Estudar no Feriado

Feriados: hora de estudar ou descansar?

Saber aproveitar esse tempo livre pode ajudá-lo muito na hora da prova

Por Julia Di Spagna | 27 mar 2018, 15h12 - Publicado em 27 mar 2018, 14h51

Estudar no Feriado

(elenaleonova/iStock)

Os feriados costumam ser dias perfeitos para relaxar, colocar as séries em dia e, se possível, viajar. Mas essa não é a realidade de todos os jovens. Dois, três e até quatro dias sem precisar ir à escola ou ao cursinho, para muitos, não é sinônimo de descanso, mas de tempo extra para se dedicar àquela matéria atrasada, aos exercícios mais complicados ou para ler algum livro cobrado pelo vestibular. Mas será mesmo que essa é a melhor alternativa?

Para o coordenador do Poliedro, Vinícius Haidar, não existe um tempo determinado para se dedicar aos estudos ou relaxar: o importante é o equilíbrio. Isso quer dizer que nenhum feriado deve ser apenas de estudos ou de descanso.

“Uma boa estratégia é, nos feriados do começo do ano, quando o aluno acabou de voltar de férias e não está tão cansado, se dedicar mais aos estudos. Já nos recessos mais próximos das provas, o ideal é se organizar para estudar menos e descansar um pouco mais”, aconselha.

Enfrentar o dilema entre recarregar as energias ou não perder o ritmo de estudos é normal. Daniel Perry, coordenador do Anglo, afirma que, além do equilíbrio, é essencial que o estudante analise sua própria situação.

“Dependendo do ritmo de preparação que ele está levando, a prioridade deve ser o descanso. Entretanto, para quem quer uma universidade ou carreira mais concorrida, não há alternativa senão um estudo de alta intensidade. O descanso se torna secundário”, explica.

Nesses casos, os dias de folga das aulas podem ser extremamente produtivos. “Pode ser um momento para ele colocar em dia as tarefas atrasadas, fazer os exercícios em que sente mais dificuldade ou treinar com provas de anos anteriores da faculdade desejada”, completa.

Distração ou estudo?

Muitos filmes e documentários são indicados por professores para ajudar nos estudos, mas, segundo Vinícius, eles devem ser encarados mais como uma forma de descanso do que como uma fonte de informações. Daniel concorda: “Eles fornecem repertório, enriquecem os alunos com exemplos e vocabulário para que ele consiga estabelecer melhores analogias, por exemplo, mas é uma ilusão achar que vão substituir uma aula ou um texto efetivamente”.

Por estarem vivendo um período de muita cobrança, alguns também se sentem culpados ao deixar os estudos de lado por um tempo. Mas é importante respeitar seus limites. “Momentos de pausa precisam ser encarados não como uma perda de tempo, mas como uma estratégia. O aluno deve se cuidar para, nas vésperas das provas, não ficar muito ansioso ou estressado e isso atrapalhar o seu desempenho”, afirma o coordenador do Anglo.

Fonte: Guia do Estudante

Os 4 fundamentos para aprender qualquer coisa

A incerteza pode ser aproveitada se pensarmos nela como uma prática

Leo Babauta, 4 de agosto de 2017 – Administradores.com

Aprender qualquer coisa

Imagem: PIxabay

Tenho estudado métodos de aprendizagem enquanto tento adquirir novas habilidades… e adoro aprender coisas novas. Mas ainda enfrento alguns problemas recorrentes.

1. Ficar sobrecarregado. Quanto mais você aprende, mais percebe que há muito para aprender. O iniciante não sabe o quanto terá de estudar, mas assim que começa a explorar, encontra novas cavernas, e elas são imensas. Quando se explora essas cavernas, outras maiores são encontradas. Isso pode sobrecarregar qualquer um, e muitas pessoas eventualmente desistem por conta desse sentimento.

2. O insucesso dá uma sensação ruim. Se você quer aprender a jogar xadrez, irá perder bastante de início. Depois você vai melhorar e continuará perdendo. Na verdade, não importa o quão bom você fique, você continuará perdendo várias vezes. Isso acontece não apenas com jogos, mas também quando você aprende outras línguas, habilidades físicas, assuntos acadêmicos — você vai errar muito. Há maneiras de garantir que os erros sejam raros, mas assim não é possível aprender muito.

3. Às vezes parece que você só está enxugando gelo. Em um mundo ideal, as pessoas aprenderiam em um ritmo vertiginoso, baixando novas habilidades e conhecimentos no cérebro como no filme Matrix. Infelizmente não funciona desse jeito. Você precisa ler e ler, praticar e praticar, e na maior parte das vezes você sequer tem uma melhora perceptível. Outras pessoas parecem aprender a uma velocidade dobrada! Às vezes parece que você não está aprendendo nada. Isso pode ser desencorajador.

