Matemática na Engenharia

Tenho dificuldade em matemática. Posso cursar engenharia?

Orientador profissional dá dicas para lidar com as dúvidas

Por Respondido pelos orientadores do Nace - Orientação Vocacional

Matemática na Engenharia

(JordiDelgado/iStock)

Olá! Tenho vontade de cursar engenharia de petróleo e gás, mas tenho medo de não ser para mim e me arrepender. Já li muito sobre a faculdade e me interessei, mas o que me deixa aflito é que na escola eu nunca fui muito bom em matemática, embora esteja disposto a aprender. O que eu devo fazer? - Anônimo

Olá!

Os cursos de engenharia exigem o desenvolvimento de conhecimentos complexos em cálculo. Durante os dois primeiros anos estuda-se conteúdos ligados a cálculo diferencial e integral, geometria analítica e descritiva, cálculo vetorial, estatística e probabilidades, física avançada amplamente apoiada em cálculos complexos.

Parte dos alunos que desistem da opção por engenharia o fazem pelas dificuldades nestes conteúdos.

Entretanto, isso não é totalmente impeditivo. Dedicação intensa aos estudos, apoio por meio de grupos de estudos entre alunos e busca de cursos paralelos podem ajudar a superar as dificuldades.

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Considere que isso pode envolver muito tempo, alteração de rotinas de vida e recursos financeiros eventualmente. É necessário avaliar, portanto, qual a medida de sua motivação para superar tais obstáculos.

Para melhor avaliar a dimensão de seu desafio, visite faculdades e entreviste alunos e professores de engenharia. Pesquise as grades curriculares das universidades que oferecem a opção que deseja.

Fonte: Guia do Estudante

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5 dicas para perder o medo da matemática

O Guia do Estudante recebe muitas mensagens de estudantes que têm dificuldade em lidar com problemas de matemática. Isso é compreensível: nessa disciplina, não basta ler e compreender o conteúdo; é preciso raciocinar, aplicar e treinar muito.

Matemática

(9george/iStock)

Sabendo que disciplinas diferentes exigem métodos de estudo diferentes, listamos a seguir cinco dicas para você aprender matemática. Elas foram inspiradas no livro “As melhores técnicas de estudo”, de Bernabé Tierno (Editora Martins Fontes).

1. Certifique-se de que você compreendeu bem os conteúdos anteriores

É impossível empurrar os estudos de matemática com a barriga: se você não aprendeu o básico, não vai conseguir avançar. Se está com muita dificuldade em algum conteúdo dessa disciplina, o problema pode estar em algo que você deixou de compreender anteriormente – talvez alguma operação básica, a leitura e a construção de gráficos ou certas fórmulas. Entenda quais são os conceitos necessários para aprender o tópico que você está estudando e volte a eles para se certificar de que realmente os aprendeu (ou simplesmente para refrescar a memória).

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2. Estude quando estiver em boas condições físicas e mentais

Matemática exige um tempo de estudo de qualidade. Não adianta tentar aprender um conceito novo se estiver sem dormir ou com muitas preocupações na cabeça. Simplesmente não vai rolar. “Essa matéria requer um estado especial de lucidez mental e descanso físico”, diz o livro de Bernabé Tierno.

3. Não tenha pressa

Não adianta: por mais esperto que você seja, matemática não é algo que dá para aprender correndo ou de última hora. Esteja disposto a ficar um período mais longo na cadeira e tenha paciência: será preciso fazer e refazer muitos exercícios para aplicar e testar o que você está aprendendo.

4. Entenda de onde vêm as fórmulas matemáticas

Você sabe que as fórmulas matemáticas não vêm do nada – elas são uma síntese de algo que foi demonstrado antes. A melhor maneira não só de memorizá-las, mas principalmente de saber quando e como aplicá-las é compreender essa origem. Portanto, sempre que se deparar com uma nova fórmula, procure entender como se chegou até ela e tente demonstrá-la você mesmo.

5. Verbalize o que está fazendo

Eis uma importante diferença entre matemática e matérias que exigem muita leitura: enquanto essas últimas requerem um estudo mais quieto para que você possa compreender o que está lendo, a melhor forma de entender matemática é explicando para si mesmo (em voz alta ou não) cada operação que realizando. Para facilitar o processo, você pode imaginar que está explicando o problema a um colega que tem dificuldade na matéria. Explique de forma clara e compreensível cada um dos seus passos na resolução do exercício, por que executou cada um deles e o que resultou disso.

Fonte: Guia do Estudante

Como funciona a matemática do sucesso

É com base numa razão exponencial que as empresas e as pessoas adquirem clientes, dinheiro, notoriedade e até mesmo inteligência. Vejamos algumas implicações desse fundamento.

