Como desenvolver uma resiliência extraordinária

Resiliência é uma capacidade de superar os problemas, adaptar, aprender, mas sem ser tragado por eles

Leo Babauta, 11 de janeiro de 2018

Resiliência extraordinária

Resiliência (iStockphoto)

Todos nós vivemos atolados em dificuldades, obstáculos, dores, cansaço e mil outros problemas, pequenos ou grandes.

O que determina se vamos superar esses contratempos ou se vamos deixá-los nos derrubarem é algo que os psicólogos chamam de “resiliência”. É uma capacidade de superar os problemas, adaptar, aprender, mas sem ser tragado por eles.

Descobri que a resiliência é um fator importante na minha própria jornada, das lutas por que passei durante as mudanças financeiras e de saúde ao longo dos anos até a navegação pelas águas desconhecidas e assustadoras do empreendedorismo.

A resiliência me permitiu:

  • Correr várias maratonas e uma ultramaratona (entre outros desafios físicos) mesmo machucado ou com contratempos nos treinos;
  • Publicar vários livros e cursos, mesmo em meio a problemas pessoais, medos, atrasos por conta de procrastinação, dentre outros;
  • Enfrentar desafios como dívidas ou queda na renda com uma atitude positiva, lidando com tais desafios à medida em que eles apareciam;
  • Criar seis filhos (com uma pequena ajuda da minha esposa), não importando quais as dificuldades que eles enfrentam ou qual a minha bagagem como pai;
  • Lidar com mortes na família com o coração aberto, não apenas encontrando compaixão no meu luto, mas também ajudando outros familiares em seus respectivos lutos.

Nada disso é para fazer alarde, apenas para mostrar o poder da simples resiliência. Não sou melhor do que nenhum outro ser humano, mas a resiliência me ajudou a lidar com essas dificuldades e acredito que pode ajudar você também.

É algo poderoso. Mas como desenvolvê-la? Porque, não se engane: é um conjunto de capacidades que podem ser desenvolvidas com o tempo. Algumas pessoas nascem com uma tendência maior à resiliência, mas todos nós podemos melhorar nesse aspecto.

Vou apresentar um conjunto de práticas para você trabalhar, caso queira desenvolver uma resiliência extraordinária. Espero que seja útil para você.

As práticas de resiliência

Seja qual for o problema que você enfrente — estresse, dificuldades, dores, lutos, reveses, fracassos, desapontamentos, frustrações, raiva, incertezas (grandes ou pequenas) — veja isso como uma oportunidade de praticar.

1. Perceba o que você não vê. Quando você está frustrado, desapontado ou entediado, você vê apenas a falta, o lado “ruim” das coisas. Isso significa que você está cego para o panorama — no momento em que alguém é rude, você é capaz de perceber que aquela pessoa enfrenta uma dor, que ela tem um coração terno dentro dela, que ela é, na verdade, um presente? Você percebe a vida, a luz do sol ao seu redor, os sons maravilhosos que chegam aos seus ouvidos? Em cada momento, há coisas maravilhosas para perceber, e quando focamos apenas nas partes que não gostamos, ficamos presos em uma visão de túnel e perdemos o que há de melhor na vida. Qual é a maravilha que você não está enxergando agora?

2. Foque em algo maior do que você. Como pai, é fantástico o que eu passo para ajudar meus filhos. Eu me coloco em situações de grande desconforto, se isso significa protegê-los, ajudá-los de alguma forma — e não parece nem um pouco com sacrifício. Pessoas que servem outras conhecem esse sentimento: quando você está fazendo algo por outros, o desconforto é algo que só percebemos depois. Quando você enfrenta uma dificuldade, se você se conectar sua tarefa a algo maior do que você, servir aos outros e não a você mesmo… a dificuldade se torna insignificante. Dessa maneira, cada dificuldade pode ser vista como coisa pequena.

3. Pratique a compaixão (por si e pelos outros). Quando você sente dor, apenas note isso. Deseje a si mesmo paz e felicidade, assim como você desejaria a um ente querido. Se alguém diante de você está com raiva ou irritado, deseje paz. Cada interação difícil é uma oportunidade para praticar essa habilidade-chave.

4. Veja como parte do seu crescimento. Quando você enfrenta um revés, não é o fim da estrada. É parte dela. Nenhuma jornada vale o trajeto se não tiver desconfortos e contratempos. Portanto, ao invés de pensar negativamente acerca de cada desafio que você enfrenta, enxergue-o como uma bela parte de seu crescimento pessoal.