4. Sempre há uma forte sensação de incerteza. Humanos em geral não gostam da sensação de incerteza. Nós a evitamos, sentimos medo, raiva ou frustração diante dela. Mas quando você tenta aprender uma nova habilidade, quase tudo é incerteza. Você esquece as coisas constantemente, não compreende nada ou, quando pensa que entendeu, tenta pôr em prática e percebe que não entendeu nada. Esse sentimento de incerteza leva muitas pessoas a desistirem.

Certo, todos nós queremos aprender novas habilidades — idiomas, programação, habilidades físicas, história, matemática, escrita, jogos, tantas coisas. Mas temos que lidar com esses quatro problemas.

Vamos cuidar deles. Veja abaixo quatro fundamentos para superar esses quatro problemas para que você possa aprender qualquer coisa.

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Primeiro fundamento: foco mínimo

Sim, é verdade: existe um vasto montante de coisas novas para aprender, e é fácil ficar sobrecarregado. Mas essa verdade se estende para a própria vida — há tanto para ver e fazer, e nonguém jamais poderá fazer tudo. Podemos apenas dar um passo de cada vez.

Portanto não precisamos focar nas inúmeras cavernas que precisam ser exploradas… mas apenas naquelas que estão diante de nós.

Que pequena área você pode estudar nesse exato momento? O que pode ser conquistado de imediato?

Ignore o vasto território desconhecido por enquanto, se desligue do resto do mundo e esteja apenas em um lugar. Estude apenas aquilo. Um pequeno passo por vez, alguns passos a cada dia e conseguiremos explorar muito ao longo do tempo.

Segundo fundamento: vire os erros de cabeça para baixo

Você já viu o vídeo da Inteligência Artificial Deepmind aprendendo a andar? O que mais impressiona é que tudo foi feito por meio da tentativa e erro. Cada erro foi uma lição.

Na verdade é algo bem similar ao nosso próprio aprendizado. Não sabemos que nosso conhecimento é errado até testarmos e percebermos como funciona. Não podemos aprender nada até que muitos erros sejam cometidos no processo.

Até para aprender a andar é assim… cambaleando, caindo, até que pegamos o jeito. É desse jeito que aprendemos a falar, comer com uma colher, etc. É certo que nesses casos temos o benefício de ver alguém fazendo da maneira correta, mas precisamos tentar e errar muito até aprender.

Infelizmente, a partir de certo ponto, começamos a temer o erro, mas esse medo só serve para atrasar. Erros são o processo de aprendizado em si. Cada derrota no xadrez, cada erro quando estamos aprendendo a dar um salto para trás são lições.

Portanto, ao invés de olhar para o erro como algo ruim, vire-o de ponta cabeça. Erros são lições, oportunidades para melhorar, um velho e sábio professor nos dizendo onde devemos focar nossos esforços para aprender.

Quando você errar, sorria e agradeça pela lição.

Terceiro fundamento: sinta prazer no processo

É duro quando percebemos que não estamos fazendo nenhum progresso ou que as coisas estão se movendo com lentidão. Queremos chegar ao nível máximo (ou ao menos ser um “iniciante avançado”) o mais rápido possível, e quando a demora é cinco vezes maior do que esperamos, sentimos frustração.

A resposta é esquecer o andamento do progresso e sentir prazer no processo de aprendizado.

É como ir a uma caminhada e ter os olhos fixos na beleza do destino final… mas é uma longa jornada e você fica frustrado pela demora. Em vez disso, foque na jornada em si é uma maneira melhor de viajar. Aproveite a paisagem, o esforço, a beleza de cada passo.

Quando aprendemos, em vez de focar em onde queremos estar, podemos aproveitar o momento do estudo. Podemos ser gratos por estarmos onde estamos, por termos a oportunidade de aprender. Podemos aproveitar os erros e progressos que experimentamos até então.

Sempre que você começar a querer que as coisas fossem mais rápidas, é um sinal de que você precisa focar onde está agora.

Quarto fundamento: aprenda a saborear as incertezas

Acredito que a incerteza em aprender algo novo, em estar em um território desconhecido, provavelmente é o mais difícil. Não gostamos dessa incerteza e normalmente nos afastamos dela.

Com a prática consciente, podemos mudar nossos sentimentos acerca dessa incerteza. Podemos começar a encontrar alegria nesse lugar desconhecido, em não estar no completo controle das coisas, de não ter um chão sólido sob nossos pés. Pode parecer estranho, mas é possível.

