Como fazer um currículo com muito mais chances de ser lido

Um currículo bem feito leva tempo, mas pode dar a vantagem competitiva fará a diferença entre ser chamado para uma entrevista de emprego ou não

Currículo bem feito

Currículo bem feito: é preciso ler e reler o arquivo em busca de erros de digitação e português, que dão grande desgosto aos recrutadores, lembra especialista (AndreyPopov/Thinkstock)

Sete segundos. É o tempo que um empregador médio leva para ler um currículo, de acordo com a Harvard Business Review. Em mercados de trabalho cada vez mais disputados, um currículo bem feito, além de agregar valor à sua candidatura, pode se tornar também uma vantagem competitiva.

Especialista em carreiras e especialmente atenta aos millennials, Eline Kullock já viu milhares de CVs ao longo da carreira.

Entre bons, ruins, médios e terríveis, ela conclui que não existe atalho para criar um documento infalível. E é justamente aí, na busca por uma receita rápida, que os jovens ficam presos.

“A Geração Y é implementadora, mas planeja pouco”, explica. “Por isso, sempre sugiro que o jovem pare e planeje seu currículo. Não faça de qualquer jeito, porque é importante para você.”

A importância do currículo

Laszlo Bock, vice-presidente sênior de Operações Pessoais do Google, já desabafou que dar de cara com CVs ruins é frequente. O que o perturba é quando é possível ver que o candidato tem potencial. “O mais deprimente é que consigo entender que muitas pessoas são boas, às vezes ótimas”, disse.

Investir tempo na criação de um currículo, portanto, é algo que dá retorno. “É preciso refletir sobre sua carreira e não só sobre seu CV”, aconselha Eline. “Tente pensar em como transmitir, clara e honestamente, que você absorveu coisas novas.” Sem televisão ao fundo ou celular nas mãos, pense com calma no que viveu e no que vale a pena expor aos possíveis empregadores.



A questão da trajetória, fundamental na hora da entrevista, deve transparecer no currículo. Por isso, é possível incluir também trabalhos universitários ou voluntários entre suas experiências. Mesmo que não tenham sido projetos remunerados, merecem destaque se ajudaram a aprimorar habilidades como trabalho em equipe ou visão estratégica, por exemplo.

“Se estiverem fora da ‘linha’ de carreira, é algo que vai suscitar uma pergunta na entrevista e servir de gancho para desenvolver a resposta”, diz ela.

A mesma lógica vale para quem tem muitas experiências e pouco espaço: escolha as mais formadoras e que façam parte da sua narrativa. Eline compara um currículo com jogar uma pérola na mesa: tendo fisgado o interesse do empregador, você terá tempo para completar as lacunas e mostrar pessoalmente o que mais sabe fazer.

Estrutura do currículo

É tentador inovar no formato de um currículo, mas a não ser que seja essa sua linha de trabalho (algo como design, artes, etc.), melhor se ater ao básico. O estilo ideal ainda é papel branco, margens fixas e fontes tradicionais na cor preta e em tamanho legível.

Para facilitar a leitura, use um espaçamento consistente e experimente com itálicos, sublinhados, e negritos para destaque. Conclua exportando o documento no formato PDF, para não perder a formatação.

Logo após seus contatos pessoais, descreva seu objetivo em uma ou duas frases. Deve ser algo curto, simples e refletir brevemente sua expertise, como se fosse um ‘pitch de elevador’. Essa frase inicial pode ser customizada de acordo com cada candidatura e deve aliar claramente sua experiência com as necessidades da vaga.

Eline frisa a importância de não listar suas próprias habilidades aqui, como “administrador com boas relações interpessoais”. É comum, mas errado. “Não cabe a você se autoavaliar porque quem vai fazer isso é seu entrevistador”, resume.

É algo que salta aos olhos, já que um bom currículo é aquele que foca em ações e resultados. Portanto, elimine o polêmico campo ‘Habilidades’ do seu arquivo e guarde essas informações para um encontro em pessoa.

