Como escolher o curso que melhor se encaixa em seu perfil?

Veja um passo a passo para fazer sua escolha e conheça os perfis ideais de cada área

escolher o curso

Procure conhecer bem a si mesmo e aos cursos e carreira que pretende seguir. Com certeza você já ouviu muito isso, mas de fato esse encaminhamento é a melhor forma de escolher uma profissão. E buscar referências e informações com amigos, familiares, amigos dos seus pais e outras pessoas que já estão no mercado de trabalho ou na faculdade é a melhor maneira de conseguir esse conhecimento.

Além disso, Denise Retamal, diretora-executiva da RHIO’S Recursos Humanos e responsável pelo programa de orientação de carreiras “Jobs of the Future”, defende que o estudante, antes de escolher um curso, pense na carreira que deseja para a vida. “Hoje, mais importante do que a profissão é a carreira que você constrói. O mercado pede expertise, que á soma de conhecimentos multidisciplinares com experiências múltiplas – não necessariamente de trabalho, mas de vida”, diz ela.



Isso exige dois passos. Primeiro, é preciso olhar para dentro de si e analisar suas habilidades, gostos e personalidade. Depois, deve procurar as carreiras que possam combinar com você e buscar a maior quantidade possível de informações sobre elas. Veja palestras, congressos, pesquise sobre o mercado, converse com profissionais da área. Conhecer a universidade e tentar participar de atividades por lá, incluindo até algumas aulas, também pode ajudar você a se decidir.

O intuito, nessa etapa, não é decidir por uma profissão, como geólogo ou médico. É descobrir áreas e temas de interesse com os quais você gostaria de trabalhar a longo prazo – por exemplo, exploração mineral ou cirurgia infantil. “Há carreiras, como a nanotecnologia, que podem ser aplicadas em vários segmentos. Não adianta escolher um curso de graduação sem saber o que vai fazer com ele”, completa Denise.

COMO FAZER A ESCOLHA CERTA

  • Analise-se

Liste são suas habilidades, gostos e personalidade

  • Busque informações de fora

Procure as carreiras que permitirão aplicar e desenvolver suas habilidades e gostos e junte a maior quantidade possível de informações sobre elas

A ideia é que, se você já sabe aonde quer chegar na carreira, terá mais clareza para definir os passos e ferramentas necessários para isso – como os cursos de graduação e especialização que vai fazer, os idiomas que precisa aprender, estágios e a melhor instituição para estudar (dependendo do lugar, os cursos podem ter focos diferentes), por exemplo. “Com esse preparo, ao final do curso a sua inserção no mercado de trabalho já será mais natural”, afirma Denise.

Ao longo desse processo, é bom considerar certas questões. Manoela Costa, gerente da PageTalent, uma consultoria especializada no recrutamento e seleção de estagiários e trainees, listou algumas perguntas que você deve fazer a si mesmo:

PERGUNTE-SE:

  • Em que profissões poderei usar as habilidades que já tenho?
  • Eu conheço bem o curso que pretendo fazer? Já dei uma olhada na grade para ver que matérias vou estudar?
  • Em que locais, empresas e cargos poderei aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade?

Em relação à profissão escolhida, reflita e escreva em um papel as respostas às seguintes questões:

SOBRE A PROFISSÃO QUE VOCÊ PENSA EM FAZER:

  • Que atividades terei de fazer nessa profissão e vou gostar?
  • Que atividades terei de fazer e não vou gostar?
  • Que atividades não farei, mas gostaria de fazer?
  • Que atividades não farei e não gostaria de fazer?

Depois de fazer isso, é preciso considerar se as vantagens e desvantagens vão compensar. Você vai se sentir realizado se não puder usar algumas de suas habilidades? E se tiver de fazer coisas que não gostaria? Se não consegue ver sangue, por exemplo, e ainda assim quer fazer Medicina, vale se perguntar por que você quer tanto essa carreira e se o saldo será positivo no fim do processo. “O ideal seria a pessoa conseguir conciliar as duas coisas: habilidade e hobby”, diz Manoela.

A primeira etapa desse processo de escolha (o autoconhecimento) é com você. Na segunda, a gente pode ajudar. Conversamos com especialistas de cada uma das grandes áreas (saúde, administração e negócios, meio ambiente e ciências agrarias, ciências sociais e humanas, comunicação e informação, ciências exatas e informática) para descobrir qual o perfil dos alunos de cada curso e que habilidades eles precisam ter para se dar bem na carreira. Veja a tabela no início da matéria e clique em cada uma para descobrir.

Fonte: Guia do Estudante

10 dúvidas comuns na escolha de uma profissão (e suas respostas)

Na hora de decidir qual profissão seguir, questões inquietantes não param de surgir. E não levá-las em consideração pode ser o seu maior erro, já que elas podem ser muito úteis para tomar a melhor decisão.