Vejamos alguns exemplos:

Você está aprendendo a jogar Go e já planeja as primeiras partidas. Perde e continua perdendo, não tem ideia do próximo movimento, você tem receio de que cada pedra colocada é um grande erro. É uma situação de incerteza. Você é capaz de aproveitar esse processo de tentar algo sem saber o resultado? Você é curioso sobre o que irá acontecer após o próximo movimento? Veja isso como uma oportunidade para experimentação, exploração e diversão.

Quando você está aprendendo um novo idioma, você pode ter um profundo receio de falar por não saber se está fazendo isso certo. Mas se você não falar, nunca irá aprender. Ao invés de temer essa incerteza, mergulhe fundo e se passe por um tolo. É melhor ser um tolo que está aprendendo do que um frango que não aprende nada de novo. É como dançar com movimentos aleatórios no meio de uma multidão… apenas se divertir como um bobo. Você pode fazer o mesmo quando aprende um novo idioma — tente parecer um tolo, aproveite o território desconhecido.

Quando você está tentando aprender a tocar um instrumento musical, fica preso na certeza das músicas já aprendidas nas partituras, porque é fácil seguir instruções escritas. Mas você não aprende de fato até afastar a partitura e tentar tocar sozinho. E você realmente aprende quando tenta praticar sem seguir instruções escritas por outrem — apenas tocando sua própria música, fraseando e improvisando. Claro que muito mais incerteza, e provavelmente irá ficar uma droga. Mas e daí? Divirta-se e crie coisas. Deleite-se nesse espaço de criação e incerteza.

Portanto, a incerteza pode ser aproveitada se pensarmos nela como uma prática — de criação, aprendizado, exploração, curiosidade, descoberta, experimentação, abertura e novidade. Isso se chama coragem.

Seja corajoso hoje, e coloque-se em um lugar de incertezas. E então deixe seu coração se encher com a liberdade do desconhecido e voar sem um plano.


O artigo foi publicado originalmente no blog do autor.

Escrever à mão

Escrever à mão nos torna mais inteligentes

Anotar aulas e elaborar resumos a mão fazem fixar melhor o conteúdo

Escrever à mão

Imagem: Thinkstock

Você é daqueles que levam o notebook ou o tablet para a sala de aula, para anotar o conteúdo direto pelo teclado? Ou prefere tirar uma foto da lousa pelo celular? Com a facilidade da tecnologia disponível, cada vez mais pessoas estão optando por essas táticas. Mas deixar a preguiça de lado e anotar o conteúdo no caderno é, ainda, a melhor opção, o que é explicado tanto pela ciência quanto por um raciocínio simples.

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Comecemos pelo segundo. Se você está tirando uma foto da lousa, gravando o que o professor está falando ou anotando com o teclado, certamente está conseguindo registrar tudo, mas não está absorvendo o conteúdo. Quando você anota à mão, não consegue captar todas as palavras do professor, o que lhe obriga a, de certa forma, “resumir” o conteúdo na mente ou captar as palavras-chave. Com isso, você é forçado a prestar mais atenção, o que com certeza é mais efetivo do que simplesmente fotografar o quadro-negro.

A ciência concorda: um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Princeton e da Califórnia, ambas dos EUA, analisou um grupo de estudantes onde uma parte fazia anotações por computador, outra parte fazia anotações no papel. Eles concluíram que o segundo grupo se saía significativamente melhor em provas do que o primeiro, o que leva a crer que, apesar de os estudantes que anotam por teclado conseguirem registrar mais informações da aula, os que anotam por papel devem compreender as palavras do professor para então escrever, em suas próprias palavras, o que foi dito pelo professor.

Manter um diário (ou caderno de anotações) ajuda a organizar a mente

Normalmente, nossa cabeça é um amontoado de pensamentos variados. Quando temos muitas preocupações ou afazeres, é comum que sintamos a cabeça sobrecarregada. É claro que uma boa conversa com um amigo ou parente pode ajudar, mas já pensou em colocar seus sentimentos ou ideias no papel? É essa a ideia por trás de manter um diário, ou mesmo um caderno de anotações para escrever quando sentir vontade.

Colocar os pensamentos ou sentimentos no papel ajuda a organizar melhor a cabeça e pode até, de repente, proporcionar uma reflexão que você não tinha imaginado ou uma solução para algum problema. Escrever põe as coisas em perspectiva e auxilia na tomada de decisões. Mas, mais do que isso, também ajuda a incrementar sua inteligência emocional – ou seja, ajuda a lidar melhor com frustrações, tristezas e a ficar mais bem resolvido com a vida.