5. Pratique a flexibilidade e adaptação. Rigidez só traz frustração. Se aprendermos a ser flexíveis e nos adaptarmos a qualquer situação, seremos mais felizes e bem-sucedidos em qualquer coisa que tentemos fazer. Quando você estiver no meio de uma situação desafiadora, pergunte-se como é possível ser mais flexível. Quando você for atingido por um fracasso, pergunte-se como se adaptar e melhorar para que você tenha sucesso na próxima tentativa. Veja como uma oportunidade de melhorar, de se tornar mais flexível na maneira de pensar e ser mais adaptável — nunca extinguível.

6. Encontre o prazer e a alegria. Cada situação volátil, cada desconforto e dificuldade trazem consigo algum tipo de encantamento, de prazer e alegria. Precisamos apenas encontrá-los. Abra seu coração. Pare de tentar rejeitar a situação e, ao invés disso, como uma criança, enxergue a maravilha nesse momento da vida.

7. Toda situação é um professor. Todas as coisas que aparecem diante de você são seus professores. Você pode rejeitar a lição e vê-la como algo que não quer para a vida ou você pode abrir sua mente para ela e descobrir como essa situação, essa pessoa, esse contratempo, pode lhe ensinar algo. Qual das lições elencadas acima está sendo ensinada para você? Você está recebendo a oportunidade de melhorar em qual das práticas descritas acima? Quando você descobrir, encontrou a chave para uma melhor resiliência.

Em cada momento, você tem uma escolha. Você quer sucumbir às dificuldades, desejando que elas evaporasem, ou você quer ficar mais forte com elas, aprender com elas, abrir-se para as brilhantes lições e fantásticas experiências?

Em cada momento, você tem a oportunidade de praticar. Não é fácil. Mas é o caminho da resiliência e do amor.


O artigo foi publicado no blog do autor e cedido gentilmente ao Administradores.com.

Fonte: Administradores.com

Como sobreviver períodos em que nada parece dar certo?

Resiliência é a capacidade de um material voltar ao seu estado natural após alguma situação crítica e fora do comum

Resiliência

(Foto/Thinkstock)

A roda parece girar em falso. A sensação é de que nunca se trabalhou tanto e se obteve tão pouco resultado. Percepção típica de tempos de crise, ela vem acompanhada do medo de perder o emprego, do aumento de tarefas por causa das equipes cada vez mais enxutas, da pressão por maior produtividade e da exigência para fazer mais com menos.

Como uma tentativa de se mostrarem essenciais e de garantir seu cargo, os profissionais dão mais de si mesmos e dedicam mais horas ao serviço. Ao longo do tempo, isso leva a esgotamento físico e mental. “Há uma grande pressão por maior desempenho, mas as condições das empresas e do mercado dificultam esse processo, angustiando ainda mais os funcionários”, diz Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR).

Com isso, aumentam os casos de depressão, ansiedade e de crises de pânico. (Dados da Secretaria de Previdência Social indicam que os benefícios de auxílio-doença concedidos devido a transtornos de ansiedade subiram 27,6% nos últimos cinco anos.)

O desafio é duplo para o líder de recursos humanos, que não só precisa ajudar a mão de obra a sobreviver nesse cenário como também ele próprio navega por águas turbulentas. “O RH está no meio do sanduíche: pressionado pelos profissionais que estão numa posição desconfortável e também dos executivos que esperam que ele faça alguma mágica”, diz Ana Maria Rossi.

Como sobreviver a períodos como este, em que, por mais que se trabalhe, nada sai? Resiliência parece ser a palavra de ordem para responder a essa pergunta.

A ciência explica

Resiliência é diferente de resistência. Emprestado da física, o primeiro diz respeito à capacidade de um material voltar ao seu estado natural após alguma situação crítica e fora do comum. No âmbito da gestão de pessoas, “é a habilidade de se adaptar à situação e de superar uma adversidade, tornando-se um indivíduo ou profissional melhor”, diz Ana Maria.

Ser resistente, por sua vez, é apenas lidar com a situação — sem ganho algum. Uma pesquisa recente da Isma-Br mostra que somente 23% dos profissionais no Brasil têm características que levam à resiliência: entre eles, 93% têm a autoestima elevada, 86% praticam o autocontrole por meio de técnicas de relaxamento, e 81% são flexíveis para lidar com as frustrações. Entre os resistentes, 85% se queixam de dores musculares, e 74% usam de bebidas alcoólicas ou medicamentos para lidar com as adversidades do dia a dia.