Por Pedro Souza*, 2 de agosto de 2012

Matemática

Imagem: Pixabay

O físico alemão Albert Einstein dizia que a força mais poderosa do universo são os juros compostos. Eles multiplicam continuamente um determinado montante, fazendo com que quanto maior for o valor, maior será o seu potencial de crescimento – uma lógica que não se limita à matemática financeira. De fato, essa tendência de progressão geométrica, como em 2, 4, 8, 16 e 32, se aplica aos ganhos de quase qualquer componente do sucesso profissional e empresarial. É com base nessa razão que as empresas e as pessoas adquirem clientes, dinheiro, notoriedade e até mesmo inteligência. Vejamos algumas implicações desse fundamento.

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O “Efeito Mateus”

A matemática do sucesso não é tão generosa com aqueles que começam o seu caminho com muito pouco de determinados fatores. Perceba que 0² resulta em 0, assim como 1² continua sendo 1, mas por outro lado, 2² já se torna 4, e assim por diante.

A conclusão é que não há como multiplicar aquilo que ainda não existe, ou como diria São Mateus, em 23:29, “Porque a todo aquele que tem será dado, e terá em abundância; mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado”, daí o nome, “Efeito Mateus”. O que não deve ser visto como uma proibição ao sucesso dos menos afortunados, mas sim como um aviso que diz: se preocupe em conquistar os recursos iniciais, e o restante virá com mais facilidade.

O princípio de Pareto

Já percebeu como em muitas situações cerca de 80% das consequências são originadas em apenas 20% das causas? Por exemplo, 80% das vendas tendem a ser feitas por 20% dos vendedores; 80% dos alimentos são cultivados em 20% das terras, ou ainda 80% das descobertas científicas são feitas por 20% dos pesquisadores.

Essa desproporção foi percebida inicialmente pelo economista italiano Vilfredo Pareto, e se justifica pela tendência de ganhos em progressão geométrica. Ou seja, mais vendas levam a mais contatos, mais indicações e mais habilidades, gerando um retorno exponencialmente maior – uma regra que se aplica a tudo aquilo o que exige investimentos ou interesse de outros indivíduos.

O produto e as suas mitologias

Tantos números e progressões escondem um motivo simples, o sucesso é na verdade a construção de tendências de comportamentos favoráveis. Significa fazer com que um número crescente de pessoas compre o seu produto ou valorize o seu trabalho. Uma equação com duas constantes muito bem definidas, responsáveis por sustentar a razão exponencial de desenvolvimento.

A primeira delas é a qualidade daquilo que você oferece, mas ainda mais importante é a forma como as pessoas percebem essa oferta a partir da sua associação a características subjetivas – vamos chamá-las de mitologias, que apesar do nome não necessariamente representam mentiras, mas sim o que o seu produto significa para os demais indivíduos. Nesse sentido, o sucesso está na associação com as palavras “imprescindível” e “insubstituível”. E no fim das contas, é disso o que se trata ser bem sucedido.

*Pedro Henrique Souza é autor do livro “Stakeholding, a próxima ciência dos negócios” e CEO da consultoria Hëd River, especializada, também, em construir tendências de comportamento.
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Fonte: Administradores.com

Artur Avila

Brasileiro ganha a Medalha Fields, o Nobel da matemática

Arthur Avila foi o primeiro brasileiro a ganhar a Medalha Fields, considerada o “Nobel da matemática”, por sua pesquisa na área de sistemas dinâmicos.

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Essa é a primeira vez que a premiação, criada em 1936, é atribuída para um matemático formado no Hemisfério Sul.

Também ganharam a medalha neste ano o canadense Manjul Bhargava, o austríaco Martin Hairer e a iraniana Maryam Mirzakhani.

O prêmio é entregue a cada quatro anos pela União Internacional de Matemática.

Este ano, a cerimônia será em Seul, no Congresso Internacional de Matemáticos. Para o Brasil, o evento começa às 21h e poderá ser acompanhado pelo site.

A Fields só é concedida a pesquisadores com, no máximo, 40 anos de idade – Avila tem 35.

História

Artur Avila nasceu no Rio de Janeiro. Aos 16 anos, ganhou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática no Canadá e conclui seu mestrado junto com o Ensino Médio.

Assim, pulou a graduação e foi fazer o doutorado no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro, de onde ainda é pesquisador.

Aos 19 anos, já trabalhava em sua pesquisa sobre a teoria de sistemas dinâmicos, uma “área que investiga a evolução de fenômenos variados no tempo” e que surgiu com estudos de Isaac Newton sobre o movimento dos planetas, segundo reportagem da revista piauí. Em resumo, seria “saber, a partir das condições do presente, o que esperar do futuro”.

Ele divide o tempo entre o Brasil e a França, onde fez o pós-doutorado no Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris.

Em dezembro de 2013, Avila foi eleito como membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Ele tomou posse em maio de 2014.

Fonte: exame.abril.com.br