Escrever à mão

Escrever à mão nos torna mais inteligentes

Anotar aulas e elaborar resumos a mão fazem fixar melhor o conteúdo

Escrever à mão

Imagem: Thinkstock

Você é daqueles que levam o notebook ou o tablet para a sala de aula, para anotar o conteúdo direto pelo teclado? Ou prefere tirar uma foto da lousa pelo celular? Com a facilidade da tecnologia disponível, cada vez mais pessoas estão optando por essas táticas. Mas deixar a preguiça de lado e anotar o conteúdo no caderno é, ainda, a melhor opção, o que é explicado tanto pela ciência quanto por um raciocínio simples.

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Comecemos pelo segundo. Se você está tirando uma foto da lousa, gravando o que o professor está falando ou anotando com o teclado, certamente está conseguindo registrar tudo, mas não está absorvendo o conteúdo. Quando você anota à mão, não consegue captar todas as palavras do professor, o que lhe obriga a, de certa forma, “resumir” o conteúdo na mente ou captar as palavras-chave. Com isso, você é forçado a prestar mais atenção, o que com certeza é mais efetivo do que simplesmente fotografar o quadro-negro.

A ciência concorda: um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Princeton e da Califórnia, ambas dos EUA, analisou um grupo de estudantes onde uma parte fazia anotações por computador, outra parte fazia anotações no papel. Eles concluíram que o segundo grupo se saía significativamente melhor em provas do que o primeiro, o que leva a crer que, apesar de os estudantes que anotam por teclado conseguirem registrar mais informações da aula, os que anotam por papel devem compreender as palavras do professor para então escrever, em suas próprias palavras, o que foi dito pelo professor.

Manter um diário (ou caderno de anotações) ajuda a organizar a mente

Normalmente, nossa cabeça é um amontoado de pensamentos variados. Quando temos muitas preocupações ou afazeres, é comum que sintamos a cabeça sobrecarregada. É claro que uma boa conversa com um amigo ou parente pode ajudar, mas já pensou em colocar seus sentimentos ou ideias no papel? É essa a ideia por trás de manter um diário, ou mesmo um caderno de anotações para escrever quando sentir vontade.

Colocar os pensamentos ou sentimentos no papel ajuda a organizar melhor a cabeça e pode até, de repente, proporcionar uma reflexão que você não tinha imaginado ou uma solução para algum problema. Escrever põe as coisas em perspectiva e auxilia na tomada de decisões. Mas, mais do que isso, também ajuda a incrementar sua inteligência emocional – ou seja, ajuda a lidar melhor com frustrações, tristezas e a ficar mais bem resolvido com a vida.

Um estudo publicado na década de 1990 no Academy of Management Journal, dos EUA, dividiu um grupo de 63 engenheiros desempregados em três partes: o primeiro faria anotações diárias sobre sua procura por emprego; o segundo não faria nenhum tipo de anotação; e o terceiro manteria um diário onde escreveria sobre tudo, inclusive sentimentos profundos e pessoais. Ao fim de oito meses, os pesquisadores descobriram que 53% dos engenheiros do terceiro grupo e 24% do primeiro grupo haviam encontrado emprego, enquanto apenas 14% do segundo estava contratado. Isso levou os pesquisadores à conclusão de que escrever, não apenas sobre fatos objetivos, mas sobre sentimentos, faz com que a pessoa lide melhor com as situações negativas da vida e saiba contorná-las a seu favor.

Escrever é um exercício cognitivo que pode prevenir doenças

O ato de escrever é um ótimo exercício cognitivo que põe o cérebro e a memória para trabalhar. Mais uma da ciência: um estudo da Universidade de Bloomington, nos EUA, comprovou que crianças que aprendem a escrever com letra cursiva, no papel, desenvolve habilidades motoras e força o cérebro a trabalhar mais e melhor. A letra cursiva, que conecta uma letra à outra, é reconhecida pelos pesquisadores como a melhor opção de alfabetização, porque acelera a aprendizagem e a capacidade de leitura de crianças.