Um estudo publicado na década de 1990 no Academy of Management Journal, dos EUA, dividiu um grupo de 63 engenheiros desempregados em três partes: o primeiro faria anotações diárias sobre sua procura por emprego; o segundo não faria nenhum tipo de anotação; e o terceiro manteria um diário onde escreveria sobre tudo, inclusive sentimentos profundos e pessoais. Ao fim de oito meses, os pesquisadores descobriram que 53% dos engenheiros do terceiro grupo e 24% do primeiro grupo haviam encontrado emprego, enquanto apenas 14% do segundo estava contratado. Isso levou os pesquisadores à conclusão de que escrever, não apenas sobre fatos objetivos, mas sobre sentimentos, faz com que a pessoa lide melhor com as situações negativas da vida e saiba contorná-las a seu favor.

Escrever é um exercício cognitivo que pode prevenir doenças

O ato de escrever é um ótimo exercício cognitivo que põe o cérebro e a memória para trabalhar. Mais uma da ciência: um estudo da Universidade de Bloomington, nos EUA, comprovou que crianças que aprendem a escrever com letra cursiva, no papel, desenvolve habilidades motoras e força o cérebro a trabalhar mais e melhor. A letra cursiva, que conecta uma letra à outra, é reconhecida pelos pesquisadores como a melhor opção de alfabetização, porque acelera a aprendizagem e a capacidade de leitura de crianças.

Além disso, por ser um exercício cerebral, escrever à mão pode ajudar a prevenir doenças degenerativas como o mal de Alzheimer. Para adultos, uma sugestão é aprender novas línguas, o que põe o cérebro para aprender uma nova forma de comunicação e, consequentemente, a escrever de um jeito diferente. Mais um jeito de “malhar” a cabeça e evitar o envelhecimento dos neurônios!

Fonte: Guia do Estudante (Abril)

Concursos: 5 dicas para você conseguir tempo de estudar

A conquista de um cargo público é o sonho de carreira de muita gente. No entanto, nem sempre as pessoas vão em busca desse objetivo, alegando falta de tempo. É muito comum ouvirmos que “se já é difícil passar em um concurso com dedicação ‘full-time’ aos estudos, imagina para quem trabalha e faz faculdade?”.

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É claro que é mais complicado. É inegável que sobram menos horas e mais cansaço para quem tem outras obrigações durante o dia. Mesmo assim, com um pouco de organização, é possível, sim, arranjar tempo e disposição para estudar.

Confira, abaixo as dicas de especialistas:

1 – Planeje-se!

Pode parecer óbvio, mas sem planejar a rotina do dia a dia, prioridades acabam esquecidas e o tempo fica mais curto. Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo, reitera a importância de se planejar. “A palavra-chave é planejamento. O ideal é que você planeje todas as tarefas (estudos e trabalho) e distribua tudo na agenda com a antecedência de ao menos três dias do término do prazo (para a execução de cada tarefa). Isso dá mais mobilidade no dia a dia, fazendo com que tudo seja cumprido no prazo e ainda ganhe um tempo para um encontro com amigos, baladas ou adiantar novas tarefas”, explica.

2- Estabeleça um tempo mínimo para se dedicar

De acordo com Alexandre Vasconcellos, diretor do CEAV, centro preparatório para concursos, pessoas que cursam universidade e/ou trabalham têm uma vida muito atribulada, o que demanda uma rotina rígida de estudos para concursos. “Dedicar pelo menos umas 3 horas diárias durante a semana é um bom planejamento, não se esquecendo de que no final de semana também devem ser reservadas algumas horas para fixar o conteúdo por meio de resolução de questões”, explica.


3 – Defina suas prioridades

Apesar do planejamento, é preciso também verificar, entre as atividades que devem ser feitas, o que é mais ou menos importante. “Aprenda a fazer uma lista de prioridades do que realmente deve ser feito. Se algo for opcional ou não deve ser feito, deve ir para outro dia. Esteja ciente também de que essas prioridades nunca podem lotar todas as suas horas do dia ou você vai adiar e se frustrar”, ensina Christian Barbosa.

4- Relacione suas atividades

É possível conciliar o trabalho, a faculdade e os estudos para concursos relacionando essas atividades. Para Phillip Gil França, coordenador de cursos do Concurso de Cartório, “concentrar todas as fichas em uma só atividade nem sempre é a melhor estratégia. O caminho, talvez, é ter o trabalho relacionado com os estudos, com o norte comum para o alcance de um objetivo maior. Tal conciliação é possível, sim. Basta organização e motivação para realizar o objetivo traçado”.

5- Tenha momentos de descanso

Se você tem o dia cheio e está levando a sério sua meta, às vezes é difícil encontrar um momento para relaxar. No entanto, essa pausa é essencial para que o objetivo seja atingido. “É preciso estar ciente de que a capacidade de ser produtivo está diretamente relacionada à capacidade de se equilibrar. Períodos curtos de descanso são essenciais para ajudar você a crescer, trazem ideias novas, arejadas e disposição para colocá-las em prática”, recomenda Christian Barbosa.

 

Fonte: administradores.com.br