Têm mais dificuldade para lidar com essas conjunturas os indivíduos agressivos (aqueles que sempre buscam um culpado por tudo) e os passivos (que engolem sapos com frequência). No fundo, ninguém nasce resiliente — mas algumas características ajudam a desenvolver essa qualidade.

Para a presidente da Isma-Br, são três as principais variáveis a ser praticadas: a autoestima, a flexibilidade e a rede de contatos (tanto a profissional quanto os amigos). A assertividade, a arte de dialogar racionalmente e verbalizar suas posições sem se indispor com o outro, também é uma característica fundamental quando “o bicho pega”.



Nesse ponto, é importante entender o processo encadeado por trás da tomada de decisão — campo de estudo de uma área relativamente nova da neurociência, a neuroeconomia. Claudia Feitosa-Santana, pós-doutora nessa matéria pela Universidade de Chicago, explica que quando decidimos por uma coisa ou outra levamos em conta dois níveis: o nosso (o que é bom para nós) e o dos outros (o que é bom para todos). Numa situação de perigo, como uma crise, “automaticamente agimos pelo nosso bem”, diz a especialista. Logo, ser resiliente não é aceitar a situação, mas, sim, ter consciência de que você pode estar fazendo algo do qual não concorda ou não gosta por uma causa que vai lhe beneficiar — como manter o salário, por exemplo.

Perda de energia

Outro conceito da física ajuda a entender a sensação de que nada vai para a frente nas empresas: a entropia. “É a grandeza que mede quanto de energia um sistema precisa para processar um resultado”, diz Cláudio Garcia, vice-presidente de estratégia e desenvolvimento corporativo da consultoria Lee Hecht Harrison (LHH). Em outras palavras: a entropia indica a quantidade de esforço que um profissional deve empenhar até que a tarefa seja concluída. Quanto maior o resultado com menor energia, mais entrópico é o sistema.

O problema é que a crise aumenta a preocupação da liderança, que fica ainda mais desconfiada e centralizadora. Paralelamente, as organizações, para evitar custos desnecessários, também intensificam os controles, ao mesmo tempo em que reduzem as equipes. Resultado: muita luta e pouca finalização. Especialmente nos cenários adversos, as companhias deveriam investir em sistemas e processos que reduzissem o esforço do trabalhador pelo menos com as demandas administrativas.

Para Roberto Aylmer, especialista em gestão estratégica de pessoas e professor na Fundação Dom Cabral, cabe ao líder de RH puxar essa fila, atuando junto com os demais executivos. “Ele deve criar uma forma de gestão mais participativa, matricial e inteligente, com mais suporte da base”, afirma. Pensar em um propósito e causas coletivas também ajudam a enfrentar o turbilhão.

Diversos estudos apontam a ligação entre o propósito, o engajamento e a produtividade dos funcionários. Uma pesquisa da Korn Ferry Hay Group mostra que 1% de queda no engajamento impacta em até 22% a produtividade de um trabalhador. Segundo Elton Moraes, consultor sênior da consultoria, isso é resultado da perda de confiança nas lideranças e da falta de transparência das corporações durante a crise. “Ainda que a direção da empresa não saiba o que vai acontecer, ela precisa promover um contato direto com os trabalhadores, nem que seja para dizer que pode, sim, haver cortes, mas que ainda está contando com eles”, diz.

Se a comunicação for bem-feita e as pessoas se sentirem parte do todo, podem até sair fortalecidas do furacão. Para Cláudio Garcia, da LHH, situações de crises possibilitam criar mais vínculos e sensação de propósito entre as pessoas do que momentos de crescimento e sucesso. Ele cita um estudo da Darden School of Business, da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, que comprovou que os indivíduos que sofrem juntos formam laços que vão além do ambiente corporativo, contagiando clientes, fornecedores, parentes e sociedade. Ao gerar essas conexões sociais, as empresas contribuem para a formação da resiliência.

Fonte: EXAME.com

5 dicas para não se desesperar diante de imprevistos

Com um cenário incerto na economia e equipes mais enxutas nas empresas, os imprevistos serão cada vez mais frequentes no dia a dia de trabalho. Descubra o que fazer para não se desesperar e deixar que eles fujam de seu controle.