Além disso, por ser um exercício cerebral, escrever à mão pode ajudar a prevenir doenças degenerativas como o mal de Alzheimer. Para adultos, uma sugestão é aprender novas línguas, o que põe o cérebro para aprender uma nova forma de comunicação e, consequentemente, a escrever de um jeito diferente. Mais um jeito de “malhar” a cabeça e evitar o envelhecimento dos neurônios!

Fonte: Guia do Estudante (Abril)

Os 5 mitos mais comuns sobre inteligência emocional

Entre as muitas competências exigidas pelo mercado que não são ensinadas na faculdade, a inteligência emocional é uma das mais importantes.

“Desde cedo, a escola nos ensina a valorizar apenas os conhecimentos gerais, como história e geografia, ou então a inteligência lógico-matemática, deixando as emoções de lado”, afirma João Marcelo Furlan, CEO da Enora Leaders.

Excluído das salas de aula, o tema acaba cercado de dúvidas e mal-entendidos, o que cria uma lacuna importante no futuro profissional dos alunos.

O maior problema, segundo Furlan, é que a maioria das pessoas ignora o valor do QE (Quociente Emocional) e ainda enxerga o famoso QI como o principal ingrediente para o sucesso.

Essa percepção é contrariada por pesquisas sobre o assunto. Um levantamento da consultoria TalentSmart, por exemplo, mostrou que 90% dos profissionais com alto desempenho têm uma boa gestão de suas emoções. Entre aqueles que têm baixa performance, apenas 20% têm uma nota alta em QE.

“Costuma-se dizer que as empresas contratam pelo QI, e demitem pelo QE”, diz Furlan. Isso porque as competências emocionais definem como o profissional vai se relacionar com a equipe e lidar com pressões e dificuldades – fatores essenciais para continuar empregado ou até ser promovido.

O desconhecimento geral sobre o assunto faz com que muitos percam a oportunidade de usar as próprias emoções a seu favor no trabalho. Diante disso, EXAME.com perguntou a especialistas quais são alguns dos mitos mais comuns sobre o tema. Veja a seguir:

1. Significa evitar emoções
Um dos grandes mal-entendidos sobre inteligência emocional é associá-la à necessidade de reprimir o que se sente.

É bem o contrário, diz o consultor Minoru Ueda, autor do livro “Competência emocional: quanto antes, melhor!” (Editora Qualitymark). “Você não deve punir as suas emoções, mas sim observá-las, avaliá-las e educá-las”, explica.

2. Significa ser emotivo
No extremo oposto, muita gente também pensa que a competência tem a ver com expressar emoções na frente de todos ou chorar com frequência.

Não é nada disso: segundo Furlan, trata-se de controlar a manifestação das emoções – e mesmo adiá-las, se necessário. Na verdade, pessoas que se expõem descontroladamente são justamente as menos inteligentes do ponto de vista emocional.

3. É assunto para livros de autoajuda
Ueda diz que muitas pessoas ignoram a natureza científica do tema. “Como tem a ver com emoções, logo pensam que se trata de autoajuda”, explica o consultor.

Não é a realidade. Discutido desde os anos 1960, o conceito se popularizou com a publicação do livro seminal do psicólogo Daniel Goleman, “Inteligência emocional”, de 1995. Desde então, tem sido pauta de pesquisas e produções acadêmicas em todo o mundo.

4. É um talento inato
É verdade que algumas pessoas têm uma tendência natural a lidar bem com emoções próprias ou alheias. Isso não significa, porém, que a competência seja um “dom”.

“É algo perfeitamente treinável”, diz Ueda. “Qualquer um pode desenvolver essa capacidade a partir do momento em que perceber o benefício para si próprio e para os outros”.

5. Pode ser adquirida em cursos
Não há dúvidas de que a inteligência emocional está ao alcance de todos. Mas, ao contrário de outras competências, ela não pode ser aprendida em cursos, livros ou palestras.

