro especialistas a seguir.

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1. Tenha um plano de carreira bem desenhado 
“É importante que o profissional desenhe onde está e aonde quer chegar e avalie a própria situação profissional a cada trimestre. Quem tem clareza do que deseja para a carreira, dificilmente faz escolhas erradas. Muitos dos que enfrentam um desvio de rota não têm definido quais são seus valores e o que os motiva de fato. Isso os leva a aceitar cadeiras por questões imediatistas, sem avaliar quais são as ferramentas e qual é o perfil de profissional que aquele cargo exige. Com o tempo, começará a não bater as metas e a enfrentar problemas, justamente por não ter clareza da motivação”, diz Fabiana Monteiro, coach e autora do primeiro volume do livro Histórias de Sucesso, em que traz cases bem-sucedidos de grandes executivos.

2. Investigue a cadeira que irá ocupar 
“Os maiores desvios acontecem quando se oferece a um jovem gerente, por exemplo, um cargo de diretor. A empresa em que estamos não nos promoverá na mesma rapidez que uma outra. É preciso ter muita atenção à ambição desmedida. Muitos ficam tão atraídos pelo título que não fazem nem uma pesquisa básica: qual é o perfil desta cadeira que estão me oferecendo? Se é gerente há seis meses, não saia  correndo só porque estão oferecendo um cargo superior ao seu. E, se optar pela mudança, saiba exatamente o que buscam e esperam de você. Questione o que a empresa espera de você em 30 dias, seis meses, um ano”, diz Magui Castro, sócia da consultoria Caldwell Partners.

3. Conheça os valores da companhia contratante 
“É extremamente importante saber quais são os valores da companhia para a qual está indo. Um encaixe positivo entre os valores do funcionário e os da empresa alavanca a performance e cria condições favoráveis para o dia a dia no trabalho. Se existe algo que o impacta negativamente, o profissional começa a desistir, a querer abandonar o barco. Qualquer profissional precisa fazer, hoje, uma boa gestão de carreira. Ter conhecimento daquilo que valoriza e mais gosta de fazer evita gastar uma energia absurda fazendo uma troca de emprego equivocada”, diz Margareth Columa, diretora da consultoria Lee Hecht Harrison.

4. Estabeleça um acordo prévio com a chefia 
“Ao aceitar uma promoção ou mudança de cargo dentro da sua empresa, faça um acordo prévio com os gestores. Antes de realizar o movimento, expresse que aceita o desafio e está lisonjeado pelo convite, mas deseja fazer um teste na nova função. Questione, também, se poderá voltar ao posto anterior caso não se adeque e pergunte com bastante clareza quais serão as alternativas caso não dê certo na vaga. O empregado que busca uma contrapartida reduz as chances de ficar rendido no futuro”, diz José Roberto Marques, presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).

Fonte: Você S/A