Parte 2: Experiência
Em seguida, é hora de preencher o campo mais temeroso para alguns. A ordem cronológica deve ser inversa, do posto atual ou mais recente ao mais antigo. Se estiver na mesma função há vários anos, invista em mais espaço para mostrar como cresceu por lá.

O que colocar como experiência é uma dúvida recorrente, especialmente entre os mais jovens com pouca ou nenhuma atuação no mercado. “É importante mostrar que você foi à luta, que cresceu e que absorveu coisas novas”, sintetiza Eline, lembrando novamente que aqui cabem diversos tipos de atividades, como estágio de férias ou voluntariado. “O que vai ali é o que te enriqueceu como profissional.”



Quem dispuser de números e dados que quantifiquem resultados, como ‘número de visitantes cresceu 50%’ ou ‘o portfólio de clientes dobrou’, deve fazê-lo. Isso porque é mais importante descrever suas conquistas que suas responsabilidades. Como você fez a diferença? Que metas atingiu? Que projetos criou ou implementou?

Também é preciso otimizar suas chances. Como a maioria das candidaturas e pesquisas por parte dos recrutadores são feitas online, ter um currículo alinhado com as palavras-chave do momento é fundamental.

Um bom recurso é a página de competências mais buscadas no Linkedin, em que é possível pesquisar termos populares dentro de sua própria profissão.

Parte 3: Formação
Neste campo ficam todas as informações educacionais e diplomas, como escolas, universidades e outros cursos acadêmicos, como especializações, extensões e intercâmbios. Seja sucinto e inclua nome da instituição, tipo de diploma, curso, cidade e ano de conclusão.

É aqui também que ficam as informações sobre outros idiomas. “Por favor, coloque os níveis corretamente e não diga que é fluente se não for”, pede Eline, que vê exageros com frequência.

“A pior coisa que você pode fazer é mentir no seu currículo, então prefira ser comedido para na hora poder se explicar.”

Parte 4: Referências
Encerre o CV com uma lista de três referências, com nome, cargo, telefone e e-mail de cada uma. Se a relação entre vocês não estiver clara, será possível fazer a ponte numa futura entrevista.

Sobre a inclusão de links de portfólio ou envio de trabalhos para avaliação, vale o bom senso. “É preciso olhar para sua área e para onde você está se candidatando”, fala a especialista.

Erros mais comuns

1. Incluir uma foto sua ou outros dados desnecessários
“A não ser que você trabalhe como modelo, ter sua foto ou gênero no currículo é totalmente desnecessário”, ri Eline.

Também são desnecessários dados em excesso, como RG e CPF, e endereços de e-mail pouco profissionais: tenha um com seu nome ou palavra neutras, sem adjetivos, apelidos ou diminutivos.

2. Erros de digitação e/ou gramática
Em seguida, é preciso ler e reler o arquivo em busca de erros de digitação e português, que dão grande desgosto aos recrutadores e praticamente garantem que o currículo vá parar no fim da fila.

3. Esquecer de incluir alguma coisa
É uma boa ideia enviar o CV para olhos frescos de amigos, mentores e colegas mais experientes antes de usá-lo profissionalmente. Peça feedback tanto ortográfico quanto crítico e faça perguntas para preencher as lacunas.

Seu currículo chama atenção positiva ou negativamente? Há algo que você fez que não esteja lá e deva estar (ou vice-versa)? Está legível ou confuso?



4. Omitir informações
Outro erro comum é a omissão de informações que o candidato considera desfavorável, como tempo de permanência curto. Como a experiência foi suficientemente relevante para garantir um lugar no currículo, não tem problema colocar ali que durou pouco.

Esforce-se na descrição para demonstrar o que foi conquistado ali e, caso a duração vire assunto na entrevista, esteja pronto para responder o que aconteceu.

A mesma lógica se aplica a pessoas que têm hiatos longos, às vezes de anos, entre uma experiência profissional e outra. Ninguém fica quatro anos sem fazer coisa alguma – e o buraco chama a atenção de quem está lendo.