De acordo com Furlan, a aprendizagem passa necessariamente pela experiência prática, no cotidiano, com outras pessoas. Para se capacitar, diz ele, a teoria é insuficiente: é preciso vivenciar suas próprias emoções, observar as alheias e refletir sobre elas continuamente.

 

Fonte: exame.abril.com.br

mais inteligente

10 ações diárias que te deixarão mais inteligente

Pequenas coisas que você pode fazer durante o dia, desde escrever a se cercar de amigos inteligentes, podem contribuir

Não são só os genes e a escola que formam sua inteligência. A forma como você leva a vida e as informações que chegam ao seu cérebro também contribuem para seu potencial mental. Pensando nisso, o site Business Insider preparou uma lista de 10 pequenas ações que podem ser tomadas no seu dia a dia e que farão diferença. Confira abaixo:

Cursos Online na Área de Administração1. Aproveite melhor seu tempo online

Checar as redes sociais, acompanhar sites de entretenimento e ver vídeos engraçados no Youtube são formas legais de se passar o tempo na internet, é verdade. Mas nem todo o seu tempo livre precisa ser gasto assim. Troque o vídeo viral do dia por alguns minutos consumindo algo mais nutritivo para sua mente. Clique aqui e veja uma ótima lista de cursos online.

2. Escreva o que você aprende

Não precisa ser algo longo ou elaborado, mas reserve um tempo para refletir e escrever sobre o que você aprendeu durante o dia. Pesquisadores recomendam a prática para aumentar sua capacidade intelectual.

3. Faça uma lista de coisas feitas

Em vez de fazer uma lista de coisas que você precisa fazer, escreva o que você já fez. Confiança e felicidade estão diretamente relacionadas à inteligência, e lembrar todas as coisas que você já conseguiu lhe deixará satisfeito.

4. Pegue seu jogo de tabuleiro

Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças são divertidos e também ajudam a exercitar o cérebro. Jogue Batalha Naval, xadrez, jogos de cartas e faça palavras-cruzadas sem dicas ou ajuda de outras pessoas.

5. Tenha amigos inteligentes

Seu QI é a média do QI das cinco pessoas mais próximas a você. Isso significa que você deve se cercar de pessoas inteligentes. Pode até ser meio difícil para sua autoestima, mas ser amigo de pessoas mais inteligentes que você é uma das formas mais rápidas de se aprender.

6. Leia bastante

Todos sabem, mas não custa repetir: leitura é essencial. Não há um consenso sobre qual o melhor tipo de leitura, pode ser o hábito de ler jornais todos os dias ou ler uma variedade de ficções e não-ficções, mas todos concordam que a quantidade é importante. Apenas leia.

7. Explique para os outros

˜Se você não consegue explicar algo de modo simples é porque não entendeu bem a coisa”, afirmou Einstein. E ele está certo. A melhor maneira de saber se você realmente aprendeu algo é tentando explicar. Tente sempre explicar aos outros coisas que você aprendeu. Adquirir novos conhecimentos é fácil, difícil é mantê-los. Ao explicar, sua mente realmente retem as informações.

8. Faça coisas novas inesperadas

Depois de largar a escola, Steve Jobs resolveu fazer um curso de caligrafia. Parecia irrelevante na época, mas as lições de design que teve acabaram lhe servindo para criar os primeiros Macs. A lição: você nunca sabe o que será útil no futuro. Tente coisas novas, sem saber realmente como lhe servirão. No futuro, coisas que antes eram aleatórias podem se ligar e se tornar experiências importantes.

9. Aprenda um novo idioma

Você não precisa virar fluente ou correr para outro país para aprender um novo idioma. Estude no conforto de sua casa, nos diversos cursos online que podem ser encontrados na internet, e ainda colha os diversos benefícios para sua mente. Clique aqui e veja um ótimo curso de inglês online.

10. Descanse um pouco

É muito importante tomar um tempo para deixar sua mente livre de qualquer estimulação. Dê espaço para que ela processe tudo que aprendeu. Sente em silêncio, exercite-se, passe algum tempo apenas pensando.

Fonte: administradores.com.br