O problema: Incapacidade de eleger prioridades

A solução: Antecipar os contratempos

Embora imprevistos aconteçam, alguns deles podem ser antecipados com a análise do cenário e a criação de estratégias alternativas para todas as situações. “É preciso traçar possibilidades, e para cada uma delas oferecer uma solução”, diz Fernando Jucá, da Atingire, consultoria de São Paulo.

Um momento bom para fazer isso é logo após a resolução de um problema, quando será mais fácil analisar as causas e as consequências e prever situações semelhantes.

Leia também: Conheça o que é e como desenvolver seu Raciocínio Lógico.

O problema: Acúmulo de tarefas

A solução: Organizar a agenda

Viver com uma agenda abarrotada de tarefas sem nenhuma folga para eventuais problemas faz com que os profissionais se sintam mais pressionados quando surge uma situação adversa.

Por isso é importante ter alguns períodos de folga, como faz Leo­nardo Sabedot, de 34 anos, gerente-geral da Lincoln Electric, multinacional americana do segmento de soldagem, de São Paulo.

Ele procura organizar os compromissos de modo a ter folgas para visitar clientes e resolver pendências. “Dou um jeito de ter tempo para ouvir os problemas dos clientes com calma e tentar ajudá-los”, diz Leonardo. Além de dar uma segurada nos ânimos a estratégia pode até ajudar na produtividade. “Se não acontecer nenhum imprevisto, o profissional consegue adiantar tarefas do dia seguinte”, afirma Alexandre Rangel, coach de São Paulo.

O problema: Ficar desesperado com as más notícias

A solução: Ser realista

Sofrer demais porque um imprevisto surgiu não ajuda em nada a encontrar soluções. Manter a calma e avaliar a dimensão real do problema e o impacto que ele vai ter na estratégia da empresa é a melhor alternativa para tomar uma boa decisão. “Às vezes, uma gota de café ganha uma proporção muito maior do que tem e estraga seu dia”, diz Alexandre.

Também procure não ficar reclamando e não desconte o estresse nos outros. Quem toma essa atitude, além de não contribuir em nada para a resolução do problema, piora o clima no trabalho. “Momentos de crises são oportunidades de alavancar a carreira e demonstrar uma boa liderança”, diz Rafael Souto, CEO da Produtive, consultoria com sede em São Paulo. As crises são passageiras, mas comportamentos extremados podem prejudicar sua imagem para sempre.

O problema: Um imprevisto que parece não ter saída

A solução: Ser flexível e criativo

As situações inesperadas são boas oportunidades para demonstrar flexibilidade e inovar. Foi o que ocorreu com Eduardo De Come, de 48 anos, diretor financeiro da Mineração Caraíba, com sede na Bahia.

O executivo foi surpreendido por um problema durante a importação de uma nova linha de produtos que vinham da Europa. Quando boa parte dos produtos já estava no meio do caminho, surgiu uma nova taxa, aumentando 200% o preço.

Como não dava para cancelar a operação, o jeito foi partir para a venda direta, que não era uma atividade da empresa. Criou-se um sistema para realizar esse processo, e a estratégia funcionou. Por não precisar de revendedores, foi possível evitar prejuízos. “Quando surgem imprevistos que precisam de uma solução rápida é necessário colocar a criatividade para resolvê-los”, diz Eduardo.

O problema: Falta de gente para resolver o imprevisto

A solução: Integrar pessoas

Alguns problemas não poderão ser resolvidos rapidamente e será necessário envolver pessoas com competências diferentes — e de várias áreas. Nesse momento é preciso depositar confiança em colegas e subordinados e pedir ajuda o mais rapidamente possível para não atrasar o processo.

Com a tecnologia ficou mais fácil colocar profissionais de diversas equipes em um hangout para pensar coletivamente e tomar as melhores decisões. “Os resultados serão melhores quando o conhecimento for compartilhado”, diz Flávio Boan, da consultoria Falconi, de São Paulo.

Se sua equipe estiver muito enxuta, vale até apelar para a rede de contatos e pedir ajuda a um ex-colega ou a um profissional de fora da empresa que você confie. “Alguém externo pode trazer um olhar diferente e propor uma solução mais inovadora”, afirma Rafael.

Fonte: exame.abril.com.br

resiliente

Filhos do meio são mais resilientes

Duas competências caracterizam os filhos do meio: a capacidade de adaptação e a resiliência.