Preste atenção nas redes sociais

Existem pessoas totalmente desligadas das redes sociais e, se você for uma delas, pode pular essa seção. Caso contrário, é hora de refletir sobre sua presença online.

Perfis em redes pessoais como Facebook, Twitter e Instagram associados ao seu nome são parte da triagem profissional com frequência cada vez maior, então é preciso estar atento às mensagens que transmitem.

Isso não significa que não é mais possível se expressar livremente, mas que o bom senso é vital quando se trata de quem pode ver o quê.

Se o candidato está em plena busca por emprego, enviando currículos e participando de processos seletivos, é uma boa ideia deixar perfis no modo privado ou ajustar as configurações de privacidade.

Laszlo Bock, do Google, oferece um teste bastante útil em tempos de exposição múltipla. “Se você não quer ver algo ligado ao seu nome na página principal do ‘The New York Times’, não coloque no currículo”, escreveu ele.

Opiniões fortes, notícias falsas, informações confidenciais de outras empresas, fotos não profissionais… Tudo isso pode influenciar um avaliador.

O exemplo é extremo, mas instrutivo. Pense em seus perfis como uma extensão audiovisual do seu currículo: se houver alguma coisa ali que você não quer ver ou comentar durante uma entrevista de emprego, apenas não deixe visível para qualquer um.

Por fim, alinhe seu currículo novo com a versão online do LinkedIn, que deve estar sempre atualizada e profissional.

“Ali, é possível ir além do currículo, integrar grupos de discussão e pesquisar empresas pelas quais você se interessa”, lembra Eline. “É uma forma de se comunicar com o mercado que envolve pensar estrategicamente.”

Fonte: EXAME.com


Estas são as perguntas que recrutadores mais fazem em entrevistas

Confira as 10 perguntas mais comuns em entrevistas de emprego e as dicas do diretor da STATO, Paulo Dias, para respondê-las

Estas são as perguntas que recrutadores mais fazem em entrevistas

Imagem: Thinkstock

As perguntas clássicas (e genéricas) continuam em alta nas entrevistas de emprego. Levantamento com base em 7,7 mil perguntas feitas por recrutadores a usuários da plataforma Love Mondays indica que o modelo tradicional de conversa ainda impera.

A pergunta “por que você quer trabalhar nesta empresa” foi que mais se repetiu entre as 4 mil entrevistas levadas em conta pela pesquisa. Paulo Dias, diretor da consultoria STATO explica que questões como essa são bem mais comuns em entrevistas para posições de entrada em uma empresa ou para selecionar profissionais em cargos de iniciais de carreira.

Ele diz que nas entrevistas que conduz com candidatos executivos, as perguntas 1,2 e 10 da lista podem aparecer. “As demais, não costumo fazer por entender que todo profissional virá com respostas muito montadas”, diz.

Mesmo assim, ele topou dar dicas para responder cada uma delas. Confira:

1. “Por que você quer trabalhar nesta empresa?”

Só quem conhece, de fato, a empresa, seus valores e objetivos é que vai conseguir se sair bem ao justificar o interesse em trabalhar para ela, segundo Dias. Daí a importância de pesquisar sobre a empresa antes de conversar com o recrutador.
Um caminho possível de preparação, segundo ele, é entender como profissionais que passaram por essa empresa se desenvolveram. A partir daí será possível avaliar se entre você a empresa “pode dar samba”.

Obviamente que saber tudo sobre a cultura de uma empresa, sem nunca ter trabalhado para ela, é impossível, por isso dúvidas são bem-vindas. “Sua resposta tem que ser sincera, bem pautada e inclusive pode vir acompanhada de dúvidas e questionamentos, desde que com profundidade”, diz Dias.

2. “Conte um pouco da sua experiência”

O famoso (e tenso?) momento do “ fale mais sobre você” pede objetividade e clareza no discurso do candidato justamente por ser um pedido muito aberto.

