Ler em voz alta ajuda a fixar coisas na memória, diz estudo

Técnica foi mais eficiente para a memorização do que ler em silêncio ou simplesmente ouvir outra pessoa falando

Ler em voz alta

(portishead1/iStock)

Quando temos muita coisa para estudar, nosso sonho é conseguir memorizar os pontos importantes com facilidade e sem sofrimento. Mas muitas vezes lemos, lemos e parece que já esquecemos tudo logo em seguida. E aí a ansiedade aumenta, e nossa capacidade de concentração diminui ainda mais. O que fazer?



A ciência pode dar uma ajudinha. Um estudo novo, feito por pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, descobriu a forma mais eficiente de memorizar aquilo que lemos.

Eles contaram com 95 voluntários para testar diferentes formas de estudar um texto: lendo-o silenciosamente, ouvindo outra pessoa ler para você, ouvindo uma gravação de você mesmo lendo ou simplesmente fazendo a leitura em voz alta. E o resultado foi que ler informações em voz alta resultou na melhor memorização.

Mas por que isso acontece? Segundo os autores, é graças ao chamado “efeito de produção”: a dupla ação de falar e se ouvir ajuda a fixar as palavras na memória de longo prazo.

“Este estudo mostra que a aprendizagem e a memória se beneficiam do envolvimento ativo“, disse o professor Colin M. MacLeod, presidente do Departamento de Psicologia de Waterloo e co-autor do estudo. “Quando adicionamos uma medida ativa a uma palavra, essa palavra se torna mais distinta na memória de longo prazo e, portanto, mais memorável”.

Mas não é só falando que conseguimos memorizar melhor as coisas: o segredo está na ação, na atividade. É por isso que desenhar diagramas e esquemas para estudar é algo que ajuda tanto, por exemplo – ou escrever à mão, como os próprios autores já haviam percebido em pesquisas anteriores.

Fonte: Guia do Estudante

Fazer anotações durante a aula é uma das melhores técnicas de estudo

Nem todo mundo gosta de anotar o que o professor diz durante a aula: alguns têm preguiça, outros acham que conseguem absorver tudo só ouvindo. Mas essa é uma técnica simples e brilhante no processo de aprendizado, que deve ser usada por todos.

Fazer anotações durante a aula é uma das melhores técnicas de estudo

O primeiro motivo é o fato de que é inviável anotar tudo que o professor diz. Por consequência, acabamos tendo que selecionar algumas partes, que julgamos mais importantes, para transferir para o caderno. É aí que está o pulo do gato: enquanto ouvimos, estamos o tempo todo realizando o trabalho mental de compreender e absorver as palavras para sacar o que, daquilo tudo, é mesmo fundamental.

O que vira anotação é justamente o que foi processado pelo cérebro com a estrelinha de importante. O benefício é que, de todo esse processo, nos forçamos a ficar muito atentos à explicação e a digerir toda aquela informação, o que vale bem mais a pena do que passar horas lendo o livro-texto.

Por que anotar?
1. Ao anotar, fazemos um esforço de síntese. Quem anota entende mais, pois está sempre fazendo um esforço de captar o âmago da questão.
2. Nossa cabeça vaga menos. Anotar ajuda a manter a atenção no que está sendo dito, com menos divagações. Quando bate o sono ou o tédio, é a melhor maneira de retomar a atenção.

Na hora de retomar aquele assunto, as anotações também ajudam a reconstituir a memória visual daquela aula e a relembrar a explicação do professor, de forma resumida, ressaltando os pontos-chave.

Mas lembre-se que não adianta nada pegar a anotação de um colega, porque o aprendizado está justamente no ato de sintetizar o que se está ouvindo e transferir para o papel. Com a mesma lógica, de nada adianta tirar fotos da lousa ou pegar os slides da aula. É preciso que você mesmo faça o trabalho. Sem preguiça!

Fonte: Guia do Estudante

Um jeito simples de ajudar seu cérebro a reter informações

Escrever à mão é mais eficiente para retenção de informações. Confira dicas do recordista brasileiro de memorização para fixar o conteúdo de aulas ou palestras

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Mesmo que você digite mais rápido do que escreve, é melhor deixar o tablet ou o notebook de lado e pegar a caneta ao fazer anotações em aula, reuniões ou palestras.E quem faz esta sugestão são dois cientistas, Pam Mueller, de Princeton, e Daniel Oppenheimer da Universidade da Califórnia, autores de um estudo publicado pelo jornal Psychological Science.

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoEles descobriram que escrever à mão é bem mais eficiente para a memorização do que digitar. De acordo com o estudo, quem escreveu, ao invés de digitar, foi melhor no teste de retenção de informação na memória do que os colegas que fizeram o inverso.

Renato Alves, recordista brasileiro de memorização e autor do livro “Faça Seu Cérebro Trabalhar por Você” (Editora Gente) “assina embaixo” desta recomendação.“Quando escrevemos ativamos a memória sensorial e motora que registra os momentos feitos pelas mãos”, explica.

Ele vai além: pede para caprichar na letra. “Quando você tem esse cuidado, precisa entrar num estado de concentração, ou seja, o ato de escrever por si só já ajuda a manter a mente mais focada. E como sabemos foco potencializa ainda mais a memorização”, diz.

Em seu livro “Não Pergunte Se Ele Estudou” (Humano Editora), Alves explica também que assistir uma aula prestando atenção e em seguida pegar uma folha de papel e fazer anotações traz ainda mais resultados.

“Ao processar e selecionar o que vai para o papel você acaba estimulando o córtex e produzindo sinapses. Escrever pode nos deixar mais inteligentes”, diz o especialista.

Para ele, são três atitudes quem estimulam a capacidade de memorização durante uma aula, palestra ou reunião:

1- Sente-se na primeira fila. “Para evitar dispersão”, diz.

2- Participe ativamente. “Acompanhar mentalmente a explicação, perguntar e participar ajuda a manter o foco”, diz.

3- Após a aula e com dúvidas solucionadas, faça um breve relatório, à mão, do que foi explicado. “Isso vai promover a fixação do assunto na memória”, diz.

Fonte: exame.abril.com.br