Por da redação – 3 ago 2017, 17h40 – Publicado em 3 ago 2017, 16h00 (Guia do estudante)

Escolhe profissional

Lisandra Matias, editora do Guia de Estudante Profissões Vestibular, está acostumada a ajudar estudantes com essas dúvidas. Em sua palestra em uma edição passada da Feira Guia do Estudante, ela listou as mais frequentes e sugeriu caminhos para solucioná-las. Confira e fique ligado: na Feira deste ano, que vai acontecer nos dias 14, 15 e 16 de setembro no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, você vai poder pegar muitas outras dicas.

1) “Por que é tão difícil decidir-me por uma carreira?”

A dificuldade é justamente essa “uma” carreira. Os orientadores dizem que a angústia da escolha profissional é a angústia de fazer qualquer escolha: você tem várias opções atraentes e precisa decidir-se apenas por uma. Ao escolher uma, você está abrindo mão das demais – e o problema é que a gente não quer perder nada, não é mesmo? Além disso, a decisão profissional é a primeira grande escolha que você, provavelmente, vai fazer na sua vida. E existe um grande peso em relação a isso, de que não se pode “errar”, pois o que está em jogo é o seu futuro (mas calma, lembre-se de que a escolha é apenas o seu próximo passo e não a definição do resto da sua vida). Daí toda a dificuldade que envolve a questão. E a dica aqui é não escolher o curso no escuro. Existe sim um jeito de escolher bem (veja a próxima questão).

2) “Como escolher o curso certo?”

No Guia do Estudante, costumamos dizer que existe sim uma fórmula mágica para a escolha do curso: autoconhecimento + conhecimento das profissões = escolha consciente!

No exercício de autoconhecimento, você deve considerar quais são as suas características, os seus interesses e os seus valores. É importante fazer também uma reflexão sobre o futuro: que estilo de vida você quer levar? Em que tipo de ambiente se sentiria bem trabalhando? Qual o perfil das pessoas com quem gostaria de conviver? É como se você esboçasse o seu “projeto de vida”.

Saber quais são os cursos e as profissões também é superimportante para você tomar conhecimento das diferentes possibilidades. Uma forma de fazer isso é pesquisando aqui mesmo no site do GUIA DO ESTUDANTE. Comece pela área em que tem mais interesse. Depois veja as opções de cursos. Analise o que faz o profissional, as áreas de atuação e como é o curso. Um bom exercício é fazer isso com um grupo de amigos – vocês se revezam na leitura e cada um conta para o grupo o que descobriu.

Aí é preciso combinar as características do curso e da profissão com o seu perfil.

3) “Devo fazer o que eu gosto ou o que dá dinheiro?”

A primeira coisa a considerar é que quem faz o que gosta, geralmente, faz bem. De nada adianta optar por uma área promissora, se você não se identifica com ela. Além disso, o mercado é dinâmico e nada garante que uma profissão rentável hoje se mantenha assim daqui a alguns anos. E ser bem-sucedido financeiramente não tem a ver com uma profissão em particular – todas as carreiras oferecem oportunidades de alcançar o sucesso. Portanto, vale mais a pena fazer o que se gosta.

4) “Como lidar com a opinião dos pais?”

Seus pais são as pessoas que mais o conhecem. Portanto, não despreze a opinião deles! Eles podem te ajudar na questão do autoconhecimento, junto com amigos e outros familiares. Mas que fique muito claro: a decisão final é exclusivamente sua! E no caso de haver pressão sobre a sua escolha, a melhor saída é ter uma conversa sincera, na qual você deve expor seu ponto de vista e seus argumentos (por isso é que também é importante se informar sobre os cursos e as profissões).

5) “Eu tenho vários interesses. Diferentes cursos me agradam. Como decidir?”

Ter vários interesses é muito comum e saudável! Procure avaliar qual ou quais desses interesses tem potencial para se transformar em uma profissão. Para isso, reúna o máximo de informações sobre cada opção e relembre a rotina do curso e do profissional. Veja se combina com o estilo de vida que você quer levar. E uma dica: saiba que é possível combinar duas áreas na mesma profissão. Um exemplo é um estudante que estava em dúvida entre Direito e Ciências Biológicas. Ele acabou cursando Direito, mas especializou-se em legislação ambiental.

6) “Nenhuma área me atrai. Como escolher?”

Descubra se você está com dificuldade de identificar um interesse ou se realmente não gosta de nada – em geral, é a primeira opção. Então, trabalhe o processo de autoconhecimento, buscando respostas para o que você quer da sua vida. Além disso, a impressão de que você não gosta de nada pode estar relacionada à limitação de conhecimento. A solução é informar-se melhor sobre os cursos e profissões. Por fim, para aqueles que não conseguem mesmo se decidir, uma saída é buscar ajuda especializada – os programas de orientação profissional.