Segundo Paulo Dias, pode ser que o recrutador contextualize o pedido para um momento específico e, nesse caso, aponte informações concretas, resultados em números e prazos.

“Ser for sobre toda sua experiência de vida ou profissional, traga informações organizadas em ordem cronológica, de uma forma sucinta”, diz. Não tenha receio de resumir sua trajetória e deixe claro que pode dar detalhes de uma passagem ou outra se ele quiser.

3. “Quais são suas principais qualidades?”

Autoavaliação nem sempre cai bem numa entrevista, diz o diretor da STATO. Por isso, o recrutador indica que o candidato se valha de feedbacks que já tenha recebido ao longo da carreira. “Diga algo verdadeiro que seja uma percepção de colegas ou amigos e não simplesmente sua”, diz.

4. “Quais são seus principais defeitos?”

Esta pergunta pode até ser batida, mas não mais do que respostas como, por exemplo, sou perfeccionista, ou sou muito detalhista. Na verdade, diz Paulo Dias, essa é a pegadinha e travestir uma qualidade de defeito pega mal.

“Pense, em vez disso, em uma percepção comum mais uma vez, mas algo que você já esteja trabalhando para melhorar”, diz.
Como responder sem se prejudicar? Escolha uma fraqueza para a qual você já tenha traçado um plano de ação para minimizá-la. Por exemplo, você pode dizer que tem dificuldade de falar em público e por isso tem procurado se expor mais que se torne algo mais natural. “ Você passará muito mais credibilidade”, diz.

5. “Quais são os seus objetivos na empresa?”

Conte sobre suas metas pessoais que imagina serem alcançáveis em curto e médio prazo. “Como, por exemplo, ganhar solidez em determinado conhecimento, se preparar para posições de gestão no futuro. Mostre que objetivos de longo prazo dependerão de uma série de fatores e do alinhamento que terá na empresa ”, diz o diretor da STATO.

6. “Qual a sua formação?”

Ainda que esteja na lista de mais comuns, segundo os usuários da plataforma, não é uma questão que faz sentido se o recrutador estiver com seu currículo.

“Se quiser explorar sua formação, a única dica possível é você trazer o porquê escolheu essa formação, o que levou disso para sua vida”, diz Dias.

7. “Por qual motivo você acha que devo te contratar?”

É o momento de resumir ao recrutador como sua experiência está alinhada com o escopo de atuação do cargo que deseja ocupar. “Mostre o quanto você poderia contribuir para o objetivo da empresa”, diz o recrutador.

Ao fazer a pergunta, o entrevistador quer avaliar, segundo o diretor da STATO, quer avaliar a percepção do candidato sobre o desafio proposto e o quanto à vontade se sente para encará-lo.

8. “Você gosta de trabalhar em equipe?”

“Sim ou Não é muito seco. Traga exemplos de trabalho em equipe que você tenha realizado e qual foi o seu papel na equipe”, indica Paulo Dias.

9. Como você lida com pressão?

Essa, na opinião de Paulo Dias, é a que os candidatos mais têm dificuldade em responder. “Ficou estigmatizado que trabalhar sob pressão é fundamental, então todos dirão que lidam bem. O problema é conseguirem comprovar com exemplos se sabem mesmo lidar”, diz.

E a falta de exemplos compromete o valor da resposta afirmativa porque não fará a menor diferença para o recrutador, segundo o especialista.

10. Qual sua expectativa de carreira em cinco anos?

A empresa está avaliando se você não está com expectativas inalcançáveis e poderia se frustrar com facilidade, segundo Dias. “Seja realista e entenda se a empresa tem espaço para proporcionar o que você espera da sua carreira neste período”, diz.

O que fazer quando o recrutador some e não dá notícias da vaga?

Quem está procurando emprego sabe que não é raro quando o recrutador não dá resposta sobre um processo de seleção.

O que fazer quando o recrutador some e não dá notícias da vaga?