Luiz Carlos Cabrera, da Você/SA

Minha longa carreira de headhunter me deu o privilégio de entrevistar milhares (sem brincadeira nem exagero) de executivos ao longo das quatro últimas décadas.

Uma das observações mais curiosas, que descobri usando o método biográfico que caracteriza minhas entrevistas, foi que, em famílias compostas de três filhos, o do meio é sempre o mais hábil na construção das relações, o mais rápido de raciocínio, o mais bem-humorado e, usando uma expressão coloquial, o mais safo.

Veja também: Conheça os principais conceitos e técnicas em Psicanálise.

A razão, na minha avaliação, mais empírica do que científica, é simples. O mais velho faz, ao nascer, uma imediata aliança com a mãe. O segundo, por sua vez, estabelece ao chegar ao mundo um vínculo com o pai, que está disponível.

O nascimento do caçula, principalmente quando os pais decidem que será o último filho, faz com que o pai transfira para o mais novo seu vínculo, desfazendo o acordo que tinha com o do meio.

A consequência desse abandono simbólico é que o filho do meio fica esperto e começa a fazer alianças com avós, tios, vizinhos e até mesmo com os próprios irmãos. Isso o torna um habilidoso formador de parcerias, com o objetivo de não ser o último a escolher o passeio de fim de semana, o local das férias e outras pequenas decisões do âmbito familiar.

Duas competências caracterizam os filhos do meio: a capacidade de adaptação e a resiliência. Não raras vezes encontrei primogênitos e caçulas com baixa taxa de resiliência e grande dificuldade de reagir a frustrações.

Claro que o processo educacional e a própria experiência de vida podem fazê-los superar essas horas difíceis. Mas o amparo permanente e exagerado dos pais acaba por diminuir sua capacidade de reação.

O do meio, menos protegido naturalmente, acaba por ter de vencer as frustrações com esforço próprio, o que reforça sua resiliência. Além disso, ele desenvolve uma forte adaptabilidade, principalmente social. Não raras vezes o do meio tem de fazer alianças com empregados domésticos e com alguns prestadores de serviço.

O do meio que não desenvolve essas competências corre o risco de dormir na pior cama, usar só roupas herdadas e ter pouca voz nas decisões estratégicas da família. Essas competências, como outras que se desenvolvem durante o exercício de enfrentar os desafios da vida, acabam sendo fundamentais na vida profissional, e daí o sucesso dos indômitos filhos do meio.

Fonte: exame.abril.com.br

Autoconhecimento x Sucesso

Cursos Online na Área de Gestão e LiderançaA cada dia notamos que o que diferencia os profissionais mais e mais não são somente os títulos, diplomas e certificados em seu currículo. Isto não é mais suficiente! O profissional que vem se destacando é aquele que investe tempo em conhecimentos técnicos sim, mas, fundamentalmente, estabelece um tempo para se conhecer, desenvolver habilidades, digamos, não-técnicas e encontrar seu propósito de vida.

É esperado do profissional de sucesso que este tenha dedicado cerca de 10.000 horas de estudos antes de destacar-se. Mozart, aos 6 anos, já teria estudado 3.500 horas de piano. Bill Gates, Michael Jordan e Zico – casos de sucesso indiscutíveis – tinham em comum as horas de dedicação às suas atividades e treinos.

 

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Segundo estudos do departamento de psicologia da Universidade da Flórida, perseverança, resiliência, motivação e habilidade social são algumas das competências comportamentais comumente observadas em indivíduos de sucesso. Desenvolver essas competências é uma faceta do autoconhecimento. Então, por que não dedicar parte daquelas 10.000 horas a conhecer-se, perceber seus pontos fortes ou aqueles para desenvolver ou aperfeiçoar? Esse caminho tornou-se obrigatório se almeja chegar ao pódio. O autoconhecimento habilitará o indivíduo a diferenciar-se da massa.
Outro aspecto destaca-se naqueles que têm sucesso: o senso de propósito. Por que fazem o que fazem? Para que e para quem fazem o que fazem? Elenco abaixo sete das características observadas em indivíduos que encontraram seus propósitos e chegaram ao sucesso:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.
2. Possuem valores estabelecidos e são idealistas.
3. São resilientes e encaram a adversidade como mola propulsora ao sucesso.
4. Têm visão sistêmica.
5. Celebram a diversidade.
6. Têm a habilidade de colocar as coisas num contexto mais amplo.
7. São espontâneos.

Fonte: administradores.com.br