7) “Vale a pena insistir num curso muito concorrido ou é melhor partir para outra?”

Isso vai depender da sua disposição em investir tempo e energia nessa escolha. Depende também da sua situação financeira ou da sua família – se é possível pagar ou não mais um ano de cursinho, por exemplo. É importante, ainda, observar se o seu desempenho e as suas possibilidades reais de aprovação melhoram à medida que você se prepara. E cuidado com o risco de “deixar o vestibular decidir”: prestar dois cursos e entrar no que passar. A decisão deve ser sua e não das circunstâncias.

8) “E se eu errar na escolha do curso e da profissão?”

Em primeiro lugar, reavalie o conceito de “errar”: pense na experiência que acumulou e que foi ela que permitiu perceber a necessidade de mudança. Outra coisa é que uma escolha profissional não é, necessariamente, “para sempre”: estamos constantemente mudando e novas possibilidades e interesses sempre podem surgir, mesmo para profissionais experientes. É claro que isso, no entanto, não significa fazer uma escolha descompromissada! Porém, se avaliou que é hora de mudar de rota, veja se a insatisfação não é momentânea (início do curso) ou se está relacionada a outros aspectos não ligados ao curso (distância da família, relação com a classe etc.). Também pense que uma mesma profissão permite muitas e diversas possibilidades de atuação.

9) “Como escolher a faculdade que vou cursar?”

Boa parte dos vestibulandos quer entrar numa universidade pública. Mas, quando isso não é possível, como escolher uma boa instituição? As avaliações do Ministério da Educação (MEC) são instrumentos importantes para verificar a qualidade dos cursos. Atente especificamente ao Conceito Preliminar de Curso (CPC), que reúne num só indicador o desempenho dos estudantes no Enade, a qualidade dos professores e da infraestrutura do curso. Não deixe de ver também a Avaliação do Guia do Estudante (no próprio site, no descritivo de cada curso), que concede estrelas aos cursos (cinco estrelas, excelente; quatro estrelas, muito bom; e três estrelas, bom) a partir de uma pesquisa de opinião feita com mais de 6 mil coordenadores de curso e professores universitários de todo o Brasil. E visite a instituição, atente para as condições das instalações físicas, sinta o clima e tenha a sua própria percepção do local e do ambiente.

10) “Testes vocacionais ajudam?”

É importante considerar que esses testes devem ser encarados mais como um instrumento de autoconhecimento (ao identificar habilidades e interesses) do que uma resposta definitiva. Eles são úteis ao ajudar a traçar o seu perfil para relacionar com as atividades desempenhadas em cada profissão. Aqui no site, há vários deles. Um bom começo é passar pela Máquina de Profissões.

A Feira GE 2017

Em 2017, a Feira Guia do Estudante vai acontecer entre os dias 14 e 16 de setembrodas 9h às 20h, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, Zona Norte de São Paulo.

Para participar é só se inscrever gratuitamente aqui.

 

 

Quero fazer 8 cursos. Por onde começar?

“Olá! Quero fazer oito cursos – sim, oito (psicologia, ciências sociais, filosofia, matemática, física, química, biologia e música). Por onde eu começo? Quanto tempo levaria para fazer todos esses cursos (com aproveitamento de crédito)? Compensa fazer isso tudo?” – Gabriel

A orientação profissional do Guia do Estudante responde.

Orientação Profissional

(Delpixart/iStock)

Ops! Quantos cursos, Gabriel! Vamos entender de onde vem tanta vontade assim? Algumas perguntas e tarefas podem ajudá-lo a selecionar e priorizar.

Leia também: Cursos online para atividades complementares.

  1. Primeiro organize seu raciocínio. Faça uma tabela com os 8 cursos (um do lado do outro). Preencha para um por um o (s) motivo (s) de querer fazer cada curso. Encontre no mínimo um motivo para cada um. Na linha seguinte da tabela coloque o que você imagina serem as atividades legais e recorrentes de cada profissão. Na próxima, preencha com os afazeres chatos.
  2. Agora pontue cada caixinha de 1 a 8, sendo 1 o que você menos gosta e o 8 o que mais gosta. Some os pontos de cada carreira e chegue no total. Quanto maior a pontuação, mais coerente a carreira será para você.

  3. Defina sua linha de corte. Quantas carreiras podem ser desempenhadas ao mesmo tempo? Aqui podia existir mágica, mas o dia segue tendo 24 horas. Então é uma questão de quantos cursos você consegue fazer ao mesmo tempo, considerando as aulas, atividades práticas e trabalho simultâneo ou estágios obrigatórios. Além disso há o investimento financeiro, se ele for um limitador para você.

Há muito mais do que só a graduação para aprender e evoluir intelectualmente. Depois da faculdade existem outras modalidades de estudo que podem complementar sua formação exigindo um tempo menor. Informe-se sobre cursos de pós-graduação e cursos livres, por exemplo.

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

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