(buchachon/Thinkstock)

Com receio de demonstrar ansiedade, muitos profissionais ficam sem saber o que fazer. Nesta semana, um leitor de EXAME.com enviou a seguinte mensagem para a redação:

Dois meses atrás, fui contatado por Whatsapp por uma empresa e em seguida recebi um telefonema do próprio supervisor da área a que meu trabalho interessava. Ele disse que estava separando meu currículo no RH da empresa e pediu para esperar um mês que o departamento entraria em contado. Já se foram dois meses desde o primeiro contato. Entro em contato com o supervisor da área que iniciou a conversa ou posso esquecer da vaga?

Segundo Renata Fillippi, headhunter da STATO, quando o entrevistador/recrutador dá um prazo e nada acontece, o candidato pode entrar em contato para saber se permanece dentro do processo ou se a vaga já foi fechada. “Nesse caso, após 35 dias, ele já poderia ter ligado para o supervisor”, diz.

De acordo com ela, não é bom deixar passar muito tempo desde o prazo dado para fazer o acompanhamento, ou follow up no jargão corporativo. Ela indica que o candidato procure sempre falar com a pessoa com quem conversou sobre a oportunidade e que faça o controle das datas.

“Sugerimos aos profissionais que estão mandando currículos e participando de processos seletivos que mantenham uma planilha atualizada com o nome da empresa, da pessoa com quem conversou, telefone, e-mail e data do último contato”, afirma.

Além de demonstrar interesse, o profissional que manda um e-mail ou liga para saber da vaga quando não recebe o contato na data indicada dá sinal de organização. “Não é prejudicial quando o acompanhamento é feito no tempo certo. Pelo contrário, é até bem visto”, diz.

Ao procurar o recrutador, diga quando conversaram pela última vez e pergunte se continua no processo. Se a vaga já tiver sido fechada, o candidato pode agradecer e dizer que segue à disposição para outras oportunidades que surgirem na empresa, se assim quiser. “Ele pode dizer claramente que trabalhar naquela empresa o interessa”, diz.

Se o recrutador não der prazo e sumir, mandar um e-mail entre duas e três semanas após o último contato pode ser uma boa ideia. “Não existe uma receita de bolo, o que vale é usar o bom senso. Fazer o acompanhamento do processo não significa ligar a cada três dias para saber se há alguma novidade”, diz.

Apostar na empatia e tentar se colocar no lugar do recrutador é uma boa alternativa para quem está na dúvida sobre o que fazer. Se você estivesse conduzindo uma seleção, o que iria considerar razoável?

Um bom jeito de balizar expectativas é perguntar após a conversa quanto tempo ele imagina que processo seletivo vai levar ou para quando está prevista a próxima etapa, de acordo com a headhunter.

A desorganização pode ser a razão por que o entrevistador não deu resposta alguma para o candidato e essa é uma falha dele, mas nem sempre a falta de contato acontece por isso. “No caso de consultorias, por exemplo, o headhunter pode apresentar os candidatos e o cliente sumir”, diz.

Em processos conduzidos diretamente pelo RH da empresa, a liderança pode decidir congelar o processo seletivo. Sem informações para dar, o feedback não chega.

No entanto, com motivos válidos ou não válidos, a regra do bom recrutador é sempre dar a resposta para todos os candidatos. “Todos devem receber feedback”, afirma. E, de preferência, o profissional deve saber o motivo pelo qual não seguiu no processo, quando ele é avisado de que não foi selecionado. “Essa é a recomendação”, diz.

Fonte: exame.abril.com.br

Currículo falso: o recrutador está de olho

Na ânsia por uma recolocação no mercado de trabalho, algumas pessoas cometem o erro de utilizar informações falsas, um risco que não vale a pena correr.

