Chutar no ENEM

Enem 2018: Vale a pena chutar no exame?

Correção da prova analisa padrão de resposta e consegue perceber quando o candidato chutou no exame

Por Thais Matos | 25 out 2018, 12h41 - Publicado em 23 out 2018, 11h35

Chutar no ENEM

(Redação/Guia do Estudante)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é provavelmente a prova mais longa e diferente que você já fez. Dois domingos seguidos, 180 questões, uma redação (muitas vezes polêmica) e textos que parecem infinitos.

A gente até começa respondendo tudo certinho, lendo os textos com calma e fazendo os cálculos com atenção. Mas no final, as grandezas se tornam inversamente proporcionais e parece que quanto menos tempo sobra, mais questões parecem estar sem resposta. É nessa hora que a gente só manda pra deus e chuta tudo no gabarito, certo? Errado.

Você pode ter uma técnica de chute infalível, muita sorte ou apenas ser desprendido, mas esqueça disso no Enem: ele sabe quando você está chutando – e você “perde” na nota por isso. Ficou com medo? A gente te explica!

O cálculo da nota do Enem é baseado na TRI (Teoria de Resposta ao Item), que consiste num conjunto de modelos estatísticos que qualifica o item (cada questão) de acordo com três parâmetros:

  • poder de discriminação: capacidade da questão de diferenciar os alunos em relação à dificuldade da questão;
  • grau de dificuldade;
  • possibilidade de acerto ao acaso.

As questões da prova são divididas por níveis de dificuldade, que vão de fáceis a difíceis. A TRI analisa as respostas do aluno: se constata que ele errou muitas perguntas da categoria “fácil” e acertou muitas perguntas da categoria “difícil”, considera o fato estatisticamente improvável e deduz que ele chutou. Quando isso ocorre, a questão considerada chutada passa a valer menos porque parece ser incoerente com o padrão de respostas da prova e a média do aluno que chutou cai.

Como é possível perceber, a nota final do exame não é formada apenas à quantidade de questões acertadas, mas também ao grau de dificuldade das questões acertadas e à consistência geral de suas respostas.

Mas então, vale a pena chutar?
“A melhor dica que podemos dar aos alunos que estão se preparando para o Enem é focar nas questões que eles sabem responder e não chutar! Na realidade, se tem uma prova em que o chute é a pior opção, é essa. Os alunos precisam compreender que no Enem não importa quantos acertos você tem, mas sim quais acertos”, é a dica de Caio Carvalho, gerente de operações do Missão Universitário.

No entanto, é preciso deixar claro que não vale a pena deixar questões em branco por medo da TRI. Para Renan Garcia Miranda, diretor pedagógico do Anglo Vestibulares, a recomendação é a seguinte: “se achar uma questão difícil, pule e faça depois. Se depois não der tempo, você deve chutar. Uma questão ou outra que você não saiba vai influenciar muito pouco na sua nota final”, afirma Renan.

Se não souber de jeito nenhum uma questão, ou se o tempo da prova estiver acabando, o chute será a única opção. Sim, ele pode ser detectado e causar a diminuição da nota, mas vale muito mais um acerto casual do que uma resposta em branco.

Como resolver a prova

1 – Comece pelas questões que você sabe

“Nossa primeira recomendação é que o aluno se prepare para o exame e, na hora da prova, selecione todas aquelas questões que ele tem mais certeza para responder, ou seja, aquelas que tem mais chances de acerto. Após respondê-las, aí sim, ele deve se concentrar naquelas em que teve dificuldades/dúvidas e tentar resolvê-las da melhor maneira possível”, orienta Carvalho.

Ao responder as questões que você domina, você garante duas coisas importantes: os pontos e a coerência nas respostas. Mas cuidado! Não caia na besteira de ler todas as questões de uma vez para analisar se são fáceis ou difíceis. Isso apenas roubará seu tempo de prova.

2 – Não banque o adivinho

Também não adianta dissecar o Enem em busca das perguntas que garantem mais nota. Além de perder tempo valioso da prova, não é possível saber quais perguntas são realmente as difíceis.

3 – De olho no tempo, pero no mucho

No Enem, utilizar bem o tempo é muito importante por conta da grande quantidade de leituras e questões. Para lidar bem com ele, é importante respeitar a média de 3 minutos por questão. Ou, se preferir, pense que a cada meia hora você tem que responder 10 questões.

Mas atenção: não fique neurótico olhando no relógio ao fim de cada pergunta respondida. Isso acaba atrapalhando a concentração e desperdiçando tempo, ao invés de ganhá-lo.

Fonte: Guia do Estudante

Simulados do ENEM

Três dicas para aproveitar ao máximo os simulados para o Enem

Não adianta pegar a prova e responder de qualquer jeito!

Por da redação - Publicado em 25 maio 2018, 13h04 | Guia do Estudante

Simulados do ENEM

Você provavelmente já sabe: fazer simulados é importantíssimo para mandar bem na hora dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

É por isso que o Guia do Estudante, em parceria com a Evolucional, oferece duas vezes por ano o Simulado Enem – uma prova online e gratuita que dá acesso a um relatório completo de desempenho e nota TRI (o mesmo sistema de correção utilizado pelo Enem). Acesse aqui.

Mas não é só pegar a prova e responder de qualquer jeito – algumas atitudes são necessárias para que essa estratégia realmente funcione. Veja as recomendações de cursinhos:

Cronometre – e respeite! – o tempo

Você precisa cronometrar o tempo para resolver o simulado – até porque, sem isso, ele vai virar só mais uma lista de exercícios. Gaste no máximo três minutos por questão (que é o tempo disponível no Enem) e lembre-se de que, na hora da prova, será necessário reservar um tempo para preencher o gabarito.

Simule as condições da prova

O simulado só vai ajudar se você se comprometer a levá-lo a sério e de fato simular um ambiente de prova. Nada de resolver na frente da TV ou ficar fazendo pausas quando estiver cansado ou com fome!

Separe os materiais necessários para a prova (os mesmos que você pretende levar para o Enem), inclusive os alimentos, procure um lugar sem distrações, guarde o celular (lembre-se de que você não poderá usá-lo durante a prova) e peça às pessoas que moram com você para que não o interrompam.

Para que tudo funcione, programe-se para fazer a prova em um dia em que você realmente tiver o tempo necessário para resolver as questões.

“Ao simular a situação real de prova, o aluno irá treinar o seu corpo e a sua mente para se concentrar por 4 ou 5 horas seguidas”, explica Alexandre Takata, professor e coordenador do Cursinho Maximize.

Use o resultado para organizar sua estratégia de estudos

Seus erros e acertos no simulado vão ser fundamentais para definir sua estratégia de estudos. Ao terminar a prova, analise com atenção seu desempenho e identifique seus pontos fortes e fracos.

“Com o resultado do simulado em mãos, é preciso entender o porquê de cada um dos erros e revisar esses assuntos”, aconselha Alexandre Takata. “Como os conteúdos cobrados se repetem ano a ano, se o aluno utilizar as provas anteriores como simulados e estudar a partir de seus erros, ele irá acertar mais questões na prova oficial.”

Seus estudos devem privilegiar os pontos fracos e deixar de lado aquilo que você já domina. Afinal, não é hora de perder tempo com coisas que não precisam ser estudadas!

Atente-se também ao modelo das questões que você errou. Veja se o erro se deve a uma falha conceitual ou se o problema está na forma como a pergunta foi feita – no seu tamanho, no seu vocabulário ou até na presença de gráficos, tabelas e mapas que você talvez tenha problemas em interpretar.

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