Juliana Barsotti*, Administradores.com,

Na ansiedade de conseguir uma nova oportunidade de trabalho, muitas pessoas se perdem ao elaborar um currículo. Colocam informações falsas e acabam perdendo a oportunidade ou prejudicando um candidato que realmente preencha todos os requisitos que a vaga requer. Desse modo, ao elaborar um currículo, é necessário atentar-se ao seu conteúdo, pois todas as informações devem ser verídicas. E para não cometer este erro, seguem algumas importantes orientações:

  • Muitos tópicos podem ser facilmente comprovados, como fluência em outro idioma, por exemplo. Basta uma conversa com o candidato na língua para identificar se tem, de fato, habilidade para tal;

Leia também: Aprenda a montar um bom currículo, como se comportar na hora da entrevista, etc.

  • Atente-se ao período de permanência nas empresas. Com receio de achar que o recrutador achará pouco tempo ou que está há muitos meses desempregado, alguns candidatos estendem a data;
  • Cursos que não foram realizados, como graduação, informática etc, são fáceis de comprovar. O recrutador pode entrar em contato com a instituição e/ou solicitar os devidos diplomas e certificados;

  • Disponibilidade para viajar ou trocar de residência. Este item é bem importante e o candidato tem que estar ciente quanto a sua disponibilidade. Apenas preencher não é garantia de que conseguirá a oportunidade;

  • Informar experiência em um cargo no qual nunca atuou, ou só ouviu falar e quer se candidatar à vaga. É algo que o recrutador pode identificar facilmente na entrevista, realizando algumas perguntas técnicas.

  • Por estes motivos, o indicado é colocar no currículo apenas informações verdadeiras para não correr o risco de fechar várias portas no decorrer da busca por recolocação profissional.

*Juliana Barsotti – Tecnóloga em Gestão de RH e graduada em Psicologia. É coordenadora de RH da TOP PEOPLE, empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção.

3 passos para conseguir um estágio em 2018

Construir um perfil profissional e registrar-se em plataformas de seleção online são algumas das dicas para conquistar uma vaga concorrida

Estágio

Com um novo ano pela frente e os processos seletivos de estágio a todo o vapor, os universitários preparam-se para ir atrás de uma oportunidade que abrirá as portas do mundo profissional. Para ajudar nessa busca, Kleber Costa, CEO do Estagiários Online – plataforma de recrutamento que conecta estudantes e empresas – lista alguns passos fundamentais para conquistar a vaga dos sonhos em 2018:

1. Invista nas suas qualificações

Mais do que um currículo, quem procura estágio hoje deve construir e alimentar um perfil profissional no qual, segundo Costa, o ideal é não poupar dados. “Por mais rápida que tenha sido uma experiência, se for relevante para a vaga, acrescente-a. Nunca se sabe o que pode chamar a atenção. O principal é listar começando pelas mais expressivas”, aconselha. Investir em layouts modernos e não esquecer de detalhes essenciais, como o ano da faculdade e os contatos – de preferência com DDD local –, são outras dicas importantes.


2. Use e abuse das novas tecnologias

Uma das vantagens que os universitários possuem atualmente é a diversidade de plataformas específicas para cadastrar seu perfil profissional. Entre as facilidades oferecidas estão a rapidez no contato com as empresas e a possibilidade de candidatar-se a várias vagas. Além disso, algumas apresentam ferramentas que aumentam ainda mais as chances de contratação, como o videocurrículo. “O vídeo é um modo prático de se apresentar e traduz de forma mais clara a personalidade do candidato, transmitindo expressões e postura corporal, por exemplo”, explica Costa.

Leia também: 10 Motivos para Estudar Online

3. Arrisque-se

Com as baixas receitas e demissões, as empresas passaram a exigir mais dos estagiários. Porém, não atender a todos os pré-requisitos não deve ser motivo para desistir de uma vaga. “Muitas vezes, apenas a vontade de aprender e o interesse já é o bastante para uma contratação. Portanto, inscreva-se no maior número possível de processos dentro do que você quer”, afirma o CEO do Estagiários Online. Além disso, ele diz que identificar-se com uma oportunidade é importante, mas não é tudo. “Às vezes, você pode se surpreender e se apaixonar por uma área que não imaginava. Desafie-se”, conclui.

Fonte: administradores.com